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Assembleia Legislativa atua junto com o Governo de Mato Grosso para avançar na regularização fundiária

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Cerca de 10 mil famílias que residem em áreas urbanas e rurais de Mato Grosso devem receber, nos próximos dias, as escrituras definitivas de suas propriedades. A ação, acompanhada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso, foi tema de uma reunião de alinhamento realizada na manhã desta quinta-feira (5), na sede do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), em Cuiabá, com a participação do deputado estadual Eduardo Botelho (União) em conjunto com o secretário da Casa Civil, Fábio Garcia.

Segundo Botelho, os esforços para a regularização fundiária no estado já resultaram na entrega de 100 mil escrituras. Nesta nova fase do projeto, estão previstos investimentos da ordem de R$ 15 milhões.

As famílias beneficiadas por essa nova fase vivem em municípios como Cuiabá, Várzea Grande, Poconé, Nossa Senhora do Livramento, Santo Antônio de Leverger, Barão de Melgaço, Chapada dos Guimarães, Jangada, Porto Estrela, Nobres, Rosário Oeste e Acorizal.

Botelho afirmou que está empenhado em solucionar as pendências documentais que ainda impedem a regularização definitiva dessas áreas e destacou a parceria com o secretário da Casa Civil.

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“Estamos definindo a alocação dos recursos junto com o secretário Fábio Garcia. Esse trabalho terá início nos próximos dias. Também estivemos reunidos em Brasília para destravar pendências relacionadas a assentamentos nos municípios que serão contemplados nesta nova etapa da regularização”, afirmou Botelho, durante a reunião.

A iniciativa é uma atuação conjunta da Assembleia Legislativa, do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), da Associação dos Notários e Registradores de Mato Grosso (Anoreg), do Tribunal de Justiça do Estado e das prefeituras municipais.

Foto: VANDERSON FERRAZ SANTOS

Participaram do encontro o presidente do Intermat, Francisco Serafim de Barros, os diretores dos setores Rural e Urbano do órgão, Danilo Lima e Erivelto Vieira Nunes, além de Euclides Santos, assessor parlamentar para assuntos fundiários da Assembleia Legislativa.

Articulação em Brasília – O tema também foi debatido em Brasília nesta semana pelos deputados Eduardo Botelho e Dr. João (MDB), durante reunião com representantes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Segundo Botelho, a ida à capital federal teve como objetivo acelerar os trâmites da regularização fundiária no estado.

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Durante o encontro, o grupo discutiu a situação de áreas em assentamentos nos municípios de Tangará da Serra, Nova Olímpia, Barra do Bugres e Cáceres. Em pauta, estiveram a regularização de lotes no assentamento Antônio Conselheiro (localizado a 30 km de Tangará) e questões jurídicas relacionadas ao assentamento Facão, em Cáceres.

O deputado ressaltou a importância da regularização dessas áreas. “No assentamento Antônio Conselheiro, por exemplo, vivem mais de mil famílias. Por isso, é fundamental agilizar a entrega das escrituras. Muitas dessas famílias aguardam a documentação há anos”, destacou.

Além de Botelho e Dr. João, participaram da reunião em Brasília o secretário executivo do Mapa, Irajá Lacerda, o vice-prefeito de Tangará da Serra, Eduardo Sanches, a vereadora de Tangará, Sarah Botelho, a advogada Ádila Matana, além de outras autoridades e representantes dos assentamentos contemplados.

Fonte: ALMT – MT

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Após silêncio de delegados, CPI da Saúde amplia investigação e convoca empresários

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O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), deputado estadual Wilson Santos (PSD), e demais membros – acataram o parecer da Corregedoria-Geral da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJC) que dá o direito legal ao silêncio para os delegados de polícia, José Ricardo Garcia Bruno e Henrique Trevisan, que fizeram parte das investigações da Operação Espelho. Eles compareceram na Assembleia Legislativa, na última quarta-feira (3), mantendo o dever formal na condição de testemunhas e, sem os depoimentos, evitaram a incursão em crime de violação de dever funcional.

Um dos motivos que levaram o aceite do parecer deve-se as provas colhidas pela Operação Espelho foram anuladas pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), no final de março deste ano, o que levou a Justiça Federal assumir o caso por envolver o repasse de recursos federais pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Os delegados exerceram um direito constitucional. Eles compareceram pontualmente assiduamente, mas permaneceram em silêncio. Fomos obrigados a respeitar, pois está na Constituição esse direito. Por outro lado, conseguimos aprovar por unanimidade a convocação de oito empresários”, comentou o parlamentar.

De acordo com o advogado dos delegados, Ricardo de Moraes Oliveira, não há nada a esconder por parte dos policiais, principalmente porque no Código de Processo Penal (CPP), artigo n° 207, cita que estão proibidas de depor as pessoas que, em razão de função, ministério, ofício ou profissão, devam guardar segredos, salvo se, desobrigadas pela parte interessada, quiserem dar o seu testemunho.

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“E após a atuação deles, esse procedimento foi encaminhado para a Polícia Federal, onde está hoje em segredo de justiça. Então, a gente tem até precedentes do próprio Superior Tribunal de Justiça, em que delegados federais estão respondendo hoje, porque ao atuarem investigações que depois foram convocados para prestar depoimentos em CPIs. Eles hoje estão respondendo pelo crime de violação de sigilo funcional, que também é previsto no Código Penal do artigo n.°325. A corregedoria da PJC aponta esse parecer, que seria violação de sigilo funcional”, exemplificou o magistrado.

Convocação – Ainda com data a definir entre os meses de junho e julho, a CPI aprovou a convocação de oito empresários de empresas investigadas, sendo: Gonçalves Preza Serviços, C Scaff Gonçalves & CIA Ltda (atual VC Assistência Médica Ltda), Surgery MT e Intensive Care Serviços Médicos Ltda, Bone Medicina Especializada Ltda, LB Serviços Médicos Ltda, Multimed Serviços Médicos Ltda e MedClin Serviços Médicos Ltda.

“Todos os deputados votaram favoravelmente. Esses empresários fizeram as vendas. Sobre eles recaem denúncias de vendas com sobrepreço, vendas onde os objetos foram entregues parcialmente ou não entregues. Então, é muito importante agora ouvirmos os empresários, depois deles, nós ouviremos os agentes públicos da Secretaria Estadual de Saúde”, explica Wilson Santos.

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Durante o encontro, foram entregues a todos os membros da CPI – uma cópia do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) n.° 001/2019 entre o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e o Governo de Mato Grosso, por meio da SES. O acordo teve o objetivo para a manutenção da prestação de serviços de saúde – executados por via indenizatória (sem contrato), nas unidades hospitalares existentes no estado.

A próxima reunião da CPI da Saúde ocorrerá na próxima quarta-feira (10), na Sala de Comissões da Assembleia Legislativa que dará continuidade aos trabalhos para apurar supostas irregularidades envolvendo contratos e pagamentos realizados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Fonte: ALMT – MT

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