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OMSA reconhece o Brasil como livre do Influenza em granjas comerciais

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A Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) reconheceu oficialmente, nesta quinta-feira (26.06), o Brasil como país livre de influenza aviária de alta patogenicidade em granjas comerciais. O reconhecimento vem após 28 dias sem novos casos e a adoção rigorosa dos protocolos sanitários internacionais, restabelecendo a segurança para as exportações brasileiras de carne de frango.

O único foco em plantel comercial havia sido identificado em Montenegro (RS), em 15 de maio. A rápida atuação das autoridades sanitárias brasileiras foi fundamental para controlar o avanço da doença e recuperar a confiança dos mercados. Entre as medidas adotadas estiveram o abate sanitário imediato, o descarte de ovos e carcaças, a limpeza completa da granja e a instalação de barreiras de contenção em um raio de 10 km. Todo esse esforço fez parte de um plano nacional de emergência já estruturado para esse tipo de situação.

Com a publicação do relatório da OMSA, o Brasil avança para a normalização das exportações, tendo já recebido a sinalização positiva de 17 mercados que retomaram as compras de carne de frango. Ainda há países que mantêm restrições, mas o governo brasileiro atua junto aos parceiros comerciais para garantir a reabertura total, com base na regionalização sanitária — estratégia que permite restringir o embargo apenas às áreas diretamente afetadas, conforme as diretrizes internacionais.

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O restabelecimento do status sanitário reforça a solidez do sistema brasileiro de defesa agropecuária. Além de ser o maior exportador mundial de carne de frango, o Brasil é referência em vigilância epidemiológica e biosseguridade. A manutenção da confiança global é resultado direto da transparência, da resposta rápida e da capacidade técnica dos órgãos nacionais, que demonstraram pleno controle da situação.

Mesmo com a reabilitação, o setor produtivo segue vigilante. Autoridades e representantes da cadeia agroindustrial defendem o fortalecimento contínuo das medidas preventivas e o investimento em protocolos de contenção, com o objetivo de evitar novos focos e garantir previsibilidade ao comércio exterior. A vacinação contra a gripe aviária segue proibida no Brasil, como estratégia alinhada ao plano de vigilância nacional.

O reconhecimento da OMSA reafirma o compromisso do Brasil com a sanidade animal e garante a continuidade das exportações com segurança e responsabilidade, protegendo tanto o produtor quanto o consumidor final.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Inverno começa com instabilidade e exige cautela redobrada do agronegócio

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O inverno brasileiro começou oficialmente neste domingo, 21, às 5h24 (horário de Brasília), e deve ter um padrão climático atípico. Com a confirmação da atuação de um forte episódio de El Niño, as projeções do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) indicam uma estação marcada por extremos, que exigirá do produtor rural um manejo cirúrgico para mitigar riscos fitossanitários e garantir a produtividade da safra.

A presença do fenômeno no Pacífico Equatorial, com probabilidade superior a 99% de se consolidar em patamares “fortes” até setembro, redefine o mapa de risco no campo. Ao contrário de anos de neutralidade, o cenário para 2026 aponta para uma disparidade hídrica acentuada entre as regiões produtoras.

Sul: Excesso de umidade e alerta fitossanitário

A região Sul, historicamente impactada por frentes frias, enfrentará um inverno com volumes de chuva acima da média histórica. De acordo com boletins agrometeorológicos recentes, o encharcamento recorrente do solo deve dificultar a entrada de maquinário em áreas de colheita tardia.

O risco operacional é elevado: a alta umidade favorece a proliferação de doenças fúngicas em culturas de inverno, como o trigo. Por outro lado, o aumento da nebulosidade, embora traga desafios ao desenvolvimento das plantas, deve atuar como um “escudo” parcial contra geadas severas, reduzindo o risco de queima em lavouras perenes.

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Centro-Oeste e Matopiba: Ameaça de déficit hídrico

No coração do agronegócio, o padrão é de seca. O Centro-Oeste, o Matopiba e o Norte conviverão com uma irregularidade consistente na distribuição de chuvas. Com a umidade retida no Sul, o Centro-Oeste enfrenta o risco de uma queda acelerada da umidade do solo imediatamente após a colheita do milho segunda safra.

“A janela de plantio e a recuperação das pastagens dependem diretamente da regularidade dessas chuvas escassas”, apontam especialistas. Para o algodão e o milho tardio, o estresse hídrico é a principal ameaça, exigindo ajustes imediatos no manejo de palhada e no planejamento da safra subsequente.

Sudeste: O risco da oscilação térmica

No Sudeste, o inverno de 2026 será definido pela imprevisibilidade. Períodos de frio pontual serão interrompidos por ondas de calor atípicas. Essa alternância térmica impõe um desafio de gestão: o estresse das plantas em resposta às mudanças bruscas de temperatura aumenta a vulnerabilidade a pragas, demandando monitoramento constante nas lavouras de café e hortifrúti.

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Reflexos na cadeia produtiva

A instabilidade não se restringe ao campo. Analistas do setor agroindustrial alertam que a quebra de expectativa de recordes produtivos, somada às dificuldades logísticas impostas pelo clima, pode pressionar os custos de produção e, consequentemente, os preços ao consumidor final.

“O produtor que não se antecipar na reserva de forragem e na proteção sanitária estará mais exposto aos efeitos deste ‘super El Niño’”, destaca o relatório do INMET. A recomendação técnica é de monitoramento diário dos boletins de curto prazo, dada a volatilidade que ditará o ritmo da colheita e o início da próxima safra.

O rigor do inverno de 2026, portanto, não será medido pelo termômetro, mas pela eficiência na resposta do agronegócio a um sistema climático que, cada vez mais, opera fora das médias históricas.

Fonte: Pensar Agro

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