AGRONEGÓCIO
ANTT anuncia novo corredor ferroviário para o agro nordestino
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A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) confirmou nesta semana que a ferrovia Transnordestina terá sua primeira viagem em outubro. O anúncio marca uma etapa histórica para o projeto que promete mudar a logística do agronegócio no Nordeste. O trecho inicial, com cerca de 680 quilômetros, demorou 10 anos para ser concluído e ligará o Piauí ao Ceará. Quando totalmente finalizada, a linha terá 1,2 mil quilômetros, conectando o interior do Piauí ao porto de Pecém, abrindo um corredor de exportação capaz de reduzir custos e tempo no escoamento da safra.
O empreendimento, que já consumiu mais de R$ 8 bilhões em recursos públicos e privados e tem orçamento total estimado em R$ 15 bilhões, é considerado estratégico porque integra áreas produtoras de grãos a um porto de grande porte no litoral nordestino. Para produtores de soja, milho, algodão e minérios, a nova ferrovia deve representar alívio sobre o chamado “custo Brasil”, reduzindo a dependência do transporte rodoviário, mais caro e sujeito a gargalos.
Além da Transnordestina, outros projetos de peso estão no radar. A Ferrogrão, planejada para ligar o Mato Grosso a Miritituba, no Pará, tem leilão previsto para 2026 e poderá encurtar em milhares de quilômetros o trajeto até os portos do Arco Norte. Hoje, a distância média percorrida pela produção brasileira até o embarque gira entre 1,2 mil e 1,5 mil quilômetros — contra 300 a 400 quilômetros na Argentina. A diferença pesa no bolso: estima-se que cerca de 30% do custo total da soja no Brasil esteja ligado ao transporte, o dobro do observado em concorrentes diretos como Estados Unidos e Argentina.
A promessa é que, com a Transnordestina em operação e a Ferrogrão viabilizada, o país avance para um modelo logístico mais equilibrado, com maior participação do modal ferroviário. O setor produtivo vê nesses projetos a chance de reduzir um deságio histórico, que limita a competitividade brasileira no comércio global de grãos e fibras.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Abertura de mercados para produtos brasileiros no Kuwait, Nicarágua, Síria e Bangladesh
As autoridades sanitárias e fitossanitárias do Kuwait, Nicarágua, Síria e Bangladesh comunicaram a abertura de mercados para novos produtos brasileiros.
Para o Kuwait, está autorizada a exportação de mamão fresco.
Para a Nicarágua, foi autorizada a exportação de sementes de berinjela.
A Síria, por sua vez, autorizou a exportação de milho em grãos.
Para Bangladesh, por fim, está autorizada a exportação de grãos secos de destilaria (DDG).
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