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SES capacita servidores de 12 municípios para uso da Saúde Digital

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A equipe do programa de Saúde Digital de Mato Grosso, executado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), reuniu cerca de 60 servidores de 12 municípios em uma capacitação em São Félix do Araguaia, entre terça (26.8) e quarta-feira (27.8).

Conforme a gestora da Saúde Digital, Dra. Vânia Berti, o treinamento explicou as 42 especialidades médicas, sete serviços de telediagnósticos e demais projetos disponíveis pelo programa.

“A atividade prática focou na plataforma de Telessaúde MT, com o perfil voltado para os profissionais de saúde dos municípios que irão solicitar os atendimentos e o perfil direcionado aos gestores, coordenadores da Atenção Primária à Saúde e coordenadores das Unidades Básicas de Saúde. Também foram dadas orientações a respeito dos cofinanciamentos de âmbito federal e estadual”, destacou.

Os 12 municípios que compõem as regiões Norte Araguaia Karajá e Araguaia Xingu participaram da capacitação: Alto Boa Vista, Canabrava do Norte, Confresa, Luciara, Novo Santo Antônio, Porto Alegre do Norte, Serra Nova Dourada, Santa Cruz do Xingu, Santa Terezinha, São Felix do Araguaia, São José do Xingu e Vila Rica.

A capacitação foi ministrada pela gestora Dra. Vânia Berti, pela enfermeira Natália Fernandes e pelo técnico em Tecnologia da Informação Gabriel Louzada. Eles realizaram solicitações de teleconsultoria com todos os participantes e simulação de teleinterconsulta.

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“Foi uma experiência exitosa para nós e para os participantes, porque conseguimos trocar experiências e informações de regiões distintas, unindo conhecimento e força para melhorar cada vez mais a saúde pública com as ferramentas da Saúde Digital. Os participantes gostaram muito do conteúdo e do formato em que foi realizada a capacitação e até pretendem unir as duas regiões para treinamentos e cursos futuros”, informou Vânia.

Oito secretários municipais de saúde participaram em período integral e interagiram com os profissionais de saúde dos municípios, que deram relatos do cotidiano nos atendimentos e fizeram perguntas. O secretário Municipal de Saúde de São Felix do Araguaia, Elói Calixto Maia, considerou a iniciativa ímpar para agilizar o processo de trabalho e o diagnóstico dos pacientes.

“Essa estratégia que o Estado iniciou aqui, junto com o Ministério da Saúde, veio para fortalecer nossos processos de trabalhos. Trazer mais especialidades, mais exames e mais médicos, num curto espaço de tempo, com diagnósticos precisos e rápidos. Eu espero que todo mundo tenha entendido a dinâmica e a proposta do evento e absorvam esse material e multipliquem em suas cidades, em seus municípios”, pontuou Maia.

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Saiba mais sobre o programa

O programa de Saúde Digital em Mato Grosso oferta 42 especialidades médicas em seu ambulatório, nas modalidades de teleconsultoria, teletriagem, teleinterconsulta, teleconsulta e telemonitoramento, além de sete serviços de telediagnósticos, sendo eles: tele-estomatologia, tele-ECG, telerretinografia, tele-espiroometria, teledermatologia, teleraio-X e exames point of care (aparelhos que fornecem resultado imediato).

Na teleconsultoria, os profissionais da Atenção Primária podem sanar dúvidas com médicos especialistas via mensagem de texto e a teleinterconsulta é uma modalidade de consulta triangulada por vídeo, em que o paciente é atendido virtualmente pelo médico especialista, com o apoio um profissional da Unidade Básica de Saúde como mediador.

De acordo com o assessor das políticas de Saúde Digital da SES, Diógenes Marcondes, a secretaria já capacitou, desde maio de 2025, 119 municípios para a utilização das funcionalidades que permitem que especialistas, mesmo a centenas de quilômetros de distância, realizem consultas e emitam diagnósticos.

“Finalizaremos essa primeira temporada de treinamentos no dia 19 de setembro, pois consideramos que o uso do programa significa um avanço muito grande para a assistência de saúde pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, explicou Marcondes.

Fonte: Governo MT – MT

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“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

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“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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