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Santos vence o rebaixado Sport, deixa o Z4 e ganha fôlego no Brasileirão
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O Santos conquistou um alívio fundamental na noite desta sexta-feira ao superar o já rebaixado Sport por 3 a 0 na Vila Belmiro. O triunfo, construído com gols de Neymar, um gol contra de Lucas Kal e um arremate de João Schmidt, permitiu ao Peixe escapar provisoriamente da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, injetando nova esperança na reta final da competição.
Neymar brilha e lidera o Peixe
A noite foi de gala para Neymar. Mesmo sentindo um leve incômodo no joelho esquerdo, o camisa 10 santista foi o grande maestro da equipe. Além de abrir o placar com um gol decisivo, Neymar deu a assistência para o gol de João Schmidt, coroando uma atuação inspirada. Sua performance foi ovacionada pela torcida no momento de sua substituição nos minutos finais, consolidando-o como o principal motor do time nesta vitória crucial.
Santos Sobe na Tabela, Sport afunda na lanterna
Com os três pontos somados, o Santos alcançou a 15ª posição na tabela, somando 41 pontos. O resultado permitiu ao Alvinegro Praiano ultrapassar o Vitória e o Internacional, abrindo uma vantagem de dois pontos sobre o Leão da Barra, que atualmente abre o Z4. Por outro lado, o Sport, já com o descenso selado, permanece na lanterna do campeonato com apenas 17 pontos, aguardando o fim da temporada.
Domínio Santista desde o Início
A partida foi controlada pelo Santos desde os primeiros minutos. No primeiro tempo, as chances se sucediam: Guilherme e Tiquinho ameaçaram com chutes perigosos, e Gabriel, goleiro do Sport, precisou intervir em finalização de Souza. Aos 25 minutos, Neymar, em uma jogada individual brilhante, driblou o marcador e chutou cruzado, sem chances para o goleiro, abrindo o placar. A vantagem foi ampliada pouco depois, aos 35, quando, após um escanteio e cabeceio na trave de Willian Arão, a bola bateu em Lucas Kal e terminou no fundo das redes em um infeliz gol contra.
No segundo tempo, o Santos manteve o ritmo. O volante João Schmidt, destaque na partida, foi premiado com seu gol aos 22 minutos, aproveitando um escanteio preciso cobrado por Neymar e desviando de cabeça para fazer o terceiro. Embora um pênalti a favor do Santos tenha sido anulado pelo VAR após revisão, e Neymar tenha quase marcado um golaço nos minutos finais, a vitória já estava assegurada.
Próximos confrontos
Santos:
- Juventude x Santos (37ª rodada do Brasileirão)
- Data e horário: 03/12 (quarta-feira), às 19h30 (de Brasília)
- Local: Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul (RS)
Sport:
- Bahia x Sport (37ª rodada do Brasileirão)
- Data e horário: 03/12 (quarta-feira), às 20h (de Brasília)
- Local: Arena Fonte Nova, em Salvador (BA)
Entendido. Aqui está a tabela sem o uso de negrito:
| FICHA TÉCNICA
Santos 3 x 0 Sport |
|
|---|---|
| Competição | Campeonato Brasileiro (36ª rodada) |
| Local | Vila Belmiro, em Santos (SP) |
| Data | 28 de novembro de 2025 (sexta-feira) |
| Horário | 21h30 (de Brasília) |
| Público | 14.156 torcedores |
| Renda | R$ 774.742,50 |
| Cartões Amarelos | Adriel e Aderlan (Sport) |
| Cartões Vermelhos | Nenhum |
| Arbitragem | |
| Árbitro | Felipe Fernandes de Lima (MG) |
| Assistentes | Felipe Alan Costa de Oliveira (MG) e Thiaggo Americano Labes (SC) |
| VAR | Braulio da Silva Machado (SC) |
| Gols | |
| Santos | Neymar (25′ 1ºT), Lucas Kal (contra, 35′ 1ºT), João Schmidt (22′ 2ºT) |
| Escalações | |
| Santos | Gabriel Brazão; Igor Vinícius, Adonis Frías, Zé Ivaldo e Souza; Willian Arão (Zé Rafael), João Schmidt e Neymar (Bontempo); Barreal (Robinho Jr.), Guilherme (Rollheiser) e Tiquinho Soares (Lautaro Díaz). Técnico: Juan Pablo Vojvoda |
| Sport | Gabriel; Matheus Alexandre (Aderlan), Rafael Thyere, Ramon Menezes e Luan Cândido; Rivera, Lucas Kal (Adriel) e Lucas Lima; Matheusinho (Igor Cariús), Léo Pereira e Pablo (Hyoran (Romarinho)). Técnico: César Lucena |
Fonte: Esportes
ESPORTES
A Reforma Tributária Pode Destruir o Esporte Brasileiro Fora do Futebol Bilionário
O governo federal vende a reforma tributária como um marco de modernização econômica, simplificação fiscal e justiça tributária. No papel, o discurso parece sedutor. Na prática, porém, quando aplicada ao esporte brasileiro, a proposta revela um cenário alarmante: ela cria um sistema que privilegia o futebol-empresa e condena o esporte formador, olímpico e social à asfixia financeira.
