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Edital promovido pela Secel dá vida a longas-metragens em MT; confira andamento das produções

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O edital Cinemotion de Produção Audiovisual – edição Lei Paulo Gustavo (LPG), que foi promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), está dando vida a uma série de produções mato-grossenses.

Na lista de longas-metragens contemplados estão uma animação, um documentário e quatro ficções, entre as quais o premiado filme “Cinco Tipos de Medo”. Confira o andamento dessas produções:

Cinco Tipos de Medo

O longa-metragem de ficção teve sua primeira exibição no 53º Festival de Gramado, na última semana, conquistando quatro prêmios, incluindo o de Melhor Filme. Dirigida pelo cuiabano Bruno Bini, a produção também venceu nas categorias de Melhor Roteiro e Melhor Montagem, além do prêmio de Melhor Ator Coadjuvante para Xamã.

Inspirado em acontecimentos reais, o filme conta a história de cinco vidas que se conectam, retratando a violência vivida pelos moradores do Jardim Novo Colorado, na periferia de Cuiabá, em 2007.

A atriz Bella Campos é a protagonista da trama, que conta ainda com os atores Xamã, João Vitor Silva, Bárbara Colen, Jonathan Haagensen, Rui Ricardo Diaz e Rejane Faria.

A previsão é que “Cinco Tipos de Medo” seja lançado nos cinemas no primeiro semestre de 2026, pois antes participa de outros festivais.

Ensaio Sobre a Verdade

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O longa-metragem de ficção está sendo filmado nas regiões de Primavera do Leste e Poxoréu. A obra acompanha a intensa relação entre pai e filho em uma casa isolada no interior de Mato Grosso.

No elenco estão os atores Luciano Bortoluzzi, Dionathan Pessoni, Enivaldo Kanazokema e a atriz Virginia Cavendish. O roteiro e direção de “Ensaio Sobre a Verdade” são do cineasta Wanderson Lana.

Mãe Bonifácia

O longa-metragem de ficção foi gravado no município de Sorriso e contou com artistas de toda a região, como Ivan Belém e Eloá Pimenta. Com direção do cineasta Salles Fernandes, o filme “Mãe Bonifácia” está na reta final de produção.

Protagonizado pela atriz Zezé Motta, a obra retrata a história da mulher negra alforriada que viveu em Cuiabá no fim do século 19 e ajudou na luta dos escravizados daquela época.

O Menino que Carregava Água na Peneira

O primeiro longa-metragem de ficção rodado na região do Vale do Araguaia reuniu cerca de 150 pessoas entre elenco, equipe técnica e figuração. O ator J. Astrevo (da dupla Nico e Lau) interpreta o personagem Vô Severino.

Dirigido pelo cineasta Daniel Leite Almeida, o filme é livremente inspirado na obra de Manoel de Barros, que acompanha a jornada de um garoto sem nome que parte em busca de sua identidade e do sonho de ser escritor.

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Somos Tereza

O documentário de longa-metragem conta a história de Tereza de Benguela, que liderou o Quilombo Quariterê, em Mato Grosso, e se tornou uma das mais importantes lideranças da resistência à escravidão no Brasil.

Gravado em Vila Bela da Santíssima Trindade, o filme contou com a participação de mulheres da comunidade, além da atriz Zezé Motta, que interpreta a líder quilombola. A produção dirigida por Oz Ferreira e Danielle Bertolini já está na fase de montagem.

De amor e Liberdade

O longa-metragem de animação tem como base A Rusga, uma revolta que ocorreu no Período Regencial brasileiro, na então Província de Mato Grosso. Durante o movimento, em que cerca de 400 portugueses foram mortos, se desenvolve a história de um amor impossível que desafia a cobiça e clama pela liberdade de amar.

A animação é dirigida pela cineasta Tati Mendes.

Outras produções

Com investimento total de R$ 16 milhões, o maior de todos os editais da Lei Paulo Gustavo em Mato Grosso viabiliza também a produção de quatro minisséries mato-grossenses.

Na lista estão a animação “Florifluto”, o documentário “Gente do Xingu” e as ficções “Fica Perto” e “Portão do Inferno – Casos Arquivados”.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

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“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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