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EDUCAÇÃO

Projeto gratuito atende pessoas com feridas de difícil cicatrização em GO

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No Centro-Oeste brasileiro, o projeto “IFG Feridas”, do Instituto Federal de Goiás (IFG), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC), está atendendo pessoas de forma gratuita na cidade de Águas Lindas de Goiás. O projeto é financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Ministério da Saúde (MS) após aprovação em edital público de fomento à pesquisa. 

Para ser acompanhada pelo IFG Feridas, é necessário que a pessoa interessada tenha uma ferida que não cicatriza há mais de quatro semanas e possua, no mínimo, duas comorbidades médicas, como diabetes ou hipertensão, por exemplo. O atendimento é 100% gratuito e deve ser solicitado via formulário. Após o preenchimento online, a equipe de saúde avaliará as informações e entrará em contato para informar o resultado, se positivo, agendar o atendimento presencial no ambulatório. 

Os pacientes aprovados são acompanhados com um plano de cuidados fundamentado na ferramenta TIMERS, guia clínico usado por profissionais de saúde para padronizar a avaliação e o tratamento de feridas agudas e crônicas. O estudo também tem como objetivo investigar a prevalência e os fatores associados a lesões em indivíduos com múltiplas comorbidades. 

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A previsão da equipe é que sejam atendidas 380 pessoas ao longo do projeto. O projeto teve início em 2024 e já foram concluídas diversas etapas necessárias à aplicação do plano de cuidados e à execução prática da pesquisa.  

Ambulatório científico – O serviço acontece no laboratório modular, nomeado como “Ambulatório Científico”, dentro do Campus Águas Lindas. O “IFG Feridas” é liderado por uma equipe de enfermagem da unidade e conta com a participação de estudantes da área de saúde, que vivenciam a aplicação da ciência, do ensino e da pesquisa na prática, por meio de uma assistência qualificada e humanizada. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Setec e do IFG 

Fonte: Ministério da Educação

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Rede Federal inspira estudantes em palestras no Rio Grande do Sul

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O Ministério da Educação (MEC) promoveu, por meio da Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase), uma série de palestras realizadas entre os dias 28 de setembro a 2 de outubro em cinco campi do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS). Durante os eventos comemorativos aos 117 anos da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, o secretário da Sase, Gregório Grisa, reuniu estudantes e servidores dos campi Restinga, Porto Alegre, Sapucaia do Sul, Alvorada e Canoas para debater a história da educação profissional e a contribuição dos institutos federais para o desenvolvimento do país. 

Durante a palestra “Contexto da Educação Profissional no Brasil”, Gregório Grisa destacou a presença da Rede Federal em todas as unidades da Federação e reforçou a importância dos institutos federais na oferta de educação pública, gratuita e de qualidade. Segundo ele, as instituições promovem uma formação humana integral por meio do ensino, da pesquisa e da extensão, da educação básica até a pós-graduação. 

“O ensino profissional e tecnológico está presente tanto na educação básica quanto na educação superior. Os institutos federais oferecem oportunidades de formação e transformação social para milhares de estudantes em todo o país”, afirmou. 

As atividades também abriram espaço para que estudantes compartilhassem experiências sobre o impacto da instituição em suas trajetórias pessoais e acadêmicas. Foi o caso de Jasmine Padilha de Almeida, de 17 anos, estudante do curso técnico em meio ambiente integrado ao ensino médio no Campus Canoas. 

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Para a jovem, o acolhimento encontrado na instituição foi determinante para sua adaptação e seu desenvolvimento. “O que mais me impactou quando entrei aqui foi o acolhimento dos professores, servidores e colegas. É um ambiente muito receptivo, onde me sinto bem para estudar e permanecer durante todo o dia. Eu gosto muito de ficar aqui, por isso, inclusive, eu escolhi fazer a bolsa, porque aí eu posso trabalhar aqui, fazendo o que eu gosto”, relatou. 

Além de assistir às aulas, Jasmine participa de atividades relativas à bolsa acadêmica e a práticas esportivas oferecidas pelo campus. A estudante já projeta os próximos passos de sua formação. Entre os planos para o futuro, estão o ingresso em uma universidade pública por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e a possibilidade de atuar na área ambiental por concurso público. 

Expansão – Durante os encontros, o secretário também apresentou os investimentos realizados pelo governo federal para fortalecer a Rede. Os recursos, segundo ele, estão sendo destinados à consolidação das unidades existentes e à melhoria da infraestrutura, com a construção e adequação de espaços como bibliotecas, refeitórios, quadras esportivas e laboratórios. 

Grisa destacou ainda a ampliação da rede como parte da estratégia para ampliar oportunidades educacionais, especialmente em regiões com menor oferta de vagas. 

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“Queremos consolidar os institutos federais existentes, mas também ampliar o acesso para que mais jovens tenham a oportunidade de estudar nessas instituições e realizar seus projetos de vida”, afirmou. 

Além da expansão física, o secretário da Sase destacou ações voltadas ao fortalecimento da assistência estudantil e da formação inicial e continuada de professores, consideradas estratégicas para garantir a permanência e o sucesso dos estudantes. 

História da Rede Federal – A origem da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica remonta à data 23 de setembro de 1909, quando o então presidente Nilo Peçanha assinou o Decreto nº 7.566, criando 19 Escolas de Aprendizes Artífices. Essas instituições deram origem à atual rede de educação profissional e tecnológica do país. 

A configuração contemporânea da Rede Federal foi instituída pela Lei nº 11.892/2008, que criou os institutos federais de educação, ciência e tecnologia e consolidou um modelo de ensino voltado à formação técnica, científica e cidadã. 

Atualmente, a Rede Federal conta com 755 unidades distribuídas em todo o território nacional, oferecendo cursos técnicos, graduações, pós-graduações e programas voltados à educação de jovens e adultos (EJA), contribuindo para a inclusão social e o desenvolvimento regional. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase) 

Fonte: Ministério da Educação

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