EDUCAÇÃO
Educação de Mato Grosso dá novo passo rumo à excelência com o apoio do GEMTE
EDUCAÇÃO
Adesão de três novos municípios ao programa GEMTE reforça projeto de longo prazo para transformar a rede pública em modelo nacional
A gestão da educação pública de Mato Grosso avançou mais um passo rumo à transformação e à consolidação como referência nacional na manhã desta quinta-feira (22.05), com a adesão dos municípios de Tangará da Serra, Sapezal e Rondonópolis ao programa desenvolvido pelo Grupo Empreendedor Mato Grosso em Evolução (GEMTE). A iniciativa busca implementar soluções sustentáveis de longo prazo para melhorar a qualidade da educação pública no estado.
A cerimônia de adesão foi realizada no Hotel Delmond, em Cuiabá, e reuniu gestores municipais e estaduais, mantenedores e equipe técnica do GEMTE e representantes da Fundação Dom Cabral. Com a entrada dos novos municípios, o programa amplia sua atuação, que já contempla Barra do Bugres, Chapada dos Guimarães, Campo Verde, Canarana e Diamantino.
“O programa chega mais maduro a esses municípios. A experiência acumulada nas cidades onde já atuamos fortaleceu nossa base técnica, e a parceria com a Fundação Dom Cabral nos permite avançar com mais segurança”, afirmou o diretor-executivo do GEMTE, Guilherme Alves.
Segundo ele, o papel do GEMTE é levantar questionamentos para juntos, encontrar respostas e construir soluções que afetem positivamente os estudantes e professores. “Agradecemos a confiança dos secretários, prefeitos e do secretário Alan Porto”, destacou Alves.
O diretor-presidente dos mantenedores do GEMTE, Guilherme Scheffer, ressaltou a importância do avanço gradual do programa, com foco na qualidade. “Estamos muito felizes com a adesão de mais municípios. Seguimos passo a passo, avaliando o que funciona e buscando as melhores soluções para as redes municipais de ensino. Nosso objetivo é oferecer uma educação melhor para os alunos e, consequentemente, para a sociedade”.
Para o diretor mantenedor Luiz Piccinin, o programa também tem foco em qualificação. “Nosso objetivo é tornar a educação de Mato Grosso referência nacional. Hoje, há escassez de pessoas qualificadas no mercado, e acreditamos que a base para mudar isso está na educação”, frisou.
Já Álvaro Carvalho, também diretor mantenedor, lembrou a origem do GEMTE. “O programa nasceu da nossa inquietação diante dos baixos índices da educação no estado. Com o apoio do secretário Alan Porto, conseguimos tirar o projeto do papel e ampliá-lo. Ele tem uma visão moderna e nos permite participar ativamente. Os resultados já aparecem, e queremos continuar compartilhando conhecimento com os municípios”.
O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, reforçou os avanços obtidos com o apoio do GEMTE. “Desenvolvemos 30 políticas e 130 projetos com foco em infraestrutura, tecnologia e pedagogia. Saímos da 22ª para a 8ª posição no ranking nacional de educação. Nossa meta agora é estar entre as cinco melhores educações do país. A ampliação do GEMTE nos municípios é essencial nesse processo”, comentou.
Adesão celebrada
A secretária de Educação de Sapezal, Nelci Rauber, destacou a importância do suporte técnico e estratégico oferecido pelo GEMTE. “Buscamos esse apoio para fortalecer nossa gestão e construir um planejamento estratégico sólido, com foco no médio e longo prazo para a educação municipal. Considerando as evidências já disponíveis e a experiência do GEMTE, estamos realmente muito confiantes de que alcançaremos excelentes resultados”, afirmou. A rede municipal de ensino de Sapezal atende cerca de 5.300 alunos.
O vice-prefeito de Tangará da Serra, Eduardo Sanches, também celebrou a inclusão no programa. “Estamos muito felizes por sermos contemplados. Com a parceria do GEMTE e da Fundação Dom Cabral, queremos compreender nosso cenário educacional, propor melhorias e acompanhar resultados concretos. O GEMTE é um organismo vivo, comprometido com a construção de uma educação de futuro, e é isso que buscamos”.
O secretário de Educação de Rondonópolis, Carlos Alberto Pereira Júnior, destacou que o programa GEMTE será fundamental para elevar o padrão educacional do município.
“Venho da iniciativa privada e confesso que tive um grande choque ao ingressar no serviço público, especialmente ao me deparar com as condições em que se encontrava a educação do município. No entanto, em apenas três meses, conseguimos avançar significativamente e, com o apoio do GEMTE, pretendemos evoluir ainda mais”, concluiu Júnior.
Experiência compartilhada
A secretária municipal de Educação de Campo Verde, Simoni Pereira Borges, compartilhou a experiência positiva da cidade com o GEMTE e incentivou os novos municípios.
“Aprendemos a sistematizar nossa prática e hoje temos uma gestão mais organizada. Isso faz toda a diferença na administração pública. Estamos à disposição para auxiliar os municípios que agora ingressam no programa. Acreditamos em uma visão macro da educação, em que todos cresçam juntos e obtenham melhores resultados”, acrescentou.
Também participaram do evento os professores da Fundação Dom Cabral, Renata Vilhena e Caio Marini, além do gerente de Projetos do GEMTE, Pedro Henrique Neves.
