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Brasil deverá colher 67,6 milhões de sacas de café de 60 quilos em 2026

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O Brasil deverá colher 67,6 milhões de sacas de café de 60 quilos em 2026, o maior volume da série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A estimativa divulgada nesta quinta-feira (24) representa crescimento de 19,6% sobre a temporada passada e confirma a recuperação da cafeicultura nacional.

Minas Gerais lidera o avanço. O Estado deverá produzir 35,6 milhões de sacas, alta de 38,2% em relação a 2025. Pelos números da Conab, os cafezais mineiros acrescentaram aproximadamente 9,8 milhões de sacas à produção nacional, o equivalente a quase 90% de todo o crescimento esperado no País.

Sozinho, o Estado responderá por 52,7% do café brasileiro. O desempenho foi favorecido pela bienalidade positiva do arábica, pela melhor distribuição das chuvas antes da florada e pelas condições climáticas registradas até março, que contribuíram para o enchimento dos grãos e a recuperação da produtividade.

A nova estimativa nacional está 900 mil sacas acima das 66,7 milhões previstas pela Conab em maio. Com 99% da área já colhida, o levantamento de setembro reduz as incertezas sobre o tamanho da safra e consolida um resultado superior ao antigo recorde de 63,1 milhões de sacas, registrado em 2020.

A produção também ficou 24,7% acima da safra de 2024, último ano de bienalidade positiva. Além da alternância natural do arábica entre ciclos de maior e menor rendimento, a Conab atribui o resultado à entrada de novas áreas em produção, ao uso crescente de tecnologia e insumos e às condições climáticas mais favoráveis.

O arábica sustenta a expansão. A colheita da variedade foi estimada em 48,2 milhões de sacas, crescimento de 34,8% em relação ao ano passado. A produtividade média avançou 28%, para 30,8 sacas por hectare.

O cenário é diferente para os cafés canéforas, grupo formado pelo conilon e pelo robusta. A produção deverá alcançar 19,4 milhões de sacas, queda de 6,6%. A produtividade recuou 10,2%, para 50,2 sacas por hectare, apesar do crescimento da área em produção.

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A retração foi concentrada principalmente no Espírito Santo. Segundo maior produtor brasileiro, o Estado deverá colher 16,5 milhões de sacas, redução de 5,4%. As lavouras de conilon foram prejudicadas por floradas irregulares associadas às baixas temperaturas, e a produção da variedade caiu 14,3%, para 12,1 milhões de sacas.

A recuperação do arábica capixaba, estimado em 4,38 milhões de sacas, impediu uma queda maior. A produção dessa variedade aumentou 33%, favorecida pela expansão da área e pela bienalidade positiva.

São Paulo deverá colher 6,2 milhões de sacas de arábica, avanço de 30,6%. A Bahia aparece na sequência, com 4,5 milhões de sacas e crescimento de 1,2%. Rondônia deverá produzir 2,9 milhões de sacas de conilon, alta de 24%, apoiada pela renovação das lavouras com materiais clonais mais produtivos.

A área total destinada ao café alcançou 2,35 milhões de hectares, aumento de 4,4%. Desse total, 1,95 milhão de hectares está em produção e 402 mil hectares permanecem em formação. A produtividade média nacional foi estimada em 34,6 sacas por hectare, avanço de 13,8%.

A maior disponibilidade já começa a aparecer no comércio exterior. O Brasil embarcou 3,8 milhões de sacas em agosto, recorde para o mês e volume 43,2% superior ao registrado em agosto de 2025. Entre janeiro e agosto, porém, as exportações ainda acumulam queda de 6,6%, com 24,6 milhões de sacas.

A Conab avalia que a entrada da nova produção e a demanda externa aquecida devem favorecer a recuperação dos embarques nos últimos meses do ano. A reação observada em agosto mostra que parte do café que chegou mais tarde ao mercado, após atrasos provocados pelas chuvas durante a colheita, já começou a seguir para os compradores internacionais.

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O relatório teve efeito limitado sobre as negociações porque o mercado já trabalhava com uma safra brasileira elevada. Os contratos futuros do arábica encerraram a quinta-feira com pequenas quedas, de até 0,2%, sem uma reação mais intensa ao novo número.

A maior oferta brasileira, a proximidade da colheita no Vietnã e o aumento sazonal da produção colombiana podem conter valorizações mais fortes. Para o produtor, entretanto, o cenário não aponta necessariamente para uma queda acentuada dos preços.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) estima que o consumo mundial alcançará o recorde de 179,7 milhões de sacas na temporada 2026/27, alta de 3,6%. Embora os estoques globais estejam em recuperação, continuam próximos de níveis historicamente baixos.

A Conab também considera que a possibilidade de impactos do El Niño sobre importantes países produtores ajuda a sustentar as cotações. Dessa forma, o mercado combina uma oferta maior no curto prazo com demanda crescente e reservas ainda limitadas.

