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POLITÍCA NACIONAL

Relatório setorial de agricultura do Orçamento de 2026 é reforçado com emendas parlamentares

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POLITÍCA NACIONAL

O relatório setorial de agricultura, desenvolvimento agrário e pesca do Orçamento de 2026 (PLN 15/25) contou com recursos de R$ 804,4 milhões em emendas parlamentares. O orçamento original para os três ministérios era de R$ 17,2 bilhões.

O relator, deputado Diego Coronel (PSD-BA), disse que deu atenção especial à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que tem um orçamento previsto de R$ 4,7 bilhões.

“A Embrapa tem impulsionado fronteiras essenciais da nossa produção: a força dos grãos do oeste da Bahia, que transformam a região em referência nacional; a retomada do cacau brasileiro, devolvendo ao país o protagonismo mundial; e o avanço em novas pesquisas e culturas industriais emergentes, como o cânhamo industrial”, detalhou.

Diego Coronel disse que muitas emendas foram direcionadas ao fomento ao setor agropecuário, que teve R$ 2,5 bilhões autorizados este ano mas que veio com apenas R$ 500 milhões no projeto do Executivo.

O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar teve uma parte do orçamento de investimentos das empresas estatais, no valor de R$ 122,6 milhões, com as Centrais de Abastecimento de Minas Gerais e a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo.

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O relatório setorial foi aprovado nesta terça-feira (9) na Comissão Mista de Orçamento e agora deverá ser incorporado ao relatório final do Orçamento de 2026.

Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

CCJ aprova admissibilidade de proposta que torna imprescritíveis crimes sexuais contra crianças

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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (15), a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 21/25, de autoria da deputada Soraya Santos (PL-RJ), que torna imprescritíveis os crimes sexuais cometidos contra menores de 12 anos de idade.

A proposta acrescenta inciso ao artigo 5º da Constituição, que trata dos direitos e deveres individuais e coletivos. 

Hoje, por exemplo, o crime de estupro de vulnerável prescreve em 20 anos, e a contagem para a prescrição começa a partir dos 18 anos da vítima, exceto se a ação penal tiver já iniciado em data anterior.

A relatora na comissão, deputada Julia Zanatta (PL-SC), apresentou parecer favorável à medida. “A proposta não suprime nem enfraquece qualquer direito fundamental; ao contrário, amplia a tutela de bem jurídico da mais alta hierarquia, a dignidade e a integridade sexual da criança”, avaliou. 

Durante a reunião da CCJ, a deputada também citou um caso recente para defender a importância da proposta. “Tivemos uma notícia muito triste vinda do Ceará, onde uma bebê de 10 meses morreu porque foi estuprada por dois homens, e me surpreende que o estupro contra vulneráveis não seja ainda imprescritível”, criticou a deputada.

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Próximos passos
A proposta ainda será analisada por uma comissão especial que será criada para esse fim, e depois segue para apreciação do Plenário, onde deverá ser votada em dois turnos. A PEC precisa ser votada pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Paula Bittar
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados

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