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Agro cresce, mas deputados apontam juros altos e falta de seguro rural como entraves ao setor

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O crescimento da agropecuária brasileira em 2025, mesmo em um ambiente de custos financeiros elevados e restrições de crédito, foi destacado por parlamentares ligados ao setor como sinal da resiliência do produtor rural. Integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) afirmam que o avanço ocorreu apesar das dificuldades enfrentadas ao longo da última safra, como juros elevados e ausência de recursos para políticas públicas consideradas estratégicas.

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que o PIB da agropecuária cresceu 11,7% em 2025, resultado impulsionado principalmente pelo aumento da produção agrícola e pela recuperação de algumas cadeias pecuárias.

Para o vice-presidente da FPA na Câmara, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), o desempenho mostra a capacidade de adaptação do setor mesmo diante de um cenário econômico adverso. Segundo ele, o produtor continuou investindo e ampliando a produção mesmo com juros elevados nas linhas de financiamento e com dificuldades no acesso a instrumentos de mitigação de risco.

O parlamentar citou como exemplo a falta de recursos para a subvenção ao seguro rural na última safra e o encarecimento de programas de financiamento de máquinas e equipamentos, como o Moderfrota, afetado pela elevação das taxas de juros.

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Na avaliação de Jardim, o crescimento da atividade também ocorre em meio a uma mudança no perfil de financiamento do agronegócio brasileiro. Atualmente, cerca de 80% do crédito utilizado pelo setor já tem origem no mercado privado, enquanto aproximadamente **20% ainda dependem de recursos públicos.

Instrumentos financeiros como os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) passaram a desempenhar papel crescente na oferta de recursos para o campo.

O ex-presidente da FPA, deputado Sérgio Souza (MDB-PR), afirmou que o desempenho do setor reforça o papel estratégico da agropecuária para a economia nacional. Segundo ele, safras robustas de grãos e o bom desempenho da pecuária contribuíram para sustentar a expansão da atividade no campo.

Já o deputado Tião Medeiros (PP-PR) destacou que a agropecuária segue entre os principais motores da economia brasileira, impulsionando renda, geração de empregos e exportações.

Apesar do resultado positivo em 2025, parlamentares da bancada ruralista alertam para desafios que podem afetar o setor nos próximos anos. Entre eles estão a volatilidade no comércio internacional, tensões geopolíticas que podem afetar rotas logísticas e o risco de aumento nos custos de insumos estratégicos, como fertilizantes. Esses fatores, segundo os deputados, podem pressionar os custos de produção e exigir novas estratégias de financiamento e gestão no campo.

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Fonte: Pensar Agro

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Consulta pública para revisão das regras da pesca amadora ou esportiva até 18/11

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Até 18 de novembro de 2026 está disponível a Consulta Pública para revisão da Instrução Normativa MPA nº 5 de 13 de junho de 2012, que estabelece as normas, os critérios e os procedimentos administrativos para o monitoramento e a inscrição de pessoa física no Registro Geral da Atividade Pesqueira, para concessão da Licença de Pescador Amador ou Esportivo; e de pessoa jurídica para obtenção da Autorização de Competição de Pesca Amadora ou Esportiva.

A consulta visa colher contribuições e manifestações da sociedade civil. Acesse aqui para enviar as sugestões.

PESCA AMADORA OU ESPORTIVA 

Atividade de pesca praticada por brasileiro ou estrangeiro, com equipamentos ou petrechos previstos em legislação específica, tendo por finalidade o lazer ou esporte, considerada uma atividade de natureza não comercial, no que se refere ao produto de sua captura, sendo vedada a comercialização do recurso pesqueiro por ela capturado.

PESCADOR AMADOR OU ESPORTIVO 

Pessoa física, brasileira ou estrangeira, licenciada ou dispensada da licença pela autoridade competente, que pratica a pesca, de forma embarcada ou desembarcada, com equipamentos ou petrechos previstos em legislação específica, tendo por finalidade o lazer ou esporte e sem fins comerciais.

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PESCADOR AMADOR OU ESPORTIVO EMBARCADO 

É aquele que faz uso de embarcação de esporte e ou recreio para a pesca, podendo também atuar na forma desembarcada.

PESCADOR AMADOR OU ESPORTIVO DESEMBARCADO 

É aquele que não faz uso de embarcação para pesca, atuando exclusivamente sem apoio de embarcação.

PESCADOR AMADOR OU ESPORTIVO SUBAQUÁTICO 

É aquele que pratica a pesca por meio de técnicas de mergulho livre, sem aparelhos de respiração artificial, utilizando equipamentos ou petrechos previstos em legislação específica.

COMPETIÇÃO DE PESCA AMADORA OU ESPORTIVA 

Torneio, gincana, festival, campeonato e demais eventos organizados segundo as normas gerais das práticas desportivas, devidamente autorizados pela autoridade competente.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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