A partir de 2027, o Brasil poderá assistir à institucionalização de um modelo perverso: clubes transformados em empresas pagarão menos impostos do que entidades que historicamente sustentaram atletas olímpicos, categorias de base e projetos sociais em todo o país.
E isso não é exagero retórico.
É matemática tributária.
O Debate Ganhou um Novo Símbolo: Leila Pereira
A discussão ganhou ainda mais força após a declaração da presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras, Leila Pereira, em defesa do modelo SAF e do aumento da tributação para clubes associativos.
Durante entrevista à Cazé TV, Leila afirmou:
“Tudo o que for para influenciar e fazer com que os clubes se transformem em empresas, eu estou de acordo. ‘Ah, mas as associações vão pagar mais.’ Que paguem mais. Não quer pagar mais? Transforme-se em SAF.”
A frase escancarou aquilo que muitos dirigentes de clubes formadores já enxergavam nos bastidores:
a reforma tributária está deixando de ser apenas uma mudança fiscal e passando a funcionar como mecanismo de pressão estrutural para empurrar o futebol brasileiro rumo à “empresarialização” completa.
A mensagem implícita é direta:
“O modelo associativo tornou-se um problema a ser eliminado.”
E isso representa uma ruptura histórica no esporte brasileiro.
O Estado Está Punindo Quem Forma Atletas
Hoje, os clubes associativos — como Clube de Regatas do Flamengo, Sport Club Corinthians Paulista, Minas Tênis Clube, Esporte Clube Pinheiros e tantos outros — operam em um modelo híbrido.
O futebol profissional financia modalidades deficitárias, mas essenciais para o esporte nacional:
natação, ginástica, judô, vôlei, atletismo e esportes paralímpicos.
É o chamado subsídio cruzado.
Foi esse modelo que ajudou o Brasil a produzir medalhistas olímpicos, atletas pan-americanos e milhares de jovens que encontraram no esporte uma alternativa à criminalidade e à exclusão social.
A reforma tributária ignora completamente essa realidade.
Ao elevar a carga dos clubes associativos de cerca de 5% para algo próximo de 16%, o governo retira diretamente recursos que hoje mantêm centros de treinamento, bolsas esportivas, salários de técnicos, viagens e infraestrutura esportiva.
Na prática, Brasília está tributando o futuro olímpico do país.
A SAF Vira o Modelo “Premiado” Pelo Sistema
Enquanto os clubes associativos sofrerão uma avalanche tributária, as SAFs continuarão protegidas por um modelo significativamente mais vantajoso.
O Regime de Tributação Específica do Futebol (TEF) mantém alíquota reduzida para estruturas empresariais do futebol profissional.
O resultado cria uma distorção evidente:
- o clube que mantém esportes olímpicos, projetos sociais e categorias de base poderá pagar quase três vezes mais;
- já estruturas voltadas prioritariamente ao futebol-negócio continuarão inseridas em um ambiente tributário favorecido.
A fala de Leila Pereira praticamente legitima essa lógica ao defender explicitamente que o aumento de impostos seja usado como ferramenta de transformação forçada dos clubes.
O problema é que essa lógica ignora uma pergunta central:
quem sustentará o esporte olímpico brasileiro quando os clubes associativos perderem capacidade financeira?
Porque a SAF não nasce para manter modalidades deficitárias.
Ela nasce para gerar eficiência econômica no futebol.
E são coisas completamente diferentes.
O Discurso da “Compensação por Créditos” Não Se Sustenta
O argumento técnico utilizado para defender a reforma é que os clubes poderão recuperar parte da tributação através dos créditos do IBS e da CBS.
Na teoria, parece razoável.
Na prática esportiva, é quase uma ficção contábil.
Clubes associativos arrecadam grande parte de suas receitas através de:
- bilheteria;
- mensalidade de sócios;
- programas de associados;
- escolinhas;
- atividades esportivas.
Essas receitas geram baixa recuperação de créditos.
Quem possui maior capacidade de compensação tributária são estruturas empresariais com cadeias complexas de fornecimento, contratos corporativos robustos e operações comerciais amplas.
Ou seja:
o modelo SAF.
O sistema foi desenhado para favorecer estruturas empresariais.
Não entidades esportivas de função social.
O Governo Está Tratando Clubes Formadores Como Empresas Comuns
Existe uma diferença fundamental entre um clube esportivo associativo e uma empresa tradicional:
um deles possui função social.
Clubes formadores:
- desenvolvem atletas desde a infância;
- mantêm modalidades deficitárias;
- oferecem inclusão social;
- representam o Brasil internacionalmente;
- reduzem impactos sociais em comunidades vulneráveis.
Taxar essas entidades como agentes econômicos comuns é um erro estratégico de Estado.
Mais grave ainda: é uma demonstração clara de desconexão entre política fiscal e política esportiva. O Brasil não possui estrutura pública suficiente para substituir o papel exercido pelos clubes na formação esportiva. Se essas entidades perderem capacidade financeira, não haverá rede estatal pronta para absorver esse vazio.
O Impacto Pode Ser Irreversível
O risco mais grave da reforma não está no futebol profissional. Está no desaparecimento silencioso de modalidades olímpicas inteiras. Menos recursos significam:
- fechamento de departamentos esportivos;
- cortes em categorias de base;
- redução de bolsas;
- fuga de talentos;
- abandono de projetos sociais;
- enfraquecimento dos clubes regionais e sociais do interior.
Os primeiros atingidos não serão os gigantes bilionários. Serão justamente os clubes médios e formadores que sustentam a base do esporte brasileiro longe dos holofotes. O país pode voltar décadas no desenvolvimento esportivo.
Uma Reforma Que Contradiz o Interesse Nacional
O mais contraditório é que o próprio Estado brasileiro utiliza constantemente o esporte como ferramenta institucional:
- campanhas sociais;
- programas educacionais;
- diplomacia esportiva;
- inclusão juvenil;
- projeção internacional.
Mas, simultaneamente, cria um sistema tributário que enfraquece quem sustenta essa estrutura na prática. A reforma tributária, da maneira como foi construída para o setor esportivo, não promove justiça. Promove concentração.
- Concentra recursos no futebol empresarial.
- Enfraquece o esporte social.
- Penaliza clubes formadores.
- E ameaça diretamente o futuro olímpico brasileiro.
O Congresso Ainda Pode Evitar Esse Erro Histórico
A mobilização de dirigentes, atletas olímpicos e entidades como o Comitê Brasileiro de Clubes não é corporativismo.
É sobrevivência institucional.
Quando medalhistas olímpicos alertam para os riscos da reforma, não estão defendendo privilégios.
Estão alertando para a destruição gradual da principal base esportiva do país.
O Congresso Nacional ainda possui tempo para corrigir essa distorção através de:
- imunidade tributária específica para clubes formadores;
- tratamento diferenciado ao esporte olímpico;
- preservação fiscal das entidades esportivas sem fins lucrativos;
- mecanismos de proteção às categorias de base;
- reconhecimento formal da função social dos clubes associativos.
Sem isso, o Brasil caminhará para um modelo onde apenas o futebol bilionário sobreviverá.
E o custo dessa escolha será pago não pelos dirigentes — mas por gerações inteiras de atletas que talvez nunca tenham a oportunidade de existir.
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