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Várzea Grande amplia proteção contra meningite com vacina ACWY 

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A dose está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) para crianças a partir de 12 meses

A rede pública de saúde de Várzea Grande está ofertando a vacina meningocócica ACWY, um importante reforço ao calendário vacinal infantil e que amplia a proteção contra os principais tipos de meningite bacteriana. A dose está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) para crianças a partir de 12 meses.

A mudança segue orientação do Ministério da Saúde, que atualizou o esquema nacional de vacinação. Até então, as crianças recebiam a vacina meningocócica C aos três e cinco meses, com reforço aos doze meses. Agora, esse reforço será feito com a vacina ACWY, que protege contra quatro sorogrupos da bactéria meningocócica: A, C, W e Y.

“Esse reforço na imunização representa um avanço na proteção das nossas crianças. Estamos orientando todas as unidades para a aplicação correta da nova dose, garantindo mais segurança às famílias de Várzea Grande”, explica a secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon.

A vacina ACWY já era aplicada em adolescentes de 11 a 14 anos, em dose única ou como reforço, conforme dado histórico vacinal, mas, agora será disponibilizada também no calendário vacinal infantil. A medida faz parte das novas Diretrizes para o Enfrentamento das Meningites até 2030, alinhadas a recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

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QUEM DEVE TOMAR A VACINA ACWY? – A nova dose de reforço está indicada para crianças que ainda não receberam a vacina aos 12 meses. Já aquelas que completaram o esquema anterior com a meningocócica C não precisam repetir a vacinação com a ACWY neste momento.

“É fundamental que os pais e responsáveis verifiquem a caderneta de vacinação e levem seus filhos às UBSs para garantir a imunização completa. A prevenção é a forma mais eficaz de proteger contra as formas graves da doença”, reforça a gerente de vigilância epidemiológica, Alessandra Carreira.

ATENÇÃO REDOBRADA – Somente em 2025, o Brasil já registrou mais de 4 mil casos confirmados de meningite, sendo 1.731 do tipo bacteriana, a forma mais grave da doença. A meningite é uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal e pode ter diferentes origens: bacteriana, viral, fúngica ou até não infecciosa.

Os sintomas mais comuns incluem febre alta, dor de cabeça intensa, vômitos, rigidez na nuca e, em casos mais graves, confusão mental e convulsões. Diante de qualquer sinal de alerta, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde.

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Além da ACWY, outras vacinas ofertadas pelo SUS também contribuem na prevenção de tipos de meningite, como a BCG, Penta e as pneumocócicas (10, 13 e 23-valente)

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase

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Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.

A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.

Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.

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Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.

De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.

A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.

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TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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