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BC alerta: aumenta a inadimplência e prejuízos de produtores rurais

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O Banco Central do Brasil acendeu o alerta para o crescimento do endividamento no campo, especialmente entre produtores rurais que dependem de áreas arrendadas e de financiamentos bancários. Dados apresentados à Comissão de Agricultura do Senado, nesta segunda-feira (24.11), mostram que os produtores que financiam 100% dos custos de produção via crédito rural tiveram prejuízo médio de 2,6% na safra 2024/25, cenário preocupante frente ao desempenho positivo observado entre arrendatários sem financiamento (14,8%) e proprietários de terra (22,6% com financiamento e 35,7% sem empréstimo).

O relatório indica que, mesmo com acesso a taxas equalizadas e operações dentro dos limites do Conselho Monetário Nacional, a política atual de crédito rural não consegue garantir resultado financeiro satisfatório para quem utiliza apenas terras arrendadas e precisa financiar toda a produção. A instituição considera o dado alarmante e destaca a necessidade de reavaliação das estratégias públicas para o setor.

No primeiro trimestre deste ano, a inadimplência entre produtores pessoas físicas alcançou 7,9% da carteira rural, já superando o índice de 7% registrado no mesmo período do ano anterior. O maior peso desse endividamento recai sobre grandes produtores de regiões como Centro-Oeste, parte do Paraná e São Paulo, refletindo um índice de atraso em financiamentos de até 10,7% para proprietários dessas áreas. Operações lastreadas por recursos obrigatórios, voltados principalmente ao custeio das safras, concentram as maiores taxas de inadimplência e atraso; por outro lado, financiamentos com recursos da poupança rural e Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), aplicados a investimentos de maior prazo, apresentam menor índice de inadimplência.

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A média nacional de operações em atraso, inadimplentes, prorrogadas ou renegociadas aproxima-se de 15%. Estados com desafios climáticos recentes, como o Rio Grande do Sul, enfrentam agravamento ainda maior, com taxas de atraso chegando a 30,6%.

Frente a esse cenário, o Banco Central ressalta que há crescimento expressivo das operações renegociadas e adiadas em todo o país, exigindo atenção redobrada à sustentabilidade do crédito rural e maior cautela dos produtores, especialmente aqueless que dependem de operações de arrendamento para manter sua atividade produtiva.

Fonte: Pensar Agro

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Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

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A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

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Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

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Fonte: Pensar Agro

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