MATO GROSSO
Programa SER Família Indígena reforça segurança alimentar para 550 famílias em aldeias do Araguaia
MATO GROSSO
A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania de Mato Grosso (Setasc-MT) promoveu, entre os dias 22 e 26 de fevereiro, uma ampla mobilização do Programa SER Família Indígena em municípios da região do Araguaia. A iniciativa garantiu segurança alimentar por meio da entrega de cestas de alimentos, kits de higiene e limpeza, além de realizar o mapeamento das comunidades indígenas atendidas para aprimorar o planejamento das ações sociais.
Ao todo, com parceria da Defesa Civil de Mato Grosso, foram distribuídas 600 cestas e kits, beneficiando 550 famílias em 16 aldeias localizadas nos municípios de Confresa (06 aldeias), Porto Alegre do Norte (04 aldeias) e Santa Terezinha (06 aldeias), nas Terras Indígenas Tapirapé/Karajá e Urubu Branco.
Foto: Reprodução/Setasc-MT
A iniciativa integra o Programa SER Família, idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes e executado pela Setasc, com foco no fortalecimento das políticas públicas voltadas às populações em situação de vulnerabilidade social.
A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, destacou que a presença do Estado nas aldeias representa cuidado, respeito e compromisso com os povos originários.
“Nosso objetivo é garantir que o alimento chegue a quem realmente precisa, respeitando a cultura e a realidade de cada comunidade indígena. O SER Família foi criado com esse olhar humano e sensível, para promover dignidade e segurança alimentar. Quando estamos presentes nas aldeias, ouvindo as lideranças e acompanhando de perto as demandas, fortalecemos essas famílias e reafirmamos o compromisso do Governo de Mato Grosso com cada cidadão”, afirmou.
O secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes, ressaltou que a ação também teve caráter estratégico, ao atualizar informações e ampliar o alcance das políticas públicas estaduais nas Terras Indígenas.
“Além da entrega das cestas, nossas equipes realizaram um levantamento detalhado das comunidades, dialogaram com as lideranças e observaram as necessidades específicas de cada aldeia. Esse mapeamento é fundamental para que possamos planejar ações mais assertivas e garantir que os programas sociais do Estado cheguem de forma contínua e eficiente às populações indígenas”, destacou.
Foto: Reprodução/Setasc-MT
Paralelamente à distribuição dos alimentos, os profissionais da Setasc promoveram um levantamento socioassistencial nas aldeias, com aplicação de formulários, escuta qualificada das lideranças, análise in loco das condições do território e orientação sobre os programas disponibilizados pelo Governo do Estado. A iniciativa permitiu a atualização de informações, o diagnóstico de necessidades prioritárias e o fortalecimento do acesso das famílias indígenas às políticas públicas estaduais.
Das 550 famílias atendidas, algumas receberam mais de uma cesta, especialmente aquelas com pessoas idosas e com deficiência, considerando a necessidade de reforço na segurança alimentar.
O cacique Elber Tapirapé, da Aldeia Urubu Branco, destacou a importância da entrega das cestas para as famílias da comunidade.
“Estamos recebendo as cestas básicas encaminhadas pelo Governo do Estado e quero agradecer, por ter nos disponibilizado essas cestas que estão sendo distribuídas para as famílias aqui da nossa aldeia. É um prazer dizer que estamos honrados por termos sido atendidos, principalmente nessa demanda que tanto precisamos. Quero agradecer também ao governo Mauro Mendes e à primeira-dama Virginia Mendes, porque ficamos muito gratos por esse atendimento. Veio no momento certo, porque as famílias da nossa aldeia realmente precisam dessa cesta para poder consumir os alimentos que necessitamos. Agradeço de coração”, afirmou.
Já o cacique Vilmar Koxywapy Kanela, da Aldeia Tapiraká, no município de Santa Terezinha, ressaltou a importância da presença da equipe do Estado na comunidade.
“Esta visita na minha aldeia veio em boa hora. Só tenho a agradecer ao Governo do Estado e à Setasc, trazendo o alimento e fazendo o levantamento da minha comunidade. A gente fica muito feliz com essa visita e agradece a todos que estiveram participando deste momento”, declarou.
Foto: Reprodução/Setasc-MT
A ação reforça o compromisso do Governo de Mato Grosso com a promoção da segurança alimentar e com o fortalecimento das comunidades indígenas, respeitando as especificidades culturais e territoriais de cada povo.
Por meio do Programa SER Família Indígena, a Setasc amplia a presença do Estado nas aldeias, garantindo não apenas o acesso a alimentos, mas também informação, escuta qualificada e encaminhamento para demais políticas públicas, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida das famílias atendidas.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis
A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).
O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.
“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.
A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.
Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.
Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.
“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.
A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.
Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.
Foto: Layse Ávila | Setasc-MT
“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.
Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.
“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.
O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.
Fonte: Governo MT – MT
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