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AGRONEGÓCIO

Exportações do agronegócio cresceram quase 10% e somaram R$ 39,9 bilhões em julho

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As exportações da agropecuária brasileira somaram o equivalente a R$ 39,9 bilhões em julho, crescimento de 9,3% em relação ao mesmo mês de 2025. O resultado foi impulsionado principalmente pelos embarques de soja, algodão em bruto e animais vivos, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

As vendas externas de soja cresceram 17,4% na comparação anual, enquanto as exportações de algodão avançaram 27,2%. Os embarques de animais vivos tiveram alta de 29,9%. O desempenho reforçou a importância da produção rural para o novo recorde mensal das exportações brasileiras.

No total, o País exportou R$ 174 bilhões em julho, aumento de 6,2% sobre o mesmo período do ano passado. As importações cresceram 7,6% e chegaram a R$ 138 bilhões. Com isso, a balança comercial encerrou o mês com superávit de R$ 36,1 bilhões, alta de 1%.

O resultado da agropecuária foi positivo, mas não alcançou todos os produtos. As exportações de milho caíram 14,9%, enquanto as vendas de café não torrado recuaram 21,8%. Os embarques de especiarias diminuíram 21,3%.

Também houve retração de 30,1% nas exportações de açúcares e melaços, classificados pelo governo entre os produtos da indústria de transformação. Em sentido contrário, as vendas externas de gorduras e óleos vegetais aumentaram 149,5%, e as de celulose cresceram 30,8%.

De janeiro a julho, as exportações classificadas como agropecuárias pelo MDIC chegaram a R$ 257,4 bilhões, avanço de 9,2% ante o mesmo intervalo de 2025. Essa classificação considera principalmente produtos primários e não representa todo o agronegócio, que também inclui carnes, açúcar, óleos vegetais, celulose e outros itens processados.

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No acumulado do ano, a soja registrou crescimento de 15,3% nas vendas externas. Os embarques de algodão em bruto aumentaram 13,6%, e os de animais vivos avançaram 67,8%. Entre os produtos industrializados ligados ao campo, as exportações de carne bovina cresceram 30,1%.

O café não torrado seguiu na direção contrária e acumulou queda de 17,8% entre janeiro e julho. As exportações de açúcar e melaços recuaram 26,3%, enquanto as de sucos de frutas e vegetais diminuíram 35,4%.

A China continuou como o principal destino dos produtos brasileiros. As exportações para o mercado chinês somaram R$ 54,4 bilhões em julho, alta de 8,6%. De janeiro a julho, as vendas chegaram a R$ 352 bilhões, crescimento de 19,7%. Soja, carnes e outros produtos do agronegócio ocupam parcela relevante dessa relação comercial.

Para a União Europeia, as exportações brasileiras cresceram 3,9% no mês e alcançaram R$ 24,4 bilhões. No acumulado do ano, o bloco comprou R$ 161,1 bilhões em produtos brasileiros, aumento de 11%.

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As vendas aos Estados Unidos apresentaram comportamento diferente. As exportações brasileiras para o mercado norte-americano recuaram 5% em julho e ficaram em R$ 18,6 bilhões. Entre janeiro e julho, a queda foi de 12,2%, com faturamento de R$ 106,9 bilhões.

Segundo o MDIC, a retração de julho ainda não pode ser atribuída diretamente às novas tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos. A sobretaxa adicional de 25% para determinados produtos brasileiros entrou em vigor em 22 de julho e preservou mercadorias que já estavam em trânsito. Outra tarifa, de 12,5%, passou a valer no fim do mês.

Os efeitos mais claros das medidas, portanto, deverão aparecer nos resultados dos próximos meses. Entre os produtos do agro atingidos está o açúcar, enquanto café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte da celulose ficaram fora das novas sobretaxas específicas anunciadas em julho.

Apesar da queda nas vendas aos Estados Unidos, o avanço dos embarques para a China e outros mercados manteve o comércio exterior brasileiro em expansão. Nos sete primeiros meses do ano, o País exportou R$ 1,11 trilhão e importou R$ 864,5 bilhões. O superávit acumulado chegou a R$ 250,1 bilhões, aumento de 31,9% sobre o mesmo período de 2025.

Fonte: Pensar Agro

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Estado decreta emergência por risco de seca severa até o fim do ano

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O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o Estado em razão do risco de seca severa e da possibilidade de desabastecimento hídrico nos próximos meses. O Decreto nº 11.932, tem validade de 180 dias e autoriza a adoção de medidas emergenciais para minimizar os efeitos da estiagem em todo o estado.

A decisão foi baseada em estudos climáticos que apontam para o fortalecimento do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. Segundo o governo, a previsão é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e agravamento da seca entre agosto e novembro, período em que o Acre já registra baixos índices de precipitação.

De acordo com o decreto, o cenário pode provocar queda significativa no nível dos rios, escassez de água potável, dificuldades na navegação, isolamento de comunidades e prejuízos à agricultura, pecuária e pesca. O governo também alerta para o aumento do risco de queimadas e incêndios florestais durante o período.

A medida destaca ainda os impactos sobre povos indígenas, ribeirinhos e moradores da zona rural. As 36 terras indígenas, que abrigam 246 aldeias e 16 povos, podem enfrentar isolamento, dificuldades no abastecimento de alimentos e medicamentos, perdas na produção de subsistência e agravamento da insegurança alimentar. O decreto também cita a possibilidade de interrupção do transporte escolar em comunidades acessíveis apenas por via fluvial.

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Com a publicação do decreto, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil ficará responsável por coordenar as ações de enfrentamento, em conjunto com órgãos estaduais, federais e prefeituras. Caberá ao órgão monitorar os níveis dos rios, as condições meteorológicas e os focos de calor, além de apoiar os municípios na elaboração de planos de contingência.

O governo também autorizou a realização de despesas emergenciais, como contratação de serviços, aquisição de insumos, instalação de abrigos e distribuição de água por carros-pipa nas localidades mais afetadas. As ações terão prioridade para comunidades indígenas, ribeirinhas e rurais, além de escolas e unidades de saúde.

Durante a vigência do decreto, também serão reforçadas as ações de prevenção e combate às queimadas, bem como campanhas de conscientização sobre o uso racional da água e os cuidados com a saúde em períodos de calor intenso e baixa umidade. O texto ainda autoriza agentes da Defesa Civil, em situações de risco iminente, a ingressar em imóveis para prestar socorro, determinar evacuações e requisitar temporariamente propriedades particulares, quando necessário, com garantia de indenização em caso de danos.

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Com validade de seis meses, o decreto busca agilizar a mobilização de recursos e a adoção de medidas administrativas para reduzir os impactos da estiagem e garantir assistência às populações mais vulneráveis.

Fonte: Pensar Agro

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