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Aprosoja-MT apoia projeto Norte Show Kids

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Aprosoja-MT apoia projeto Norte Show Kids

“Precisamos agricultar hoje a visão que o mundo vai ter do agro no futuro”

24/03/2022

Com objetivo de gerar conhecimento, despertar interesse e aproximar o setor produtivo da comunidade escolar, a terceira edição da Norte Show traz uma parceria nova com o movimento Agroligadas, que proporcionará a visitação de aproximadamente 2 mil crianças do 4º ano, aos estandes, vitrines tecnológicas e exposições de máquinas e animais. A ação conta com apoio da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT).
 
A coordenadora regional do grupo Agroligadas, Edenize Perin, conta que o projeto Norte Show Kids é para crianças de escolas públicas e privadas, que estudam nos períodos matutino e vespertino. A proposta quer complementar o conhecimento das crianças com conteúdo atualizado sobre o agro, propondo uma mudança futura da visão da sociedade sobre o setor produtivo. 
 
“Ao final do roteiro desejamos que as crianças tenham assimilado quais são os principais produtos da região, as tecnologias, a sustentabilidade no setor e gerar um conhecimento mais atualizado do que eles costumam receber nas escolas, porque vivencia na prática, de perto. Precisamos agricultar hoje a visão que o mundo vai ter do agro no futuro”, afirmou a coordenadora. 
 
Os estandes a serem visitados serão previamente selecionados pela equipe organizadora e cada parada será projetada para o público alvo. De acordo com a organização, a escolha por alunos do 4º ano é para que ao longo do tempo, em cada edição da feira, várias crianças tenham acesso ao projeto. “Nosso propósito é levar informação da feira, gerar conhecimento, sentimento de pertencimento através de visitas guiadas aos expositores. Estamos contactando antecipadamente cada expositor que será visitado para prepararmos na linguagem deles e organizarmos uma visitação”, explicou Edenize.
 
O projeto é de responsabilidade da Norte Show, sob organização da Agroligadas. Além do patrocínio da Aprosoja-MT e Senar-MT, o projeto conta ainda com apoio de produtores rurais e empresários, bem como da prefeitura municipal de Sinop. Além das visitas, palestras e contemplações, as crianças vão receber um lanche e um material didático lúdico, sobre o setor agropecuário. 
 
“A importância de projetos como esse é justamente comunicar o nosso agro para fora. Essa é a missão das Agroligadas e a Norte Show Kids será uma grande oportunidade de exercer nossa missão enquanto movimento”, finaliza Edenize.
 
A FEIRA – Com pilares baseados na pecuária, agricultura comercial e agricultura familiar, a terceira edição da Norte Show estima que mais de 40 mil pessoas passem pelo local durante os quatro dias de evento. Além disso, um dos focos é ultrapassar os números da última edição, que atingiu R $1 bilhão em negociações entre os parceiros e expositores.
 
Já estão confirmados 230 expositores entre demonstração de produtos e serviços, novidades em tecnologia, genética animal, máquinas e implementos, dentre outros. Os visitantes poderão acompanhar 35 vitrines tecnológicas de plantios com culturas como soja, milho, sorgo, café, hortifrutigranjeiros e jardinagem. Vão ainda visitar estandes que proporcionarão as transações financeiras. Participar de palestras, leilões e workshops oficiais, bem como das programações e atrativos dos parceiros e expositores.
 
Os patrocinadores e apoiadores desta edição são: Inpasa e EuroChem – Fertilizantes Tocantis, Blindex, Agroinsumos, Guarapari – Construção e acabamentos, Machado Supermercados, Sicredi, Cervejaria Severa, Jhonrob, Mineradora Tapajós, Senar, Aprosoja Mato Grosso, Ucayali Hotel, EcoPower Energia Solar, Unimed Norte de Mato Grosso. E ainda conta com apoio da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Câmara Municipal e Prefeitura de Sinop.
Fonte: APROSOJA

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Setor cooperativo, que movimenta R$ 758 bilhões, ganha acesso a fundos regionais

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As 4.384 cooperativas brasileiras ganharam uma nova alternativa para financiar projetos de infraestrutura, armazenagem, industrialização e expansão das atividades econômicas. A Lei Complementar 231/2026 passou a permitir que essas organizações utilizem recursos dos fundos de desenvolvimento da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste.

