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Conab aponta clima favorável e bom desempenho das lavouras em agosto

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O Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA) divulgado nesta sexta-feira (29.08) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indica que agosto apresentou condições climáticas positivas para a agricultura brasileira. Chuvas regulares, temperaturas adequadas e umidade do solo beneficiaram o desenvolvimento de diferentes culturas no país.

No Centro-Oeste, o clima quente e seco favoreceu a colheita do algodão e do milho safrinha, acelerando o escoamento da produção. No Sealba – região que reúne Sergipe, Alagoas e Bahia –, a umidade no solo sustentou o bom desempenho do feijão e do milho da terceira safra. Já nas regiões Norte e leste do Nordeste, os maiores volumes de chuva ajudaram a manter o ritmo da produção, fortalecendo o ciclo de grãos e fibras.

No Sul, as condições também foram positivas para os cultivos de inverno. O Rio Grande do Sul avançou para a fase de enchimento de grãos, enquanto o Paraná recuperou a umidade necessária com chuvas pontuais. Em Santa Catarina, parte das lavouras entrou em florescimento, com desempenho considerado bom, apesar de falhas isoladas de germinação. Geadas registradas em algumas áreas não provocaram danos significativos ao trigo, que ainda estava em fase vegetativa.

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A Conab destaca ainda que os índices de vegetação medidos por satélite se mantêm acima da média histórica. Mesmo em áreas que registraram queimadas pontuais ou preparo de solo para novos cultivos, o desempenho das lavouras segue robusto. O balanço de agosto reforça a expectativa de estabilidade na safra de inverno do Sul e de avanço na colheita de milho e algodão no Centro-Oeste, consolidando um cenário climático favorável para a reta final do ciclo 2024/2025.

Fonte: Pensar Agro

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Comissão aprova proteção a crédito rural em áreas sob demarcação indígena

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A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que impede a imposição de restrições administrativas, técnicas ou cadastrais a produtores rurais que ocupam áreas em processo de demarcação de terras indígenas.

A proposta busca evitar que a simples inclusão de um imóvel em procedimentos demarcatórios impeça o acesso a crédito rural, seguro agrícola e outras políticas públicas antes da conclusão definitiva do processo.

O texto aprovado altera a Lei do Marco Temporal e estabelece que as restrições somente poderão ser aplicadas após a conclusão da demarcação e o pagamento das indenizações devidas aos ocupantes. Na avaliação dos parlamentares que defendem a proposta, a medida busca garantir segurança jurídica aos produtores enquanto o processo administrativo ainda estiver em andamento.

O projeto original é de autoria do deputado Rodolfo Nogueira, mas foi aprovado na forma de um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Pedro Lupion, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

Além de manter a proteção ao acesso dos produtores às políticas públicas, Lupion ampliou o alcance da proposta ao incluir, de forma expressa, o direito à indenização pela terra nua. Atualmente, a legislação assegura o pagamento apenas pelas benfeitorias realizadas de boa-fé em áreas posteriormente reconhecidas como terras indígenas.

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Segundo o relator, a proposta não interfere nos processos de demarcação conduzidos pelo poder público nem altera os direitos dos povos indígenas previstos na Constituição. O objetivo, afirmou, é impedir que produtores sofram restrições antes da conclusão do procedimento administrativo e da definição sobre eventual desocupação da área.

“A simples inserção de imóvel rural em cadastro vinculado a procedimento demarcatório, sem decisão final e sem indenização, não pode resultar, por via reflexa, na inviabilização da atividade produtiva”, afirmou Pedro Lupion durante a votação.

Na justificativa do projeto, os parlamentares argumentam que produtores incluídos em áreas sob estudo para demarcação têm enfrentado dificuldades para contratar financiamentos, renovar operações de crédito, acessar seguros rurais e participar de programas oficiais, mesmo quando continuam exercendo regularmente a posse da propriedade.

Se a proposta avançar nas próximas etapas da tramitação, bancos, cooperativas de crédito, seguradoras e demais órgãos públicos não poderão impor restrições apenas em razão da existência de um processo de demarcação ainda não concluído.

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O texto seguirá agora para análise das comissões da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Como tramita em caráter conclusivo, o projeto poderá seguir diretamente para o Senado caso seja aprovado nas comissões e não haja recurso para votação no plenário da Câmara dos Deputados.

A iniciativa integra um conjunto de propostas defendidas pela bancada do agronegócio para ampliar a segurança jurídica no campo e reduzir os impactos administrativos enfrentados por produtores rurais durante processos de regularização fundiária envolvendo terras indígenas.

Fonte: Pensar Agro

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