POLITÍCA NACIONAL
Anac deve publicar regulamentação definitiva sobre balonismo no final do ano
POLITÍCA NACIONAL
Um ano após a ocorrência do maior acidente de balonismo do Brasil, em Praia Grande (SC), que deixou 8 mortos e 18 feridos, a Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados debateu a regulamentação da atividade no país.
O especialista em regulação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Eduardo Henrique de Carvalho Braghetto lembrou que uma resolução de outubro do ano passado trouxe regras provisórias para o balonismo. A medida surgiu três meses depois da tragédia em Santa Catarina e estabelece requisitos para o balão, o operador e o piloto.
“Foi um catalisador do problema para que a gente acelerasse a questão. De modo ágil, a Anac iniciou um trabalho para promover uma regulação intermediária, que foi o que acabou gerando a Resolução 782/25”, disse Braghetto. “Muito dela será utilizado para a construção do regulamento definitivo, que provavelmente será chamado RBAC 131.”
Após a resolução de outubro do ano passado, nos dois primeiros meses foram habilitados 197 pilotos e 12 instrutores, e 92 operadores foram cadastrados em 25 municípios. Dos 162 balões com autorização provisória operacional, 150 deles já estão vinculados a operadores.
A Anac deve publicar o regulamento definitivo sobre balonismo até o fim deste ano. Enquanto isso, o balonismo turístico está sujeito à resolução.
Os municípios que exploram a atividade defendem a prorrogação da resolução, de modo a não correr risco de impedir a atividade.
O secretário de Turismo de Praia Grande, Henrique Maciel, elogiou a qualidade dos equipamentos de balonismo produzidos no Brasil. “A indústria nacional do balonismo produz equipamentos realmente de ponta, são equipamentos que têm uma tecnologia de alto padrão, de alto nível e que, agora, passando por toda essa avaliação, por essa análise de peritos aeronáuticos, seria bom que eles possam ter uma vida útil prorrogada.”
Turismo de aventura
A deputada Daniela Reinehr (PL-SC) ressaltou que o balonismo se consolidou como um importante segmento do turismo de experiência, contribuindo para o desenvolvimento econômico regional e para a geração de emprego e renda.
O balonismo é uma das 25 atividades de turismo de aventura do país. Segundo a associação de empresas de turismo de aventura, o Brasil tem hoje 51 normas para a atividade, sendo modelo de normas técnicas de turismo de aventura no mundo.
Reportagem – Luiz Cláudio Canuto
Edição – Ana Chalub
Fonte: Câmara dos Deputados
POLITÍCA NACIONAL
Projeto prevê incentivo fiscal para empresa privada que promover doação de sangue
O Projeto de Lei 871/26, da deputada Geovania de Sá (Republicanos-SC), cria o Programa Empresa Doadora de Sangue para incentivar a doação voluntária e regular de sangue. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.
“A doação de sangue é um ato de solidariedade fundamental, mas a captação enfrenta desafios constantes”, afirma a deputada. “O engajamento do setor privado, por meio de incentivos concretos, é uma estratégia inovadora e sustentável para garantir a regularidade das doações”, acrescenta.
Como participar
A participação será formalizada por meio de um termo de compromisso entre a empresa privada e os hemocentros locais ou o Ministério da Saúde.
As empresas tributadas pelo regime de lucro real também poderão aderir ao programa.
Para participar, as empresas deverão:
- promover, pelo menos, uma campanha interna anual sobre a importância da doação de sangue e do programa;
- incentivar os empregados a doar sangue pelo menos uma vez ao ano;
- garantir dispensa remunerada ao empregado no dia da doação, sem prejuízo salarial ou de outros direitos;
- manter registro atualizado dos funcionários doadores, com as comprovações das doações, de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais.
Benefícios
A empresa participante poderá deduzir do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) parte das despesas com a implantação e desenvolvimento do programa, como transporte de doadores e custo dos dias de afastamento.
Essa dedução será limitada a 1% do Imposto de Renda devido pela empresa.
As empresas que aderirem ao programa também poderão:
- receber um selo oficial reconhecendo a empresa como socialmente responsável;
- ter prioridade em licitações públicas, por meio de pontuação adicional ou critérios de desempate;
- ser citadas em campanhas institucionais promovidas pelos hemocentros.
Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Saúde; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, o projeto precisa ser aprovado por deputados e senadores.
Reportagem – Raquel Keoui
Edição – Natalia Doederlein
Fonte: Câmara dos Deputados
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