CUIABÁ
Search
Close this search box.

POLÍTICA

Diego afirma que falhas de usina penalizam população em Guarantã

Publicado em

POLÍTICA

O deputado Diego Guimarães (Republicanos) afirmou, nesta quinta-feira (28), que a falta de uma regularização ambiental da usina hidrelétrica Braço Norte 2, em Guarantã do Norte, causou multas indevidas a famílias e empreendedores. O tema foi debatido em audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), no Plenário Luiz Mena da Câmara de Vereadores do Município.

A empresa Amper Construções Elétricas Limitada, responsável pela hidrelétrica, não apresentou o Plano Ambiental de Conservação e Uso do Entorno de Reservatório Artificial (PACUERA). Desde 2012, o Código Ambiental classifica esse documento como indispensável para a gestão sustentável dos recursos naturais.

Devido a isso, Diego participou do debate para promover a elaboração do plano ambiental e redução dos prejuízos causados – cujo valor estimado é superior a R$ 20 milhões. O deputado estadual Doutor João (MDB) e representantes da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) também participaram.

“Há uma falha da usina hidrelétrica porque, desde 2012, o Código Ambiental obriga a fazer o PACUERA. Eles não fizeram e, por não ter regra, foi penalizado quem ocupou a região com pesqueiro, rancho, chácara ou como lazer. Multas foram aplicadas pelo órgão ambiental do Estado devido à falta de regulamentação, que poderia ter sido feita”, disse Diego.

Leia Também:  CST de Apoio ao Empreendedorismo recebe presidente da Fapemat

“O problema existe e a população nos cobra. A intenção é ajudar a resolver, então trouxemos os técnicos da SEMA. Provavelmente, vamos aprovar o PACUERA com as alterações necessárias para os multados buscarem alternativa de não serem penalizados e atender essa gama de lazer e turismo em Guarantã do Norte”, acrescentou.

Conforme o deputado, a eventual aprovação do PACUERA promoveria a atividade turística na região e concederia argumentos jurídicos aos cidadãos multados irregularmente.

Diego, por fim, considerou que a região não sofreu danos ambientais que justifiquem multas abusivas. “Precisamos aprovar o plano para mostrar que o uso não é irregular, serão necessárias adequações para manter o lazer ou empreendimento. Vai destravar [a atividade turística], porque as construções que estão lá não causaram desmatamento completo na área de preservação. Normalmente, são casas, pesqueiros e rampas de acesso para pôr barco”, contou.

“Quando o PACUERA for aprovado, cada um olhará para o seu [terreno] e terá um modelo a ser seguido. Se precisar fazer alterações, cada um que faça, mas terá regularização e licenciamento”, completou.

Leia Também:  Max Russi destaca, em posse na Famato, que o agronegócio é a "mola propulsora" de MT

Perspectiva jurídica – O deputado Diego Guimarães considerou que a audiência pública trouxe “boas notícias”, pois o promotor estadual Marcelo Mandovani garantiu a suspensão dos procedimentos cíveis e criminais até a conclusão do PACUERA.

“Demos o pontapé inicial com notícias importantes e vitória. O promotor Marcelo deixou claro que os procedimentos cíveis e criminais estarão suspensos até que o PACUERA fique pronto. Àqueles que tem construção lá dentro [no entorno da usina], ele recomenda que não desmatem mais e usem com parcimônia [o terreno]”, relatou.

Conforme Diego, o plano ambiental pode ser concluído dentro de 8 meses, apesar da complexa elaboração e aprovação. “A Eletram [empresa que gerencia a unidade] pediu um ano e meio, falei que era muito tempo. O técnico da Sema disse que alguns [casos] conseguem desenvolver de 6 a 8 meses. Estaremos acompanhando de perto, mas não é algo que se faz do dia para a noite, porque depende de visitas, técnicos, estudos, legislação e relatórios. Esperamos que em um ano, até um ano e meio, o PACUERA esteja aprovado”, concluiu

Fonte: ALMT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

POLÍTICA

Lúdio apresenta projetos para fortalecer Código Ambiental de Mato Grosso

Publicados

em

Na Semana do Meio Ambiente, o deputado estadual Lúdio Cabral (PT) apresentou um pacote de seis projetos de lei para melhorar a preservação ambiental em Mato Grosso, incluindo avanços no Código Ambiental do Estado. As propostas foram apresentadas na sessão desta quarta-feira (3), e tratam da educação ambiental, da garantia de audiência pública para ouvir as populações afetadas por grandes empreendimentos, da vacinação de animais domésticos, da proteção e resgate de animais silvestres, da preservação das estradas-parque, e de enfrentamento à emergência climática.

