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Missão chinesa visita MT para avançar em rastreabilidade da carne com foco ambiental

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Uma comitiva da ONG chinesa Global Environmental Institute (GEI) e da GS1 China está em Mato Grosso para aprofundar parcerias voltadas à rastreabilidade socioambiental da carne bovina destinada ao mercado chinês. A missão técnica foi recebida na manhã desta terça-feira (15.7) pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Cesar Miranda, e realizou reuniões com o Instituto Mato-grossense da Carne (IMAC). Nos próximos dias, a delegação visitará uma fazenda e um frigorífico no Estado.

O principal objetivo da missão é desenvolver, em conjunto com o IMAC, um projeto piloto que comprove ao consumidor chinês que a carne bovina importada de Mato Grosso é livre de desmatamento ilegal. O projeto integra o Passaporte Verde, uma plataforma desenvolvida pelo Instituto Mato-grossense da Carne, que monitora aspectos socioambientais das propriedades pecuárias do Estado e permite rastrear individualmente os animais desde o nascimento até o abate.

Um memorando de entendimento entre a Sedec, IMAC e o GEI já foi assinado em 2023, marcando o início da cooperação técnica. Com essa visita, eles buscam avançar ainda mais no trabalho em parceria.

Durante a reunião, o secretário César Miranda, destacou que Mato Grosso é o estado que mais produz grãos e carne bovina, mantendo 60% do território conservado e tem uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo. No bioma amazônico é permitido abrir até 20% da área e 80% precisa ser preservado. Ele parabenizou a iniciativa de atuação em conjunta para a rastreabilidade da carne mato-grossense.

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“Com o Passaporte Verde e essa colaboração com a China, estamos ampliando as possibilidades de exportação da carne mato-grossense, agregando valor com responsabilidade socioambiental. Esse é o novo caminho para quem quer competir globalmente”, concluiu.

Segundo o diretor técnico-operacional do IMAC, Bruno de Jesus Andrade, a parceria representa um avanço importante para a consolidação do protocolo.

“A comitiva chinesa tem interesse direto em obter informações de onde vêm os animais que abastecem o mercado chinês. Esse protocolo adicional utilizará nossa base de dados para oferecer ao consumidor final a certeza de que a carne foi produzida com responsabilidade ambiental”, afirmou.

Para o diretor do programa de rastreabilidade da GEI, Peng Ren, a experiência em Mato Grosso é estratégica para atender à crescente preocupação do consumidor chinês com a origem da carne.

“Queremos mostrar que é possível garantir, com dados confiáveis, que a carne adquirida pelo nosso país vem de propriedades que respeitam o meio ambiente. Isso é fundamental para o futuro do comércio internacional”, afirmou.

Visita a fazendas e frigoríficos

Dentre as propostas a serem discutidas está a criação de uma rota comercial sustentável com certificação de fazendas “Desmatamento Ilegal Zero”, alinhando-se à legislação brasileira e às exigências internacionais.

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A agenda da missão inclui debates técnicos sobre como integrar o Passaporte Verde aos indicadores de sustentabilidade exigidos pelo mercado chinês. Um dos focos é garantir interoperabilidade e precisão nos dados da cadeia produtiva, desde as fazendas até os frigoríficos.

Nesta quarta-feira (16), a comitiva visita a Fazenda Passo do Lobo, em Nova Mutum, onde será apresentada toda a operação de criação, manejo, estrutura de rastreabilidade e os recursos naturais disponíveis, fundamentais para a certificação “Desmatamento Ilegal Zero”. Os visitantes irão acompanhar cada etapa da produção e definir quais dados devem ser priorizados no sistema de rastreabilidade.

Na quinta-feira (17), será a vez do Frigorífico Frigosul, em Várzea Grande, receber os chineses. A visita tem como objetivo mapear os processos de abate e processamento da carne, avaliar os pontos críticos da cadeia e discutir a coleta padronizada de dados para garantir transparência e segurança ao consumidor final.

Também está prevista a discussão sobre o uso do Digital Link, tecnologia que permite acesso direto a informações do produto via QR Code na embalagem.

Fonte: Governo MT – MT

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Sema promove primeira oficina do AdaptaCidades para fortalecer o planejamento climático dos municípios

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) realizou, nesta terça-feira (30.6), a primeira Oficina para Estruturação da Governança da iniciativa AdaptaCidades em Mato Grosso. Promovido por meio da Coordenadoria de Mudanças Climáticas e REDD+, o encontro reuniu representantes de municípios mato-grossenses escolhidos para participar da iniciativa, que busca auxiliar na elaboração dos planos municipais de adaptação à mudança do clima.

Durante a abertura do evento, foram entregues certificados simbólicos aos representantes de oito municípios que aderiram à iniciativa, sendo eles Cuiabá, ⁠Várzea Grande, ⁠Sinop, ⁠Cárceres, ⁠Tangará da Serra, ⁠Vila Rica, ⁠Juina e ⁠Lucas do Rio Verde. Os certificados oficializam o compromisso das prefeituras com o desenvolvimento das capacidades técnicas da governança local em combater os impactos das mudanças climáticas.

A secretária-adjunta de Licenciamento Ambiental e Recursos Hídricos da Sema, Lílian Ferreira dos Santos, destacou que a iniciativa fortalece o planejamento dos municípios para enfrentar eventos climáticos extremos e reduzir seus impactos sobre a população.

“Esse evento é importante para nós discutirmos a adaptação das cidades às mudanças climáticas, principalmente pensando em focos de escassez hídrica, risco de erosão e questão de queimadas. Nós trouxemos os municípios hoje para discutir, junto com o Ministério do Meio Ambiente, essa adaptação das cidades. Em Mato Grosso, dez municípios foram escolhidos como prioritários e oito deles já assinaram a carta de intenção. Inclusive, entregamos hoje esse certificado, que demonstra o interesse dos municípios em trabalhar de forma integrada com os órgãos estaduais e federais”, afirmou.

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A secretária-adjunta ressaltou que, além das ações voltadas à redução das mudanças climáticas, é fundamental preparar os municípios para responder aos seus efeitos.

“É importante que os municípios estejam preparados para casos como grandes enchentes ou grandes secas, eventos que podem afetar a população e impactar diretamente na qualidade de vida e na segurança das pessoas”, concluiu.

A oficina teve como principal objetivo orientar tecnicamente os municípios na estruturação da governança necessária para a elaboração dos planos municipais de adaptação à mudança do clima. Ao longo da programação, os participantes receberam orientações sobre a organização institucional do processo de planejamento e a articulação entre secretarias, conselhos e demais órgão locais.

O AdaptaCidades integra o Programa Cidades Verdes Resilientes, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério das Cidades (MCid). A iniciativa busca fortalecer as políticas públicas de adaptação e resiliência climática, promovendo a integração e a articulação entre governos, ampliando a capacidade técnica dos gestores públicos e apoiando a elaboração de planos locais para enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas.

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*Com a supervisão da jornalista Clênia Goretth

Fonte: Governo MT – MT

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