Para o cafeicultor, o recorde amplia o volume disponível para comercialização, mas aumenta a importância da qualidade, do armazenamento e da escolha do momento de venda. Em Minas Gerais, onde se concentra mais da metade da produção brasileira, o resultado transforma a recuperação das lavouras em uma oportunidade de ampliar renda e exportações, desde que o avanço da oferta seja administrado sem pressionar excessivamente os preços.

Fonte: Pensar Agro

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Expoflora tem previsão de movimentar R$ 200 milhões até domingo

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A 43ª Expoflora entra nesta sexta-feira (25.09) em seu último fim de semana com expectativa de movimentar aproximadamente R$ 200 milhões na economia de Holambra (cerca de 130 km da capital, São Paulo). A maior exposição de flores e plantas ornamentais da América Latina termina no domingo (27), depois de 16 dias de programação distribuídos desde 28 de agosto.

A organização espera receber cerca de 280 mil visitantes nesta edição. O público equivale a mais de 18 vezes a população de Holambra, que tinha 15.094 habitantes no Censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estimativa econômica considera gastos dentro e fora do parque, incluindo ingressos, flores, alimentação, hospedagem, transporte, comércio e serviços. Portanto, os R$ 200 milhões não correspondem apenas às vendas realizadas pelos produtores no Shopping das Flores.

Em 2025, a expectativa anunciada antes e durante a Expoflora era movimentar até R$ 220 milhões e receber aproximadamente 300 mil pessoas. Os organizadores, porém, não divulgaram posteriormente um balanço consolidado que confirmasse o público efetivo e o valor realmente movimentado.

Por isso, não é possível afirmar que a edição passada tenha comercializado R$ 220 milhões. O número representava uma projeção de impacto sobre a economia regional, e não o faturamento contabilizado pelo evento ou a receita obtida exclusivamente com a venda de flores.

A previsão de 2026 é 9,1% inferior à anunciada no ano passado, enquanto o público esperado diminuiu 6,7%. Mesmo assim, a Expoflora continua entre os eventos de maior impacto econômico e turístico do interior paulista.

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A movimentação alcança hotéis de Campinas e do Circuito das Águas Paulista. A procura gerada pelo evento deve acrescentar cerca de R$ 6,2 milhões ao fluxo financeiro dos estabelecimentos associados ao Campinas e Região Convention & Visitors Bureau, que reúnem aproximadamente 13,5 mil leitos.

Em Serra Negra, a ocupação hoteleira durante a Expoflora aumenta cerca de 15% em relação à média anual. Excursões costumam combinar a visita a Holambra com passagens por Águas de Lindóia, Monte Sião e Pedreira, distribuindo os gastos dos turistas entre diferentes municípios.

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes da Região Metropolitana de Campinas estima um consumo médio de R$ 150 por visitante a cada dia em refeições e bebidas. Nos períodos de maior movimento, o parque chega a receber aproximadamente 20 mil pessoas.

Dentro da Expoflora, as operações mobilizam cerca de sete mil postos de trabalho diretos e indiretos. As vagas estão distribuídas entre a organização, os expositores, os restaurantes, os comerciantes, os prestadores de serviços e os fornecedores envolvidos na montagem e no funcionamento da festa.

Para os produtores, a exposição funciona como uma vitrine para lançamentos, tendências de consumo, jardinagem e paisagismo. A edição apresenta flores e plantas cultivadas por mais de 450 produtores e reúne mais de quatro mil variedades e cerca de 300 linhagens.

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O Shopping das Flores ocupa 3,3 mil metros quadrados e oferece mais de 400 produtos. Além das vendas realizadas durante o evento, a exposição permite que novas variedades sejam apresentadas diretamente ao consumidor, com potencial para estimular encomendas posteriores em floriculturas, supermercados e centros de jardinagem.

A Exposição de Arranjos Florais utiliza mais de 200 mil hastes de flores de corte e plantas, além de aproximadamente 75 mil vasos. Entre os destaques deste ano estão banksias, minirrosas de jardim, girassóis dobrados, cravos spray e novas variedades de statice.

A edição de 2026 também recebeu um novo roseiral com cerca de 950 plantas, entre rosas spray e variedades perfumadas. O campo de girassóis foi ampliado com o plantio de 45 mil sementes, quantidade 50% superior à da temporada passada.

A programação do último fim de semana inclui a exposição de arranjos, a mostra de paisagismo, a Parada das Flores, a tradicional Chuva de Pétalas, apresentações de danças holandesas, shows, museu, fazendinha e gastronomia típica. Algumas atrações, como o passeio ao campo de girassóis e o parque de diversões, são cobradas separadamente.

A Expoflora funciona nesta sexta-feira, sábado e domingo, das 9h às 19h, no Parque da Expoflora, em Holambra.

Fonte: Pensar Agro

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