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SES fortalece núcleo estadual para a segurança do paciente e prevenção de riscos

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MATO GROSSO

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) começou a estruturar o Núcleo Estadual de Gestão e Estratégia em Segurança do Paciente (Negesp), iniciativa do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), que percorre os estados brasileiros para fortalecer a segurança do paciente na rede pública de saúde e assim prevenir riscos e eventos adversos.

Cerca de 70 gestores da SES, entre coordenadores, gerentes, diretores e superintendentes, foram capacitados pela equipe do Conass em oficina realizada nesta segunda e terça-feira (7 e 8.7), no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá.

“Estamos estruturando uma área ainda mais eficiente para oferecer aos mato-grossenses um atendimento seguro e de qualidade. Esse núcleo será vinculado ao gabinete, para termos evidências na hora da tomada de decisão, otimizando diferentes tipos de recursos, incluindo os econômicos”, afirmou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.

O projeto tem o objetivo de planejar as ações de segurança do paciente na rede estadual e definir os requisitos de monitoramento e validação dos trabalhos, prazos e responsáveis.

Segundo a coordenadora do atual Núcleo Estadual de Segurança do Paciente (Nesp) da SES, Maria do Carmo Souza, a unidade tem trabalhado para realizar ações que melhorem a qualidade da assistência em toda a rede de atenção de Mato Grosso.

“Na Regional Sul, por exemplo, nós temos o PlanificaSUS, em que a etapa nove foi a segurança do paciente. Então, atuamos fortemente junto aos municípios para que eles criem um núcleo municipal de segurança do paciente. Nós já temos cinco prefeituras com núcleo instituído na região sul de Mato Grosso, mas temos a luta diária e constante para que os 19 façam essa adesão para expandir o projeto para as demais regiões do Estado”, destacou.

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A coordenadora explicou que a SES realiza diversas capacitações e treinamentos, principalmente com foco no gestor, para planejar as ações de segurança do paciente com estratégia.

“Onde tiver um serviço de saúde, há a obrigatoriedade de ter o núcleo de segurança do paciente e a gente trabalha cooperando com esses núcleos, em capacitação, treinamento, eventos que a gente sempre está programando. Então tem muito trabalho para continuar com as equipes”, contou Maria do Carmo.

De acordo com Carla Ulhôa André, assessora técnica do Conass e coordenadora do projeto do Negesp, que veio ministrar a oficina com a consultora Helaine Capucho, já foram implantados 16 núcleos no Brasil e outros dez estão com termo de adesão assinados pelos secretários e devem ser implantados até o fim deste ano.

“Nós já vamos sair da oficina com algumas ações estruturantes e construídas com a realidade local. Esse plano vai ser o start para que o Negesp comece a trabalhar com todos os departamentos da Secretaria. E ele vem para subsidiar os secretários nas tomadas de decisões, pensando de forma estratégica, política, econômica, de gestão mesmo, no contexto da segurança do paciente. Então, vamos propor dados, com indicadores reais para a realidade da SES, com esse olhar mais voltado para a parte de gestão”, explicou.

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Para a consultora Helaine, a segurança do paciente é uma responsabilidade de todos os profissionais da saúde, e não apenas de setores específicos como qualidade e vigilância sanitária, pois falhas em qualquer área, desde a licitação até a limpeza do chão, podem impactar a segurança do paciente.

No treinamento, o Conass explicou o que é o Negesp, porque é necessário, além dos aspectos políticos e econômicos, e ferramentas de gestão da qualidade. A SES apresentou diagnóstico da situação da área técnica da segurança do paciente, para que as ações fossem planejadas especificamente para a realidade de Mato Grosso.

Após a oficina, foi elaborado um plano de ação alinhado com a realidade da SES. Posteriormente, o núcleo terá o monitoramento pelo Conass, com reuniões mensais.

“Um dos principais indicadores que a gente vem propondo, que deve ser acompanhado, são questões de óbitos, de sepse, de eventos adversos que acontecem nas RAS [Redes de Atenção à Saúde], de judicialização de eventos adversos, entre outros. O Negesp é uma estrutura física e terá apoio de um comitê consultivo com representação de gestores de todos os departamentos da SES”, concluiu Carla.

Fonte: Governo MT – MT

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Polícia Civil deflagra operação “My Love” e avança investigações sobre desaparecimento de jovem

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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (05.05), a Operação “My Love”, com foco no aprofundamento de investigações relacionadas ao desaparecimento de uma jovem ocorrido no final de 2025.

A ação é resultado de um trabalho investigativo contínuo da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rondonópolis, iniciado após o registro do desaparecimento de Karen Anelita Ferreira da Silva, de 25 anos, ocorrido em 09 de dezembro de 2025.

À época, o pai da vítima procurou a DHPP informando que a filha havia saído para trabalhar e não retornado para casa. A partir disso, foram empregadas diversas técnicas investigativas, incluindo análise de imagens, diligências de campo, campanas e levantamentos de inteligência, que subsidiaram a representação por medidas cautelares junto ao Poder Judiciário.

No curso das investigações, foi possível identificar indícios de que a vítima mantinha vínculo com a facção criminosa dominante na cidade e buscava mulheres para levar entorpecentes para a Penitenciária Major Eldo de Sá Corrêa, conhecida como Mata Grande.

As apurações também apontam que o desaparecimento da jovem podia estar relacionado a conflitos internos envolvendo a atividade criminosa, especialmente desentendimentos com outras mulheres que faziam a mesma coisa.

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O nome da operação, “My Love”, faz alusão a esse contexto, no qual mulheres de reeducandos estariam sendo cooptadas para a prática delituosa de ingresso de drogas no sistema prisional.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, dois mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária, expedidos pela 1ª Vara Criminal de Rondonópolis, as equipes policiais apreenderam porções de drogas como maconha e ecstasy, além de materiais utilizados no tráfico de entorpecentes e diversos dispositivos eletrônicos que teriam como destino o interior da unidade prisional.

Duas mulheres, de 31 e 35 anos, foram presas em flagrante pelo crime de tráfico de drogas. Uma delas também teve cumprido mandado de prisão temporária. Após os procedimentos legais, as investigadas foram encaminhadas à unidade prisional, onde permanecem à disposição da Justiça.

As investigações seguem em andamento, com o objetivo de esclarecer completamente os fatos, identificar outros envolvidos e responsabilizar todos os autores. O inquérito policial deverá ser concluído no prazo legal de 30 dias.

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Pharus

A Operação My Love integra a Operação Pharus, estratégia institucional voltada ao enfrentamento qualificado das facções criminosas e à desarticulação de suas atividades ilícitas, especialmente no que tange ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro, no âmbito do programa Tolerância Zero.

O nome “Pharus” faz referência ao termo latino para farol, estrutura associada à emissão contínua de luz e à orientação em meio à escuridão. A escolha do nome busca simbolizar a atuação do Estado na identificação e no enfrentamento de práticas criminosas.

Renorcrim

As atividades também estão inseridas no cronograma das ações da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim), que reúne delegados titulares das unidades especializadas e promotores públicos dos 26 estados e Distrito Federal e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (DIOPI) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para traçar estratégias de inteligência de combate de forma duradoura à criminalidade.

Fonte: Governo MT – MT

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