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Com logística precária, Vale do Guaporé recebe Estradeiro Regional da Aprosoja-MT

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Política Agrícola e Logística

Com logística precária, Vale do Guaporé recebe Estradeiro Regional da Aprosoja-MT

Ao todo, quarenta pessoas, em 12 caminhonetes percorreram cerca de dois mil quilômetros

12/04/2022

O 1° Estradeiro Regional Vale do Guaporé, realizado pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), por meio da equipe de Relacionamento e Logística da entidade, percorreu entre os dias 07 e 09 de abril, cerca de 800 quilômetros pelas MTs-199, 235 e estradas vicinais que ligam os municípios de Pontes e Lacerda, Vila Bela da Santíssima Trindade, Comodoro finalizando na divisa com Rondônia, na cidade de Cabixi. Ao todo, quarenta pessoas participaram da expedição que enfrentaram 700 quilômetros de estrada de terra precária.

Para o diretor executivo do Movimento Pró-Logística da Aprosoja-MT, Edeon Vaz Ferreira, a região que tem grande potencial de plantio, ainda sofre com a infraestrutura das estradas. “Podemos observar que as áreas de plantio são muito boas, mas tem dificuldades com a logística. O escoamento da produção fica prejudicado pela situação atual que precisa de uma ação urgente do governo de Mato Grosso’’, explicou Edeon.

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A produção do Vale do Guaporé utiliza das estradas para escoar as cargas para Porto Velho em Rondônia, através da Estação de Transbordo de Cargas (ETC), ou em Rondonópolis, em Mato Grosso, utilizando o terminal ferroviário.

De acordo com o Gerente de Relacionamentos e Logística da Aprosoja-MT, Evandro Thiesen, a realização do Estradeiro é importante para conhecer a realidade enfrentada pelos produtores. “Ao percorrer as principais vias de escoamento de cargas do estado, constatamos as dificuldades que muitos produtores têm, que é a falta de infraestrutura e manutenção das estradas. Ao passar por esses municípios, ouvimos os produtores e levamos para as autoridades as demandas colhidas”, finaliza Thiesen.

O 1° Estradeiro Regional Vale do Guaporé foi organizado pelo Núcleo de Campos de Júlio, por meio do vice-presidente Oeste, Luiz Tatim, do delegado coordenador Marcos Seben, e do supervisor de projetos da Aprosoja-MT, Igor Araújo e a gerente do Sindicato Rural de Campos de Julio, Tassiany dos Santos.

Estradeiro

Em parceria com o Movimento Pró-Logística, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), desenvolve um trabalho chamado Estradeiro. Rodando as principais vias de escoamento de cargas do país, a equipe analisa, fotografa e produz relatórios da qualidade, estrutura e situação dos trechos, principalmente os que ligam aos principais portos do país.

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Anualmente são rodados mais de 15 mil quilômetros por diversos estados do Brasil.

São rodovias com muitos buracos, estrada sem margem para acostamento, centenas de quilômetros de trechos sem asfalto, onde na seca os motoristas se deparam com poeira que atrapalha a visibilidade e causa acidentes e na época de chuva, barro que provoca atoleiros imensos, atrasando ou até mesmo perdendo as cargas de grãos produzidas no Estado.

Além de avaliar a situação, o Estradeiro ouve as principais demandas dos produtores rurais, realiza visitas técnicas e Simpósios, leva informações e presta contas de todo trabalho que feitos em prol da logística em Mato Grosso.

Fonte: Augusto Camacho

Assessoria de Comunicação

Contatos: Telefone: 65 3644-4215 Email: [email protected]

Fonte: APROSOJA

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Comissão aprova proteção a crédito rural em áreas sob demarcação indígena

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A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que impede a imposição de restrições administrativas, técnicas ou cadastrais a produtores rurais que ocupam áreas em processo de demarcação de terras indígenas.

A proposta busca evitar que a simples inclusão de um imóvel em procedimentos demarcatórios impeça o acesso a crédito rural, seguro agrícola e outras políticas públicas antes da conclusão definitiva do processo.

O texto aprovado altera a Lei do Marco Temporal e estabelece que as restrições somente poderão ser aplicadas após a conclusão da demarcação e o pagamento das indenizações devidas aos ocupantes. Na avaliação dos parlamentares que defendem a proposta, a medida busca garantir segurança jurídica aos produtores enquanto o processo administrativo ainda estiver em andamento.

O projeto original é de autoria do deputado Rodolfo Nogueira, mas foi aprovado na forma de um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Pedro Lupion, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

Além de manter a proteção ao acesso dos produtores às políticas públicas, Lupion ampliou o alcance da proposta ao incluir, de forma expressa, o direito à indenização pela terra nua. Atualmente, a legislação assegura o pagamento apenas pelas benfeitorias realizadas de boa-fé em áreas posteriormente reconhecidas como terras indígenas.

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Segundo o relator, a proposta não interfere nos processos de demarcação conduzidos pelo poder público nem altera os direitos dos povos indígenas previstos na Constituição. O objetivo, afirmou, é impedir que produtores sofram restrições antes da conclusão do procedimento administrativo e da definição sobre eventual desocupação da área.

“A simples inserção de imóvel rural em cadastro vinculado a procedimento demarcatório, sem decisão final e sem indenização, não pode resultar, por via reflexa, na inviabilização da atividade produtiva”, afirmou Pedro Lupion durante a votação.

Na justificativa do projeto, os parlamentares argumentam que produtores incluídos em áreas sob estudo para demarcação têm enfrentado dificuldades para contratar financiamentos, renovar operações de crédito, acessar seguros rurais e participar de programas oficiais, mesmo quando continuam exercendo regularmente a posse da propriedade.

Se a proposta avançar nas próximas etapas da tramitação, bancos, cooperativas de crédito, seguradoras e demais órgãos públicos não poderão impor restrições apenas em razão da existência de um processo de demarcação ainda não concluído.

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O texto seguirá agora para análise das comissões da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Como tramita em caráter conclusivo, o projeto poderá seguir diretamente para o Senado caso seja aprovado nas comissões e não haja recurso para votação no plenário da Câmara dos Deputados.

A iniciativa integra um conjunto de propostas defendidas pela bancada do agronegócio para ampliar a segurança jurídica no campo e reduzir os impactos administrativos enfrentados por produtores rurais durante processos de regularização fundiária envolvendo terras indígenas.

Fonte: Pensar Agro

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