“Estou apresentando esse conjunto de projetos para fortalecer a legislação ambiental em Mato Grosso. Nosso estado tem uma riqueza natural imensa, com três biomas, Cerrado, Amazônia e Pantanal, grande biodiversidade de espécies de animais e plantas, e é muito importante que o nosso Código Ambiental consiga ter leis que garantam a proteção da natureza, em especial para enfrentarmos os efeitos das mudanças climáticas”, disse Lúdio.

O Projeto de Lei Complementar (PLC) 36/2026 amplia a proteção da fauna silvestre e define medidas para enfrentar os impactos de incêndios florestais e eventos climáticos extremos sobre a biodiversidade, consequências das mudanças climáticas. A proposta de Lúdio é ampliar a proteção já existente para enfrentar problemas graves como o tráfico de animais, a perda da biodiversidade e os impactos decorrentes de incêndios florestais e secas extremas. Ele prevê que o Estado faça ações permanentes de proteção da fauna, com resgate, atendimento emergencial, triagem, reabilitação e reintegração de animais silvestres, além da recuperação de áreas essenciais à sobrevivência de espécies afetadas.

Leia Também:  "Unidade da Embrapa em Livramento vai alavancar agricultura familiar na Baixada Cuiabana", diz Botelho

Outra proposta, o PLC 40/2026 garante a realização de audiência pública para garantir a participação das populações afetadas no licenciamento dos empreendimentos que causam grande impacto ambiental. Lúdio propõe que as audiências sejam realizadas em local acessível à população afetada e, se necessário, que haja mais de uma audiência. O deputado propõe ainda que hajam mecanismos adequados de participação nos casos envolvendo comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas, pantaneiras ou demais comunidades tradicionais, respeitadas as normas específicas e tratados internacionais.

O Projeto de Lei nº 720/2026 incentiva o turismo sustentável nas estradas-parque e proíbe o uso como corredor logístico ou via de escoamento intensivo. A proposta visa garantir a proteção dos animais e preservar a paisagem. Lúdio propõe a implantação de infraestrutura de baixo impacto ambiental, como mirantes, pontos de observação, áreas de parada e estruturas de apoio ao visitante, além de incentivar a pesquisa científica, ações de educação ambiental, observação de aves (birdwatching), avistamento de fauna e fotografia de natureza. Prevê ainda apoio à capacitação e valorização de guias locais e iniciativas comunitárias relacionadas ao turismo de natureza.

“É importante destacar que o projeto não impede intervenções necessárias à manutenção, segurança ou funcionamento das Estradas-Parque, tampouco cria vedação à circulação de veículos. O objetivo é assegurar que a utilização dessas vias permaneça compatível com sua finalidade”, explica Lúdio, na justificativa do projeto.

Leia Também:  Assembleia vai analisar Mensagem do governo que prevê gestão do Hospital Central para o Albert Einstein

Para Lúdio, a educação ambiental deve ser política permanente. No PLC 37/2026, o deputado busca ampliar conscientização da sociedade sobre temas ambientais relevantes à realidade mato-grossense com incentivo a práticas sustentáveis nas escolas públicas estaduais e valorização dos espaços naturais como instrumentos de conscientização ambiental. O texto prevê campanhas, programas e atividades sobre prevenção de queimadas, proteção da fauna, recursos hídricos, mudanças climáticas, resíduos sólidos e conservação da vegetação nativa.

O PLC 39/2026 trata da prevenção da transmissão de doenças entre animais domésticos e espécies da fauna nativa, por meio de programas de vacinação de animais domésticos em áreas rurais e ambientalmente sensíveis, em parceria com os municípios e entidades. O objetivo é proteger os animais silvestres, conservar a biodiversidade e promover a saúde e segurança das famílias que vivem no campo.

Lúdio apresentou ainda o PLC 38/2026, que atualiza os princípios da Política Estadual do Meio Ambiente, adequando a legislação estadual aos atuais desafios ambientais e sociais enfrentados pelo Estado. O projeto foca na proteção dos biomas mato-grossenses, enfrentamento das mudanças climáticas, desenvolvimento sustentável e ampliação da participação da sociedade nas políticas ambientais.

Além desse pacote de projetos, Lúdio propôs também a realização de uma audiência pública para debater a legislação ambiental em Mato Grosso, que será no dia 25 de junho, a partir das 9h, na Assembleia Legislativa.

Fonte: ALMT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA