AGRONEGÓCIO
Comodoro será o primeiro município da região Oeste a receber o Circuito Aprosoja
AGRONEGÓCIO
Comodoro será o primeiro município da região Oeste a receber o Circuito Aprosoja
A rodada de palestras começa na segunda-feira (16), às 18h30, no Espaço Carolina
12/05/2022
A caravana do Circuito Aprosoja desembarca em Comodoro na próxima segunda-feira (16), às 18h30, no Espaço Carolina. A Oeste é a terceira região do Estado a receber o evento, que por onde passou teve recorde de público, mais de 4 mil pessoas já participaram até agora. Promovido pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), o encontro conta com a participação especial do comentarista Caio Coppolla, que leva aos agricultores um debate com informações estratégicas e de qualidade sobre a conjuntura política, econômica e jurídica do país.
“Com o agronegócio puxando a economia para o alto no último trimestre, temos um cenário muito positivo para o setor, apesar das várias adversidades de ordem climática que os produtores enfrentaram. Vamos também apresentar no debate o cenário político, jurídico e econômico”, declarou Coppolla.
O presidente da Aprosoja-MT, Fernando Cadore, enalteceu o evento. “Já visitamos 16 municípios até agora, por onde passamos, ouvimos as demandas dos produtores rurais, com o objetivo de transformá-las em ações, além é claro, de proporcionar um debate de altíssima qualidade aos agricultores com a palestra de Caio Coppollla. Esta é a terceira região que estamos percorrendo, ao todo serão 28 municípios em todo Estado e mais a capital mato-grossense”, afirmou Cadore.
Na região Oeste, além de Comodoro, o Circuito Aprosoja ainda passará por Sapezal (17.05), Campo Novo do Parecis (18.05), Nova Maringá (19.05), Diamantino (19.05) e Tangará da Serra (20.05). A última região será a Sul, com encerramento em Cuiabá no dia 6 de junho.
Segue a programação da próxima região:
REGIÃO SUL
23/mai SEG Alto Taquari – 18h30
24/mai TER Alto Garças – 8h30
24/mai TER Rondonópolis – 18h30
25/mai QUA Jaciara – 18h30
26/mai QUI Primavera do Leste – 18h30
27/mai SEX Campo Verde – 18h30
AGRONEGÓCIO
Expansão de área e liderança na exportação sustentam safra de 770 mil toneladas de banana
A produção catarinense de banana deve atingir 770 mil toneladas no ciclo 2025/2026, consolidando o Estado na liderança das exportações nacionais da fruta. O resultado representa um crescimento de 0,3% em comparação com o ciclo anterior, impulsionado por um avanço de 3,2% na área cultivada. Por outro lado, a produtividade média na lavoura aponta uma retração de 1,9%, estimada em 26.490 quilos por hectare. O desempenho da safra atua como indutor econômico no Norte do Estado e no Vale do Itajaí, regiões que concentram 84,7% do volume total colhido.
A dinâmica do mercado local permanece dividida entre o volume produtivo e o valor agregado da fruta na ponta da venda. A banana-caturra, conhecida como nanica, mantém o predomínio absoluto nos plantios, ocupando 72,6% da área e respondendo por 82,4% da colheita estimada. A variedade prata, embora represente uma fatia menor — 27,4% da área e 17,6% do volume —, ganha relevância pelo preço superior pago ao produtor no mercado físico. No recorte regional, o Sul de Santa Catarina apresenta menor eficiência técnica se comparado ao Norte: a região detém 24,4% da área destinada à cultura, mas participa com apenas 15,3% do volume final.
No front externo, Santa Catarina responde por cerca de metade de toda a banana exportada pelo Brasil, tendo como principais destinos os parceiros comerciais do Mercosul, especialmente a Argentina e o Uruguai. Internamente, o município de Corupá lidera a engrenagem econômica do setor no Norte catarinense, ocupando o posto de terceiro maior produtor nacional.
Com um volume de 153,1 mil toneladas registrado no balanço de 2024, a atividade movimenta R$ 324 milhões anuais na economia local. O município partilha, junto com Jaraguá do Sul, Schroeder e São Bento do Sul, o selo de Indicação Geográfica na modalidade Denominação de Origem, certificado que atesta o amadurecimento mais lento e o maior teor de açúcar natural da fruta devido às condições climáticas de relevo da região.
O resultado projetado para a safra atual ocorre após períodos de estresse nos pomares causados por eventos climáticos extremos nos últimos anos, como ciclones, ventos de grande intensidade e geadas recorrentes. A estabilização das lavouras foi garantida pela introdução de manejo especializado e ferramentas de monitoramento da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).
O suporte técnico foca no controle fitossanitário da sigatoca-amarela, principal doença fúngica que atinge os bananais, e na previsão de perdas. A perspectiva para o encerramento do ciclo aponta para a manutenção da qualidade comercial da fruta diante de um clima mais ameno, sustentando o fluxo de caixa das pequenas propriedades rurais que formam a base social da atividade no campo.
Fonte: Pensar Agro
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