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Polícia Civil prende mais dois envolvidos em morte em oficina mecânica em Sorriso

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Mais dois envolvidos no homicídio ocorrido na última segunda-feira (5.1), em uma oficina mecânica em Sorriso foram presos pela Polícia Civil, na quinta-feira (8), durante continuidade das investigações para apurar o crime.

Os dois suspeitos, de 18 anos, estavam com mandado de prisão preventiva decretado pela Justiça com base em investigações da Delegacia de Sorriso e tiveram os mandados cumpridos após serem localizados em uma residência no bairro Jardim Taiamã.

Além dos dois presos, outros dois suspeitos teriam participado do crime, um deles preso em flagrante no dia dos fatos e outro que continua procurado pela Polícia.

O crime que vitimou Sidiney Antonio Gehlen, de 46 anos, ocorreu na oficia da vítima no bairro Jardim Primavera. Na ocasião, três homens chegaram ao local utilizando uma motocicleta e alegando que o veículo apresentava problemas.

No momento em que a vítima analisava o veículo, dois dos suspeitos, em posse de armas de fogo anunciaram o assalto. No decorrer da ação criminosa, a vítima reagiu e acabou alvejada com dois disparos de arma de fogo. A vítima foi socorrida e encaminhada para o hospital, porém não resistiu aos ferimentos e foi a óbito.

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Após o crime, os suspeitos fugiram vindo a se encontrar com um quarto suspeito. A Polícia Militar foi acionada e durante as buscas pelos criminosos houve troca de tiros, quando um dos suspeitos foi alvejado e preso.

Em continuidade às investigações, os policiais da Delegacia de Sorriso conseguiram identificar dois dos envolvidos, sendo representado pelos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra os investigados, que foram deferidos pela Justiça.

Durante o cumprimento da ordem judicial em um dos endereços, os policiais conseguiram localizar os dois suspeitos, que tiveram os mandados cumpridos. Após a prisão, os suspeitos foram encaminhados à Delegacia de Sorriso para as providências cabíveis, sendo posteriormente colocados à disposição da Justiça.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Bruno França, os três presos, até o momento, são as pessoas que estavam dentro da oficina na ocasião do crime, tendo realizado a abordagem e atuado na execução da vítima.

“Por meio da análise de câmeras de segurança é possível perceber a participação de um quarto suspeito, que ficou do lado de fora da oficina, sendo provável que o crime tenha sido cometido a mando de facção criminosa”, disse o delegado.

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As investigações seguem em andamento para identificação e localização do quarto envolvido, assim como para esclarecimento de todos os fatos e motivação do crime.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil cumpre 90 mandados para desarticulação de esquema de lavagem de capitais de facção criminosa

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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (25.6), a Operação Fluxo Oculto, para cumprimento de 90 ordens judiciais, com foco no combate à atuação de uma facção criminosa com ramificações interestaduais, voltada ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Os mandados foram deferidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Sinop, com base na terceira fase de investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) do município.

Ao todo são cumpridos 13 mandados de prisão, 19 de busca e apreensão, além de 58 medidas judiciais diversas com foco no avanço das investigações e desarticulação patrimonial e financeira do grupo criminoso.

As ordens judiciais são cumpridas nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro. Em Mato Grosso, os mandados são cumpridos nos municípios de Sinop, Cláudia, Rondonópolis, Várzea Grande e Cuiabá.

Entre os alvos, estão três lideranças do grupo criminoso, apontadas como responsáveis pela coordenação das atividades ilícitas e pela gestão financeira do grupo. Ao todo, são investigadas 31 pessoas físicas e duas pessoas jurídicas, suspeitas de participação direta ou indireta nas atividades criminosas.

Com foco na descapitalização da facção criminosa, foi determinado o bloqueio de ativos financeiros dos investigados, na soma que alcança R$ 9,3 milhões.

Lavagem de dinheiro

As investigações conduzidas pela Draco de Sinop identificaram que integrantes de uma facção criminosa utilizavam empresas formalmente constituídas para ocultar e conferir aparência lícita aos recursos provenientes do tráfico de drogas.

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Entre os estabelecimentos investigados está um supermercado localizado no município de Cláudia, que, seria utilizado para promover a troca de dinheiro oriundo da atividade criminosa por recursos aparentemente legais, inserindo os valores ilícitos no sistema financeiro formal.

As apurações também revelaram que parte dos valores arrecadados com a venda de drogas em Mato Grosso era encaminhada ao estado do Rio de Janeiro, sendo evidenciada a existência de uma rede estruturada para movimentação financeira e distribuição dos recursos da facção criminosa.

De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Eugênio Rudy Junior, o grupo desenvolveu um esquema de lavagem de capitais destinado a dificultar a identificação da origem dos recursos provenientes da comercialização de entorpecentes.

“As investigações demonstraram que a facção criminosa utilizava empresas legalmente constituídas para mascarar a origem ilícita dos valores obtidos com o tráfico de drogas. O objetivo era conferir aparência de legalidade ao dinheiro e permitir sua circulação no mercado formal, dificultando a atuação dos órgãos de persecução criminal”, destacou o delegado.

Fases anteriores

A Operação Fluxo Oculto representa a terceira fase de uma investigação iniciada em 2025, quando equipes da Draco de Sinop realizaram a prisão em flagrante de dois integrantes da facção criminosa no município de Cláudia. Com o avanço das investigações, foi possível identificar a estrutura operacional do grupo, seus integrantes e os mecanismos utilizados para ocultar os lucros obtidos com o tráfico de drogas.

Em março de 2026, foi deflagrada a Operação Aurora Fronteiriça, ocasião em que a Draco de Sinop apreendeu 525 quilos de cocaína e pasta base de cocaína, pertencentes ao mesmo grupo criminoso, representando uma das maiores apreensões de entorpecentes já realizadas no âmbito da investigação.

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Na sequência, em maio de 2026, foi deflagrada a segunda fase da operação, denominada Operação Vinculum Sanguinis, que resultou na apreensão de 25 quilos de pasta base de cocaína, R$ 169 mil em dinheiro, na prisão em flagrante de três pessoas ligadas à organização criminosa e no sequestro judicial de mais de R$ 3 milhões em bens e valores pertencentes aos investigados.

Com o avanço das diligências, a Draco identificou que o grupo criminoso não se limitava ao tráfico de drogas em larga escala, mas mantinha uma complexa estrutura financeira destinada à ocultação e dissimulação dos recursos ilícitos obtidos com a atividade criminosa.

A descoberta desse esquema deu origem à terceira fase da investigação, denominada Operação Fluxo Oculto, voltada especificamente à identificação dos responsáveis pela movimentação financeira da facção criminosa, ao rastreamento dos valores e à descapitalização do grupo.

As investigações prosseguem com a análise dos materiais apreendidos e dos dados obtidos a partir das medidas cautelares deferidas pelo Poder Judiciário.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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