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POLITÍCA NACIONAL

Comissão aprova critérios para sistematização de dados criminais pela segurança pública

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POLITÍCA NACIONAL

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou proposta que estabelece critérios para o preenchimento dos boletins de ocorrência e para a organização de dados pelas secretarias estaduais de segurança.

Pelo texto aprovado, as autoridades de segurança pública estaduais devem organizar seu banco de dados com base na motivação dos crimes (familiar, financeira, passional, entre outras).

Os relatórios finais dos inquéritos policiais concluídos pelas polícias civil ou federal devem conter o tipo de crime, o meio praticado, além da motivação. Esses documentos devem ser enviados, no mínimo, duas vezes ao ano para o órgão nacional de segurança pública.

A proposta também estabelece que conste nos boletins de ocorrência um perfil detalhado sobre a arma usada no crime.

Foi aprovado um substitutivo do deputado Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP) ao Projeto de Lei 2668/24, da deputada Erika Hilton (Psol-SP). O texto original tornava obrigatório um campo específico nos boletins de ocorrência para o registro da motivação presumida ou declarada do crime de homotransfobia. Segundo a autora, o objetivo era garantir à população LGBTQIA+ acesso à Justiça e permitir a elaboração de políticas públicas de prevenção e enfrentamento às violações de direitos.

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No entanto, o relator defendeu que a inclusão de um campo específico “não garantiria a resolução de casos de violência contra a comunidade”, mas “afetaria negativamente o psicológico dos investigadores, por se sujeitarem à suposta ‘motivação presumida ou declarada'”.

“Os dados não apontariam a quantidade de crimes cometidos por tal motivação (homofobia, transfobia etc.), mas sim quantos BOs foram registrados contendo esse motivo como presumido. Sem efetiva investigação, só tende a direcionar políticas públicas com base em presunção”, reforçou Bilynskyj.

Próximos passos
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Lei reconhece município paranaense como Capital Nacional da Louça

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O município de Campo Largo, no Paraná, passou a ser reconhecido oficialmente como a Capital Nacional da Louça. O título foi concedido pela Lei 15.453/26, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada na quinta-feira (2) no Diário Oficial da União.

A norma teve origem no Projeto de Lei 2896/24, do deputado Paulo Litro (União-PR), aprovado na Câmara em setembro do ano passado. Ele afirma que o município é o principal polo brasileiro de produção de louças profissionais. E lembra que a cidade Campo Largo já havia sido declarada, em lei estadual de 2010, como a Capital da Louça e Porcelana de Mesa e da Cerâmica do Paraná.

No Senado, a proposta foi aprovada em junho.

Paulo Litro citou informação do Sindilouças segundo a qual Campo Largo atende 75% da demanda nacional de louça profissional e gera mais de 3.500 empregos diretos e indiretos, sendo importante e fundamental polo do setor no Paraná. O município produz 36 milhões de peças de porcelana e cerâmicas por ano.

Os parlamentares que apoiaram a proposta ressaltam que a tradição ceramista da cidade se reflete em eventos como a Feira da Louça e instituições como o Centro de Ciências e Tecnologias Cerâmicas (Cestec).

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Da Redação – AC
Com informações da Agência Senado

Fonte: Câmara dos Deputados

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