AGRONEGÓCIO
Aprosoja-MT participa do Commodity Classic
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Aprosoja-MT participa do Commodity Classic
Evento ocorre em Nova Orleans nos Estados Unidos
11/03/2022
Diretores da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), participam esta semana do Commodity Classic, em Nova Orleans, nos Estados Unidos. São três dias de evento que trata de soluções, inovações e informações para o futuro da produção de grãos.
O Commodity Classic é organizado anualmente pelas associações nacionais dos produtores americanos de soja, milho, trigo e sorgo e é considerada a maior experiência agrícola, educacional e técnica dos Estados Unidos.
Além das sessões educacionais, palestras técnicas e exposição dos produtos da indústria agropecuária, dentro do evento também se realiza os congressos e assembleias das associações organizadoras, e este ano, conta também com participação do Secretário Americano de Agricultura, Tom Vilsack.
“A Aprosoja Mato Grosso nasceu inspirada na Associação Americana dos Produtores de Soja, inclusive com estrutura organizacional semelhante. Por isso, a importância de se levar nossa diretoria para conhecer como funciona o sistema de organização dos produtores americanos”, destaca o presidente, Fernando Cadore.
Além do presidente, participam da comitiva da Aprosoja-MT e os diretores, Nathan Belusso, Antonio Cavalaro, Luiz Bier, Lucas Konageski e o diretor executivo, Wellington Andrade.
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Como os municípios podem se preparar para os impactos do El Niño na pesca e aquicultura
El Niño e outros eventos climáticos extremos podem impactar diretamente a vida dos trabalhadores da pesca e da aquicultura. Podem provocar mudanças nas condições de chuva, de temperatura e de disponibilidade de água em diferentes regiões do Brasil. Confirmado em junho deste ano, o El Niño tem previsão de persistir até, pelo menos, o início de 2027, com impactos que podem variar de acordo com o território.
Para a pesca e a aquicultura, essas alterações podem representar desafios diferentes. Em áreas do Norte e Nordeste, a previsão de chuvas abaixo da média pode contribuir para a redução dos níveis dos rios e afetar a navegação, o acesso às comunidades, a atividade pesqueira e o abastecimento de água. Em áreas do Sul, a ocorrência de chuvas acima da média pode aumentar o risco de enchentes e danos a estruturas utilizadas pela pesca e pela aquicultura. Em outras regiões, temperaturas elevadas também podem exigir mais atenção às condições da água e dos cultivos.

- Prefeitura de São Lourenço do Sul – Agência Brasil
Como os municípios podem se preparar?
As informações meteorológicas e hidrológicas oficiais podem ser acompanhadas por meio do portal do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Na plataforma, é possível observar os dados das condições que podem afetar rios, lagos, reservatórios e áreas de cultivo. São esses dados que ajudam a identificar mudanças que possam interferir na pesca, na navegação, na qualidade da água ou na produção aquícola.
Também é importante manter canais de comunicação com pescadores, aquicultores, colônias, associações e cooperativas. Essas redes podem contribuir para a disseminação de alerta, orientações de segurança e informações sobre alterações nas condições de trabalho e produção.
Outro ponto de atenção é a qualidade da água na aquicultura. Variações de temperatura, oxigênio dissolvido e outros parâmetros podem afetar o desenvolvimento e a saúde dos animais cultivados. O acompanhamento dessas condições permite identificar situações de risco com maior antecedência.
Informação e planejamento fazem a diferença
A resposta aos impactos climáticos não depende de uma única área. A articulação entre pesca e aquicultura, meio ambiente, recursos hídricos, saúde, assistência social e Defesa Civil pode facilitar o acompanhamento das ocorrências e a comunicação com as comunidades afetadas.
O registro de situações como danos a estruturas, dificuldades de acesso, alterações nos níveis dos rios, perdas na produção ou ocorrências de mortalidade de peixes também é importante. Essas informações ajudam a dimensionar os impactos e a encaminhar as demandas aos órgãos competentes.
Os efeitos do El Niño não são iguais em todo o país. Por isso, conhecer as características de cada território, acompanhar as informações atualizadas e manter a comunicação com quem vive da pesca e da aquicultura são medidas importantes para antecipar riscos e fortalecer a capacidade de resposta dos municípios.
Matheus Silveira
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]
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