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Reciprocidade: comitiva em Washington discute barreiras comerciais e produtores pedem calma
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Uma comitiva de mais de cem representantes do setor produtivo brasileiro desembarca nesta semana em Washington para uma série de encontros com autoridades e empresários norte-americanos. A agenda antecede a audiência pública marcada para esta quarta-feira (3), no âmbito da investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que analisa a imposição de tarifas adicionais a produtos nacionais.
Em paralelo à mobilização internacional, entidades brasileiras reforçaram posicionamentos sobre a recém-regulamentada Lei nº 15.122/2025, que autoriza o país a aplicar medidas de reciprocidade comercial. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) destacou, em nota, que o uso precipitado do instrumento pode enviar sinais equivocados ao mercado e comprometer a estratégia de negociação. Para a bancada, é necessário agir com firmeza, mas com sensatez, assegurando estabilidade e previsibilidade ao setor produtivo em um momento de turbulência no comércio global.
O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) também apontou que a aplicação imediata da lei seria prematura, uma vez que ainda não ocorreu uma rodada bilateral de negociações formais entre Brasil e Estados Unidos. Já a Confederação Nacional da Indústria (CNI) reiterou a defesa do diálogo, lembrando que o objetivo central deve ser reverter tarifas ou ampliar exceções, sem ampliar tensões.
Enquanto isso, o governo brasileiro mantém consultas abertas na Organização Mundial do Comércio (OMC) e acompanha o processo com apoio de assessoria jurídica internacional. A expectativa é de que a atuação coordenada entre setor privado e governo contribua para reduzir barreiras e preservar o acesso dos produtos nacionais ao mercado norte-americano.
Fonte: Pensar Agro
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Centro de inovação mira avanço da produção brasileira de azeite de oliva
O Rio Grande do Sul, responsável por mais de 80% da produção brasileira de azeite de oliva, começou a estruturar um novo movimento para fortalecer tecnicamente a olivicultura nacional. A criação de um Centro de Referência em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Olivicultura pretende ampliar estudos sobre adaptação climática, produtividade e qualidade dos azeites produzidos no estado, em uma tentativa de reduzir a instabilidade causada pelas variações do clima e consolidar a cadeia produtiva no país.
A iniciativa reúne universidades, governo estadual e produtores rurais em uma parceria articulada pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura. O protocolo foi assinado durante a Abertura Oficial da Colheita da Oliva, realizada em Triunfo, e envolve a participação da Universidade Federal de Santa Maria, Universidade Federal de Pelotas, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, além de secretarias estaduais ligadas à inovação e agricultura.
O projeto surge em um momento de expansão da olivicultura brasileira, mas também de crescente preocupação com os efeitos climáticos sobre a produção. O Rio Grande do Sul concentra praticamente toda a produção comercial de azeite extravirgem do país, porém enfrenta oscilações frequentes de safra provocadas por estiagens, excesso de chuva, geadas e variações térmicas durante períodos críticos do desenvolvimento das oliveiras.
Nos últimos anos, o estado ganhou reconhecimento internacional pela qualidade dos azeites produzidos localmente. Marcas gaúchas acumulam premiações em concursos internacionais, especialmente pela qualidade sensorial dos azeites extravirgens produzidos em regiões da Campanha, Serra do Sudeste e fronteira oeste gaúcha. Apesar disso, o setor ainda busca estabilidade produtiva para consolidar escala comercial.
A proposta do novo centro é justamente aproximar ciência e produção rural. A estrutura deverá atuar em pesquisas voltadas à adaptação de cultivares ao clima gaúcho, manejo de olivais, controle fitossanitário, qualidade industrial, certificação de origem e desenvolvimento de tecnologias capazes de aumentar produtividade e reduzir perdas.
Segundo lideranças do setor, um dos principais gargalos da olivicultura brasileira ainda está dentro da porteira. A produção nacional de azeite continua pequena frente ao consumo interno, que depende majoritariamente de importações vindas de países como Portugal, Espanha e Argentina. O Brasil consome mais de 100 milhões de litros de azeite por ano, enquanto a produção nacional representa apenas uma fração desse volume.
Fonte: Pensar Agro
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