CUIABÁ
Search
Close this search box.

POLÍTICA

Grupo de Trabalho debate possíveis mudanças na grade curricular

Publicado em

POLÍTICA

A Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (14), a terceira reunião do Grupo de Trabalho que analisa a revisão da Súmula 01/2013, norma que impede alterações na grade curricular das escolas estaduais, em discussão proposta pelo presidente da comissão, deputado Thiago Silva (MDB).

Na reunião de hoje, a presidente da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (UNCME) conselheira, Andrea Santos, destacou a importância de ampliar o diálogo sobre a construção curricular, ressaltando que já existem instâncias como os conselhos nacional, estadual e municipal de educação, cada um com papel complementar nas diretrizes e resoluções.

“Embora a participação múltipla enriqueça o debate, é fundamental manter o foco no currículo comum previsto no Plano Nacional de Educação Básica, garantindo a aprendizagem e a qualidade”. Santos enfatizou que aspectos específicos já são contemplados por parâmetros e pelo currículo transversal, que aborda temas como envelhecimento e trânsito, e defendeu que, mesmo com a diversidade de contribuições, o essencial pactuado com a sociedade deve ser preservado.

“A autonomia dos municípios na área educacional está vinculada ao Conselho Nacional de Educação, por isso é importante a constituição dos conselhos municipais e a criação de sistemas municipais de ensino para fortalecer as políticas locais”. Segundo ela, embora o Conselho Nacional tenha competência para definir as diretrizes curriculares gerais, previstas na Constituição, na LDB e no Plano Nacional de Educação, estados e municípios podem elaborar currículos e projetos político-pedagógicos adaptados às suas especificidades culturais e regionais, desde que respeitem a legislação nacional.

Leia Também:  Arenápolis completa 72 anos com investimentos e ações do deputado Max Russi

Andrea Santos afirmou que a UNCME atua em todo o país, organizada por seccionais nos estados, com a missão de articular e fortalecer os Conselhos Municipais de Educação. Segundo ela, essa atuação envolve a organização da política educacional local, além do monitoramento e acompanhamento dos planos municipais de educação.

“Embora seja uma entidade privada, a UNCME mantém vínculo direto com os conselhos que a ela se filiam, oferecendo suporte técnico e institucional. Em Mato Grosso, cerca de 20 municípios são filiados, mas apenas 23 cidades, dos 142 existentes, possuem sistemas municipais de ensino, condição que garante autonomia para definir políticas educacionais em consonância apenas com o Conselho Nacional de Educação”, explicou Santos.

A secretária executiva da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME), Vanilda Carvalho Mendes, destacou que a discussão sobre a Súmula 01/2013 na Assembleia Legislativa de Mato Grosso é relevante, pois a educação é um tema de interesse geral, mas defendeu que o debate deveria envolver diretamente os secretários de Educação que conhecem a realidade das escolas.

“O currículo escolar já é suficientemente rico, contemplando temas obrigatórios e transversais, como violência, drogas e trânsito, o que torna questionável a necessidade de acrescentar novas temáticas sem antes compreender plenamente a estrutura curricular vigente”, disse Vanilda Mendes.

Leia Também:  Deputado Thiago Silva anuncia R$ 1 milhão para reforma e modernização da Feira do Conjunto São José

Vanilda Carvalho Mendes disse que a instituição está presente em todo o país e, em Mato Grosso, conta com sua seccional própria. Sua principal função é mobilizar e articular os secretários municipais de educação que, de forma voluntária, se associam à entidade.

“A UNDIME atua tanto em nível estadual quanto nacional, com representação em órgãos como o MEC e o Fundo Nacional de Desenvolvimento de Educação, participando ativamente da formulação e discussão de políticas públicas educacionais. No estado, a instituição é responsável por incentivar, debater e buscar melhorias para a educação, alinhando as demandas locais às estratégias nacionais”, disse Vanilda Mendes.

A assessora jurídica do Grupo de Trabalho, Deise Oliveira, disse que para a próxima reunião do GT da Súmula 01/2013, marcada para setembro, serão convidados sindicatos ligados à educação, estudantes e demais atores do sistema educacional, e ainda para analisar estatísticas da UNEMAT e da UFMT.

“Como os encontros são mensais, a próxima etapa ficará para o mês seguinte, e, em seguida, será elaborado o relatório final a ser apresentado à Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto”. Oliveira destacou ainda que o prazo estimado para conclusão dos trabalhos é de 90 dias, diferente das câmaras setoriais, que possuem data de encerramento previamente fixada em 190 dias.

