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Campeonato Mato-grossense terá VAR pela primeira vez na história nas fases decisivas
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O futebol de Mato Grosso viverá um momento histórico em 2026. O Campeonato Mato-grossense Martinello Sicredi contará, pela primeira vez, com a utilização do árbitro de vídeo (VAR), que será implementado nas semifinais e finais da competição. A medida marca um avanço significativo para a arbitragem estadual e reforça o processo de modernização do torneio.
A tecnologia será utilizada exclusivamente nos jogos decisivos, conforme o calendário previsto pela Federação Mato-Grossense de Futebol (FMF):
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Semifinais
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Jogos de ida: 14 e 15 de fevereiro
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Jogos de volta: 21 e 22 de fevereiro
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Finais
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Partidas marcadas para 1º de março e 8 de março
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Articulação da FMF com a CBF viabilizou o projeto
A chegada do VAR ao estadual é resultado de articulação direta da FMF junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Na última semana, o presidente da entidade mato-grossense, Diogo Pécora, esteve no Rio de Janeiro, onde se reuniu com o presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Rodrigo Cintra, para alinhar os critérios técnicos e operacionais necessários à implementação da ferramenta.
Segundo Pécora, a adoção do VAR sempre foi tratada como prioridade da atual gestão.
“Desde o início da nossa gestão, tratamos o VAR como um objetivo estratégico. Conversamos com a CBF, entendemos os critérios técnicos e operacionais e trabalhamos para que o Campeonato Mato-grossense pudesse dar esse passo histórico com responsabilidade e planejamento”, afirmou.
Rodrigo Cintra destacou o comprometimento institucional da FMF e o alinhamento com as diretrizes nacionais da arbitragem.
“A FMF demonstrou organização e comprometimento em seguir os protocolos exigidos. A implementação do VAR nas fases decisivas do estadual representa um avanço importante para a arbitragem local e para a credibilidade da competição”, ressaltou.
Árbitros em processo de capacitação e homologação
Parte do quadro de arbitragem de Mato Grosso já está homologada para atuação com VAR, e o processo de qualificação segue em andamento. Como parte do suporte oferecido pela CBF às federações, será realizado no início de fevereiro um curso virtual de homologação de observadores de VAR, voltado especificamente para competições estaduais.
A capacitação abordará temas fundamentais como protocolo do VAR, procedimentos operacionais e rotinas administrativas, garantindo que a utilização da tecnologia siga os padrões exigidos nacionalmente.
Um novo patamar para o futebol estadual
Para a FMF, a chegada do VAR vai além do aspecto técnico. A entidade entende a novidade como um passo estratégico para a valorização do campeonato, fortalecimento da credibilidade da arbitragem e qualificação do espetáculo oferecido ao torcedor.
“É um momento histórico. O VAR traz mais segurança às decisões, qualifica o espetáculo e demonstra que o futebol mato-grossense está preparado para evoluir junto com o futebol brasileiro”, concluiu Diogo Pécora.
Com a novidade, o Campeonato Mato-grossense Martinello Sicredi 2026 passa a integrar um seleto grupo de estaduais que adotam a tecnologia nas fases decisivas, reforçando o protagonismo de Mato Grosso no cenário regional e nacional.
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Botafogo SAF pede Recuperação Judicial: o que isso significa e quais podem ser os impactos no Fair Play Financeiro da CBF
A notícia de que o Botafogo SAF protocolou um pedido de recuperação judicial pegou muita gente de surpresa — especialmente pelo contraste com o momento esportivo recente do clube. Mas, longe de ser um “fim da linha”, o movimento revela algo mais comum no mundo empresarial do que no futebol: a necessidade de reorganizar a casa antes que a situação saia do controle.
Na prática, a recuperação judicial funciona como uma espécie de “respiro”. Ela permite que a empresa — neste caso, a SAF — renegocie suas dívidas, reorganize pagamentos e ajuste seu fluxo de caixa sem interromper suas atividades. Traduzindo: o Botafogo continua jogando normalmente, pagando salários e disputando campeonatos, enquanto tenta colocar as contas em ordem nos bastidores.
O próprio clube deixa claro que a prioridade é manter tudo funcionando. E isso é importante destacar: não há, neste momento, qualquer impacto direto no desempenho esportivo ou no calendário. O torcedor não deve esperar punições imediatas ou algo que tire o time de competições.
Mas a pergunta inevitável é: como um clube que conquistou títulos importantes recentemente chega a esse ponto?
A resposta passa menos pelo campo e mais pela estrutura financeira. A SAF foi montada com uma expectativa de investimentos e aportes que, segundo a nota, não se concretizaram como esperado. Soma-se a isso um problema delicado de governança: o acionista majoritário, de acordo com o clube, estaria dificultando a entrada de novos recursos. Esse tipo de impasse interno costuma ser silencioso, mas tem impacto direto — e pesado — nas finanças.
É aí que a recuperação judicial entra como uma tentativa de reorganizar tudo ao mesmo tempo: dívidas, fluxo de caixa e até a própria estrutura de poder dentro da SAF.
Agora, olhando um pouco além do Botafogo, esse caso acende um alerta importante no futebol brasileiro, especialmente em relação ao Fair Play Financeiro que vem sendo discutido pela Confederação Brasileira de Futebol.
A ideia do Fair Play é simples no papel: clubes precisam gastar dentro daquilo que arrecadam e manter suas obrigações em dia. O problema é como aplicar isso em situações como essa.
Por um lado, a recuperação judicial é um mecanismo legal, previsto inclusive na Lei das SAFs. Ou seja, não é uma irregularidade — é uma ferramenta de ajuste. Por outro, ela escancara um desequilíbrio financeiro, justamente o tipo de situação que o Fair Play tenta evitar.
Na prática, o que deve acontecer é um meio-termo. O Botafogo dificilmente sofrerá punições imediatas por entrar em recuperação judicial. Mas o caso passa a colocá-lo sob um nível maior de atenção. Dependendo de como a CBF evoluir suas regras, clubes nessa condição podem enfrentar restrições no futuro, como limites de gastos ou maior controle sobre contratações.
Mais do que isso, o episódio pode virar um marco. O futebol brasileiro ainda está aprendendo a lidar com o modelo de SAF, e situações como essa ajudam a definir quais serão as “regras do jogo” daqui para frente.
Internamente, porém, talvez o maior desafio do Botafogo nem seja financeiro — seja político. O pedido para suspender o direito de voto do acionista majoritário indica um conflito sério dentro da estrutura da SAF. E, quando há disputa de poder, investidores tendem a recuar, decisões travam e a recuperação fica mais difícil.
O futuro do clube agora passa por algumas etapas bem claras: a aceitação do pedido pela Justiça, a apresentação de um plano de recuperação e a negociação com credores. Se tudo correr bem, o Botafogo pode sair desse processo mais organizado e sustentável. Caso contrário, o cenário se complica — e aí, sim, os reflexos podem chegar ao futebol.
No fim das contas, o torcedor pode respirar um pouco mais tranquilo no presente. O time segue em campo, competitivo, e sem mudanças bruscas à vista. Mas, fora das quatro linhas, o Botafogo entra em uma fase decisiva — talvez uma das mais importantes desde a criação da SAF.
Porque agora não se trata apenas de ganhar jogos. Trata-se de garantir que o clube tenha condições de continuar jogando no mais alto nível nos próximos anos.
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