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Ferrovia de Integração Centro-Oeste permitirá mais competitividade ao agro de MT

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O deputado estadual Dr. Eugênio de Paiva destacou, durante a sessão plenária desta quarta-feira (4), a importância da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO) para o agronegócio e a logística de Mato Grosso. A ferrovia, que deve chegar ao município de Água Boa até 2028, promete ampliar a competitividade dos produtos agrícolas da região.

Autor da audiência pública que será realizada no dia 27 de junho, em Água Boa (a 730 km de Cuiabá), o parlamentar reforçou a necessidade de preparar os cidadãos e empresários do Araguaia para as oportunidades de negócios que a chegada da ferrovia irá proporcionar. O evento ocorrerá das 9h às 16h, na Igreja Boa Semente.

“O modal ferroviário é extremamente importante para a produção e a logística mato-grossense. A ferrovia vai tornar nossos produtos mais competitivos e permitir que nossos produtores tenham resultados muito mais rentáveis”, ressaltou Dr. Eugênio, conhecido como o Deputado do Araguaia.

A vantagem competitiva está no custo reduzido do transporte ferroviário, quando comparado ao rodoviário. Segundo o deputado, o leilão para a concessão da ferrovia deve ser realizado pelo Governo Federal no primeiro semestre de 2026.

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Durante o evento em Água Boa, também será promovido o Fórum Logístico Ferroviário e Oportunidades Regionais, com discussões técnicas e institucionais sobre o tema.

A FICO, quando implantada, permitirá a integração com a Ferrovia Norte-Sul (com trechos em Goiás, Tocantins e Maranhão) e com a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), que passa por Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Bahia. Essa conexão ampliará a competitividade da produção agropecuária de Mato Grosso, além de beneficiar diretamente a região conhecida como MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).

Foto: Diogo Palomares/Assessoria de Gabinete

Andamento da obra – As obras da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO) já alcançaram 36% de execução no município de Cocalinho (MT), localizado na divisa com o Estado de Goiás, na região do Vale do Araguaia.

O projeto compreende a edificação de uma ponte ferroviária sobre o rio das Mortes, que ligará os municípios de Cocalinho e Nova Nazaré. A base da estrutura já está em fase de implantação.

Atualmente, cerca de 1.000 trabalhadores atuam nas frentes de serviço instaladas em Cocalinho e no seu entorno, movimentando a economia local e contribuindo diretamente para o desenvolvimento da região.

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Corredor Ferroviário – A Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO) é parte de um eixo logístico nacional Leste-Oeste de 2.700 Km. O modal ferroviário liga o Leste brasileiro do Oceano Atlântico ao Centro-Oeste, e atravessa os Estados da Bahia, Goiás e Mato Grosso, desde o porto Sul em Ilhéus (BA) a Lucas do Rio Verde (MT). Esse eixo compreende a FICO e a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL).

A FICO em si é uma fração desse corredor ferroviário, com extensão total de 888 Km, e liga Mara Rosa (GO) a Luca do Rio Verde. Dos quais 363 Km da cidade goiana até Água Boa. A Vale é a empresa responsável pela construção do trecho e as obras da ferrovia são executadas como parte da contrapartida da prorrogação antecipada do contrato de concessão da Estrada de Ferro Vitória-Minas.

Fonte: ALMT – MT

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Wilson Santos quer apoio aos municípios e rigor na aplicação da Lei Federal nº 15.326/2026 da educação infantil

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Após promover audiência pública para debater a aplicação da Lei Federal nº 15.326/2026, que reconhece os profissionais da educação infantil como integrantes do magistério público da educação básica, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) apresentou, nesta quarta-feira (24), em sessão plenária, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 3/2026 com o objetivo de assegurar a efetivação dos direitos garantidos pela nova legislação em Mato Grosso.

A matéria proposta estabelece que os municípios deverão promover o devido enquadramento desses profissionais na carreira do magistério. Caso a legislação não seja cumprida, quando estiver em vigor, as contas anuais das prefeituras poderão ser reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). “Uma luta de décadas e temos que reconhecer todos os profissionais, independente da denominação, mas que atuam como professores na educação infantil, que deverão ser enquadrados como professores da rede municipal. O município que não o fizer, o Tribunal de Contas do Estado deverá reprovar as contas do prefeito. Essa será uma das penalidades com o descumprimento da lei quando estiver em vigor”, explicou o parlamentar.

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Além da PEC, o parlamentar apresentou ao Governo de Mato Grosso a Indicação nº 2.009/2026, propondo a criação do Programa Estadual de Apoio à Adequação dos Planos de Carreira da Educação Infantil. A iniciativa pretende oferecer suporte técnico aos municípios para a implementação da legislação federal, por meio de orientações, modelos normativos, capacitações e acompanhamento institucional, garantindo segurança jurídica e uniformidade na aplicação da norma.

Legislação – A Lei Federal nº 15.326/2026 alterou a Lei nº 11.738/2008, que institui o Piso Nacional do Magistério, e a Lei nº 9.394/1996, de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), assegurando o reconhecimento dos profissionais da educação infantil como integrantes do magistério público da educação básica.

Com a mudança, passam a ser considerados profissionais do magistério aqueles que exercem atividades de docência ou de suporte pedagógico na educação infantil, desde que possuam formação em magistério ou curso superior e tenham ingressado por concurso público.

A legislação também beneficia trabalhadores que, em diversos municípios, ainda ocupam cargos com nomenclaturas como educador infantil, agente de desenvolvimento infantil, monitor, recreador e outras denominações equivalentes. Na prática, esses profissionais passam a ter direito ao enquadramento na carreira do magistério, ao piso salarial nacional, aos planos de carreira e às demais garantias previstas em lei.

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Apesar da vigência da norma federal, a Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos Municipais do Estado de Mato Grosso (FESSPMEMT) alertou, durante a audiência pública realizada na Assembleia Legislativa, que diversos municípios mato-grossenses ainda resistem à adequação da legislação. Segundo a entidade, a demora na implementação tem provocado insegurança jurídica, divergências administrativas e prejuízos aos profissionais da educação infantil.

A expectativa de Wilson Santos é de que as medidas legislativas propostas acelerem a adequação dos municípios, assegurando o cumprimento da legislação federal e a valorização dos profissionais que atuam na educação infantil em Mato Grosso.

Fonte: ALMT – MT

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