CUIABÁ
Search
Close this search box.

MATO GROSSO

Arquivo Público representa MT em programa de memória da Unesco com acervo sobre a Guerra do Paraguai

Publicado em

MATO GROSSO

O Arquivo Público de Mato Grosso, vinculado à Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), recebeu reconhecimento internacional pelo acervo “Repertório Guerra ao Paraguai”, que passa a integrar o Registro Regional da Memória do Mundo da América Latina e Caribe, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Entre os 29 acervos selecionados pelo Comitê Regional para a América Latina e o Caribe do Programa Memória do Mundo (MoWLAC), sete são brasileiros, evidenciando a diversidade e a relevância do patrimônio documental preservado em arquivos, bibliotecas, museus e centros de pesquisa do país.

A decisão ocorreu durante a XXV Reunião do Comitê Regional, realizada em Lima e Cusco, no Peru. Ao todo, 71 candidaturas de 15 países foram avaliadas pelos especialistas do programa.

Criado em 1992, o Programa Memória do Mundo tem como missão promover a preservação e o acesso ao patrimônio documental da humanidade. No âmbito regional, o MoWLAC destaca acervos que contribuem para a identidade e a memória coletiva dos países latino-americanos e caribenhos.

Para o secretário de Planejamento e Gestão, Basílio Bezerra, o reconhecimento internacional reafirma o papel estratégico do Arquivo Público. Ele lembra que o acervo está instalado em um edifício histórico, construído em 1941, em estilo Art Déco, totalmente restaurado e entregue pelo Governo de Mato Grosso em maio de 2024. “Ser escolhido para representar o Brasil demonstra a grande relevância do nosso Arquivo para a história do País. Esse reconhecimento reforça o excelente trabalho realizado ao longo dos anos e consolida o acervo como patrimônio essencial de Mato Grosso”, afirmou.

Leia Também:  Estudantes de 28 escolas estaduais participam do 11º Encontro Indígena "Memória Viva"

O acervo mato-grossense aborda a Guerra ao Paraguai (1864-1870), maior conflito armado internacional da América Latina. A coleção adota o termo “Guerra ao Paraguai” para indicar equilíbrio de responsabilidades entre os países envolvidos: Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai. Este é o segundo acervo do Arquivo Público de Mato Grosso reconhecido pelo Programa Memória do Mundo da Unesco. O primeiro foi inscrito no Registro Nacional em 2018 e tem o tema “Documentação dos Fortes do século XVII”.

Para a superintendente do Arquivo Público, Vanda Silva, o reconhecimento reforça o compromisso do Estado com a preservação histórica. “Ser escolhido, mais uma vez, é motivo de alegria. Mostra que o trabalho de preservação realizado pelo Arquivo está no caminho certo. Ver Mato Grosso sendo valorizado nacional e regionalmente comprova a importância do Arquivo Público para o nosso Estado”, destacou.

Fonte: Governo MT – MT

Propaganda

MATO GROSSO

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

Publicados

em

A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

Leia Também:  Trânsito no Portão do Inferno está bloqueado das 9h às 11h

Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

Leia Também:  Polícia Civil prende estudante de direito e namorado pela prática de golpes em Tangará da Serra

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA