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CAFÉ/CEPEA: Colheita do arábica avança, mas liquidez é baixa; valores estão firmes

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Cepea, 15/6/2022 – A colheita de café arábica da safra 2022/23 está se acelerando nas principais regiões do Brasil, mas, mesmo assim, as negociações da variedade seguem lentas no mercado spot nacional, por conta da retração de vendedores. Com isso, segundo pesquisadores do Cepea, os preços domésticos estão sendo influenciados sobretudo pelas oscilações dos valores internacionais do arábica e do dólar. No front externo, por sua vez, o movimento dos preços está refletindo fatores técnicos e incertezas relacionadas ao clima no Brasil. Nessa terça-feira, 14, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, posto na capital paulista, fechou a R$ 1.322,74/sc de 60 kg, ligeira alta de 0,42% frente à terça anterior, 7. Quanto ao robusta, a colheita também está avançando, mas os preços vêm se mantendo firmes, devido à retração de vendedores e ao avanço do dólar. Produtores da variedade, assim como os de arábica, estão mais capitalizados e, após as vendas iniciais para o pagamento dos custeios, voltaram a se afastar do mercado nos últimos dias. Nessa terça-feira, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6, peneira 13 acima, fechou a R$ 691,98/sc, praticamente estável (-0,04%) frente à terça anterior. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

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Fonte: CEPEA

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Conferência internacional coloca etanol de milho no centro da estratégia do agro

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A 3ª edição da Conferência Internacional sobre Etanol de Milho, promovida pela União Nacional do Etanol de Milho em parceria com a Datagro, ocorre nesta quinta-feira (16.04), em Cuiabá (MT), reunindo produtores, indústrias, investidores e autoridades para discutir o avanço de uma das cadeias mais dinâmicas do agronegócio brasileiro.

A escolha de Mato Grosso como sede reforça o peso do estado no setor. Hoje, a maior parte das usinas de etanol de milho em operação no Brasil está concentrada na região, impulsionada pela grande oferta de grãos e pela necessidade de agregar valor à produção local.

Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e Plínio Nastari presidente da Datagro na abertura da Conferencia 

O evento está sendo realizado em um momento de expansão acelerada da indústria. A produção brasileira de etanol de milho deve superar 8 bilhões de litros na safra 2025/26, consolidando o país como um dos principais polos globais dessa tecnologia. O crescimento vem sendo sustentado pelo modelo de usinas flex, que operam com milho e cana, garantindo maior eficiência e uso contínuo da capacidade industrial.

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A conferência reúne lideranças do setor para discutir desde avanços tecnológicos até desafios estruturais, como logística, financiamento e políticas públicas. Também estão na pauta as tendências do mercado internacional e o papel do Brasil na transição energética, com destaque para os biocombustíveis.

Outro ponto central do debate é a integração entre agricultura e indústria. O etanol de milho passou a funcionar como uma alternativa relevante de demanda para o produtor, reduzindo a dependência das exportações e contribuindo para maior estabilidade de preços, especialmente em anos de safra elevada.

Além do combustível, a cadeia também gera coprodutos com forte impacto econômico, como o DDG/DDGS, utilizado na alimentação animal, que tem ampliado a competitividade da pecuária, sobretudo em regiões produtoras.

Para o produtor rural, o avanço desse modelo representa uma mudança estrutural. A industrialização dentro do próprio estado encurta distâncias, reduz custos logísticos e cria novas oportunidades de renda, transformando o milho em matéria-prima não apenas de exportação, mas de energia e proteína.

Ao reunir os principais agentes da cadeia, a conferência busca alinhar estratégias e consolidar o papel do etanol de milho como vetor de crescimento do agro brasileiro nos próximos anos — com impacto direto sobre demanda, preços e agregação de valor no campo.

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Fonte: Pensar Agro

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