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Estado cria fundo de R$ 800 milhões para impulsionar agroenergia

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Goiás lançou nesta terça-feira (05.08), na Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, um fundo de R$ 800 milhões voltado ao financiamento de projetos estratégicos para o Estado. A medida reforça o protagonismo goiano no agronegócio e busca atrair empresas interessadas em investir em biogás, biometano, terras raras, infraestrutura de energia e serviços de tecnologia.

Do total de recursos, R$ 400 milhões serão garantidos por créditos estaduais de ICMS, enquanto a outra metade será levantada diretamente no mercado financeiro, sem impacto no Tesouro Estadual. A modelagem inclui a criação de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), que deve alavancar a concessão de crédito privado a partir de recebíveis de empresas interessadas em participar do programa.

A taxa de juros de 10% ao ano — considerada uma das mais atrativas do país para operações de crédito produtivo — deve servir de estímulo principalmente a cadeias do agro com forte conexão energética, como cooperativas e indústrias de etanol de milho, biodiesel e fertilizantes orgânicos. Também entram no radar empresas envolvidas com o armazenamento e distribuição de energia, como transmissoras e operadores de data centers de apoio ao setor rural.

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O modelo dispensa licitação por não envolver recursos públicos diretos e será operado sob gestão privada, com acompanhamento do Estado e critérios técnicos de avaliação dos projetos. Apesar de mirar novas frentes tecnológicas e industriais, o programa tem base na força do campo.

Goiás mantém-se como uma das maiores potências em grãos do país e lidera em produtividade no cerrado. A sinergia entre agro, energia e tecnologia coloca o Estado em posição privilegiada para captar capital privado e ampliar sua inserção em mercados internacionais.

Fonte: Pensar Agro

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Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

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A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

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Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

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Fonte: Pensar Agro

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