Fonte: ALMT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

POLÍTICA

Dr. João destaca possibilidade de revisão em demissões do Samu e abertura de diálogo com Pivetta

Publicados

em

O deputado estadual Dr. João (MDB) destacou como um primeiro passo importante a abertura de diálogo com o governo do estado sobre a situação dos 56 servidores desligados do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) na Baixada Cuiabana. A sinalização ocorreu durante reunião da Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), realizada nesta terça-feira (28), com a presença de representantes do Ministério da Saúde e do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), para discutir alternativas que evitem o enfraquecimento do serviço em Cuiabá, Várzea Grande e região.

Integrante da comissão e um dos principais defensores dos profissionais desde o início da crise, Dr. João vem acompanhando de perto o caso desde que os servidores procuraram a Assembleia para pedir intermediação junto ao governo estadual. Em março, os trabalhadores recorreram ao Parlamento após o anúncio da exoneração de 56 profissionais, alertando para impactos imediatos no funcionamento do atendimento de urgência e emergência.

A reunião desta terça-feira contou com a presença de Fernando Figueira, diretor do Departamento de Atenção Hospitalar, Domiciliar e de Urgência do Ministério da Saúde, que veio a Mato Grosso para conduzir as negociações com a Secretaria de Estado de Saúde e buscar uma saída para o impasse no Samu. A agenda foi desdobramento direto das denúncias de possível desmonte do serviço e das articulações feitas pela Comissão de Saúde da ALMT junto aos órgãos federais.

Durante o encontro, o governador em exercício Otaviano Pivetta (Republicanos), que participava de outra agenda na Assembleia, foi até a comissão a pedido dos deputados e ouviu os servidores. Na ocasião, afirmou que pretende chamá-los para uma nova reunião ainda nesta semana e admitiu a possibilidade de rever a situação dos contratos encerrados. Segundo Pivetta, o objetivo é evitar sobreposição de serviços e decidir conjuntamente a melhor solução para o Estado.

Leia Também:  Audiência pública discute combate à violência contra a mulher em Mato Grosso

Foto: ANGELO VARELA / ALMT

“Faremos isto sem nenhum problema. Podemos rever. Foram contratos que venceram, podemos fazer um aditivo, renovar, não tem nenhum problema. Vamos decidir isso juntos, para o bem do estado de Mato Grosso”, destacou o governador.

Para Dr. João, o gesto representa um avanço concreto em meio a um problema que, na avaliação dele, jamais deveria ter chegado a esse ponto. O deputado voltou a criticar mudanças bruscas em uma estrutura que já funciona e defendeu que o caminho é fortalecer o que existe, melhorar condições de trabalho e buscar integração, não ruptura.

“É tão difícil entender tudo isto. É algo muito estranho. Parece que estão inventando a roda, algo que já funciona, que precisamos melhorar, dar condições de trabalho e, de repente, vem uma situação para mudar tudo. Estamos aqui para resolver uma coisa tão óbvia. Talvez a maior marca que nós temos no Brasil chama-se Sistema Único de Saúde”, afirmou.

Desde o começo do impasse, Dr. João tem sustentado que não há incompatibilidade entre o trabalho do Samu e o do Corpo de Bombeiros, desde que a atuação ocorra de forma harmônica, técnica e complementar. O parlamentar cita como exemplo Tangará da Serra, onde os dois serviços atuam no atendimento pré-hospitalar sem prejuízo à população, e defende que esse modelo de cooperação seja discutido com responsabilidade em Mato Grosso. Essa linha também tem aparecido no debate público conduzido pela comissão, que cobra cooperação verdadeira entre as estruturas, e não substituição pura e simples de um serviço por outro.

Leia Também:  Lúdio cobra e secretário promete contratar mais de 600 professores para alunos com deficiência nesta semana

Na semana passada, a ofensiva da Assembleia já havia produzido outro resultado: uma equipe técnica da direção nacional do Samu e do Ministério da Saúde esteve em Cuiabá para vistoriar bases, veículos e a estrutura do atendimento, diante das denúncias formalizadas pela Comissão de Saúde da ALMT e pelo sindicato da categoria. O objetivo da inspeção foi consolidar um relatório técnico sobre a situação do serviço no estado.

Antes mesmo da reunião desta terça, a Comissão de Saúde já havia deliberado por cobrar a revisão das demissões, apurar por que cinco unidades do Samu deixaram de funcionar e ampliar o debate sobre a cooperação técnica entre a Secretaria de Estado de Saúde, o Samu e o Corpo de Bombeiros. Esses pontos foram definidos após audiência anterior da comissão sobre a crise do atendimento pré-hospitalar em Mato Grosso.

Dr. João afirma que seguirá atuando ao lado dos servidores e da comissão até que haja uma solução definitiva que preserve o atendimento e garanta segurança à população. “Fortalecer o Samu é, acima de tudo, proteger vidas e reafirmar o compromisso com o acesso universal e integral à saúde”.

Fonte: ALMT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA