MATO GROSSO
Aluna da ETEC Tangará da Serra leva bandeira de escola para Inglaterra e diz “Me deu tantas oportunidades”
MATO GROSSO
Professores e equipe educacional da Escola Técnica Estadual (ETEC) de Tangará da Serra receberam recentemente uma homenagem especial de uma aluna. A estudante do curso Técnico em Informática, Luanny Mariah Calhau, levou a bandeira da ETEC para a Inglaterra e fez questão de posar com ela para fotos. Segundo a estudante, essa foi uma maneira de expressar o orgulho de fazer parte da instituição.
Luanny, que atualmente estuda na ETEC administrada pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), e na escola parceira EE 29 de novembro, relatou que resolveu levar a bandeira para outro país para representar todas as pessoas da ETEC.
“Não imaginava que a ETEC poderia me dar tantas oportunidades. Quando eu cheguei aqui achei que não ia me dar bem com ninguém, mas com o tempo fui me aproximando das pessoas, alunos e funcionários e hoje me sinto acolhida. Aqui eles entendem que somos apenas adolescentes explorando o mundo”, afirmou Luanny.
A estudante viajou para a Inglaterra por meio do projeto de intercâmbio Mato Grosso no Mundo da Secretaria de Estado de Educação (Seduc). A viagem é fruto de sua dedicação no ano de 2024, no programa Mais Inglês.
Ao falar da experiência com a formação técnica, ela também ressaltou o trabalho da equipe pedagógica da ETEC de Tangará da Serra. “Cada dia é um aprendizado diferente. O pessoal da escola sempre está organizando projetos que nos ajudam na profissionalização, na socialização e na criatividade”, destacou Luanny.
Para a diretora da unidade, Wérica Crislaine, é emocionante ouvir este tipo de relato.
“Saber que nossos alunos se sentem representantes da escola e reconhecem a importância dos estudos faz com que todos nós da ETEC de Tangará se sintam muito mais motivados. É uma honra fazer parte disso e ver que nossos alunos levam o nome da ETEC com tanto orgulho e responsabilidade. Saber que eles gostam de estudar na nossa escola, faz minha função fazer sentido e mostra que eu e minha equipe estamos no caminho certo”, completou Wérica.
ETEC Tangará da Serra
A unidade de Tangará da Serra está vocacionada para o agronegócio, oferecendo cursos técnicos em Agricultura, Agronegócio, Agropecuária, Logística e Informática. A oferta ocorreu na modalidade concomitante intercomplementar para estudantes do Ensino Médio, em parceria com a Escola Estadual 29 de Novembro na modalidade concomitante subsequente no período noturno para estudantes que estejam cursando 2º ano do Ensino Médio ou que já tenham concluído o Ensino Médio.
Também são ofertados diversos cursos livres e de formação inicial continuada, de acordo com demandas dos arranjos produtivos locais e regionais.
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*Com supervisão de Beatriz Passos.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis
A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).
O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.
“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.
A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.
Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.
Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.
“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.
A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.
Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.
Foto: Layse Ávila | Setasc-MT
“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.
Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.
“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.
O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.
Fonte: Governo MT – MT
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