A mudança, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) durante a tramitação no Congresso, alcança um setor que reúne 25,8 milhões de cooperados e gera mais de 578 mil empregos diretos. Segundo o levantamento mais recente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), referente a 2024, as cooperativas movimentaram R$ 757,9 bilhões e acumulavam R$ 1,39 trilhão em ativos.

O número de cooperativas contabilizadas pela OCB caiu de 4.509 para 4.384 entre os dois levantamentos mais recentes. O movimento, porém, não representa uma retração econômica do cooperativismo. No mesmo período, a quantidade de cooperados aumentou de 23,45 milhões para 25,8 milhões, enquanto os empregos diretos avançaram de 550,6 mil para 578 mil. O volume movimentado cresceu 9,5%, passando de R$ 692 bilhões para R$ 757,9 bilhões.

No agronegócio, a presença das cooperativas é ainda mais significativa. O país reúne 1.172 cooperativas agropecuárias, formadas por aproximadamente 1,1 milhão de produtores e responsáveis por 268 mil empregos diretos. O ramo movimentou R$ 438,3 bilhões em 2024, o equivalente a quase 58% de todo o cooperativismo nacional.

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Essas organizações respondem por mais da metade da originação de grãos e fibras no Brasil. Também possuem participação importante nas cadeias de leite, café, carnes, frutas e hortaliças, principalmente por reunir pequenos e médios produtores que, individualmente, teriam menor capacidade de armazenar, industrializar e comercializar a produção.

A nova legislação inclui expressamente as cooperativas entre os possíveis beneficiários do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Até então, a ausência dessa previsão limitava a apresentação direta de projetos por essas organizações.

Na prática, uma cooperativa poderá buscar financiamento para construir ou ampliar silos, armazéns frigorificados, unidades de beneficiamento, fábricas de ração, laticínios, frigoríficos e agroindústrias. Os recursos também podem apoiar investimentos em energia, irrigação, logística e outras estruturas compartilhadas pelos cooperados.

O financiamento não será liberado automaticamente. As cooperativas precisarão apresentar projetos técnica e economicamente viáveis, enquadrados nas prioridades de desenvolvimento de cada região. As propostas serão avaliadas pelas superintendências regionais e pelos agentes financeiros responsáveis pela operação dos recursos.

Os três fundos não devem ser confundidos com o FNO, o FNE e o FCO, linhas constitucionais já utilizadas no crédito rural. O FDA, o FDNE e o FDCO são voltados principalmente a empreendimentos estruturantes, com potencial para gerar empregos, ampliar a atividade econômica e reduzir desigualdades regionais.

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Para a FPA, a mudança permite que os recursos cheguem a municípios nos quais o crédito tradicional ainda é restrito. A organização coletiva também possibilita que produtores dividam custos e executem projetos que dificilmente seriam viáveis de forma individual.

Presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion afirmou que o acesso aos fundos amplia a capacidade de investimento das cooperativas e fortalece a geração de renda no interior. O vice-presidente da frente na Câmara, Arnaldo Jardim, destacou que a medida favorece projetos maiores de industrialização e comercialização, com maior agregação de valor à produção.

A Lei Complementar 231/2026 não cria novos gastos nem reserva uma parcela dos fundos exclusivamente para o cooperativismo. A mudança amplia o grupo de organizações autorizadas a disputar os recursos já disponíveis, conforme as regras de cada programa e a qualidade dos projetos apresentados.

Para os municípios produtores, o principal efeito esperado é a possibilidade de transformar uma parcela maior da produção no próprio interior. Em vez de apenas vender grãos, leite, café ou animais, as cooperativas poderão investir no armazenamento e na industrialização, mantendo empregos, renda e arrecadação mais próximos das propriedades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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