Sobre o GEMTE
Composto por 24 mantenedores, o GEMTE é uma organização voltada ao desenvolvimento sustentável da educação em Mato Grosso. Atua no apoio técnico e financeiro a programas estratégicos com o objetivo de transformar a rede pública estadual em referência nacional nos próximos 20 anos. A parceria com a Fundação Dom Cabral reforça seu compromisso com a inovação e a excelência na gestão educacional.
EDUCAÇÃO
MEC Livros: como a tecnologia pode aproximar novos leitores
Em meio às ruas históricas de Paraty (RJ), onde a literatura ocupa praças, casas, palcos e livrarias durante a 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), a tecnologia também encontra espaço para aproximar novos leitores dos livros. Em cinco pontos do evento, totens digitais permitem que o público conheça e acesse gratuitamente o acervo do MEC Livros, biblioteca digital do Ministério da Educação (MEC), que reúne mais de 25 mil obras nacionais e internacionais.
A presença da plataforma na Flip dialoga com um dos debates que atravessam o universo da leitura na atualidade: como formar novos leitores em uma sociedade cada vez mais conectada. Em vez de substituir o livro físico, especialistas, escritores e profissionais do mercado editorial defendem que o ambiente digital pode funcionar como uma porta de entrada para o hábito da leitura, especialmente entre crianças, adolescentes e jovens que já utilizam dispositivos eletrônicos em seu cotidiano.
O MEC Livros oferece acesso público e gratuito a obras em domínio público e a títulos contemporâneos licenciados. O acervo é organizado a partir de critérios que valorizam a diversidade literária, cultural e linguística, contando com a participação de instituições parceiras do campo do livro, da leitura e da literatura.
Para a gestora editorial da Editora Aleph, Luara França, a leitura digital amplia as possibilidades de acesso aos livros justamente por dialogar com os hábitos de uma geração que já nasceu conectada. Na avaliação dela, o ambiente digital não substitui o livro físico, mas amplia as formas de acesso à literatura e ajuda a construir o hábito da leitura.
“Uma das coisas mais importantes da leitura digital é que a gente consegue incluir a leitura em um contexto no qual pessoas que não estão acostumadas com o livro físico já estão habituadas a viver. Elas podem viver no digital e, em alguns momentos, incluir a leitura. Eles começam lendo no digital, se apaixonam pela leitura, conseguem construir esse hábito e, depois, vão caminhando para novos livros e novas possibilidades. A gente vê que uma coisa não compete com a outra, pois é realmente uma ajuda”.
Segundo a editora, a praticidade também faz diferença na rotina. Como a leitura digital acompanha o dispositivo que muitas pessoas já utilizam diariamente, é possível aproveitar pequenos intervalos do dia para ler, reduzindo barreiras e facilitando a criação de uma rotina de leitura, mesmo diante da disputa por atenção com jogos, séries e redes sociais.
A discussão também passa pela forma como diferentes gerações se relacionam com a tecnologia. Para o escritor e criador de conteúdo Tiago Valente, autor de O Mistério do Biscoito de Gengibre, incentivar a leitura exige compreender primeiro a realidade vivida pelos jovens antes de apresentar caminhos para aproximá-los dos livros.
“Eu acho que começa com escuta. Tem toda a questão das redes sociais, da tecnologia, e isso trouxe uma série de questões novas para a saúde mental e para as vivências desses jovens. A primeira coisa é entender o que eles estão vivendo, tentar equilibrar isso com um pouco do que a gente viveu na juventude também e ensinar um pouco da nossa experiência a partir disso”.
Além da adaptação aos novos hábitos, a democratização do acesso aos livros também é apontada como um dos principais benefícios das bibliotecas digitais. Autor de obras voltadas ao público jovem, Felipe Castilho acredita que essas plataformas ampliaram o alcance da literatura e facilitaram a descoberta de novos autores.
“Eu senti que teve uma aderência muito rápida quando plataformas de leitura começaram a ser divulgadas. É um outro jeito de as pessoas chegarem e terem essas descobertas por um catálogo digital, na palma da mão, onde elas precisarem. Não é todo jovem que vai conseguir comprar um livro, então é um jeito legal de conhecer autores, descobrir novas leituras e indicar livros para outras pessoas. Isso facilitou a conversa e aproximou muita gente da literatura”, pontuou Castilho.
A experiência também fortalece o papel das bibliotecas físicas, que continuam sendo espaços importantes de formação de leitores e de preservação dos acervos. Nesse cenário, as plataformas digitais passam a atuar de forma complementar, oferecendo novas possibilidades de acesso e ampliando o alcance das obras para diferentes públicos.
Na 24ª edição da Flip, que reúne mais de 600 atividades espalhadas por Paraty até o dia 26 de julho, o debate sobre literatura, tecnologia e formação de leitores ganha espaço tanto nas mesas de discussão quanto na experiência do público. Seja em uma página impressa ou na tela de um celular, ampliar as possibilidades de acesso aos livros significa criar caminhos para fortalecer a leitura e aproximar mais pessoas da literatura.
Passo a passo – A leitura das obras é realizada por meio do site ou do aplicativo do MEC Livros. Para isso, é necessário realizar o login com a conta do Gov.br, que pode ser criada via aplicativo ou site. No aplicativo, o usuário deve clicar no botão “Entrar com Gov.br”, e, se estiver no site, deve selecionar o botão “Criar conta Gov.br”. Em seguida, digitar seu CPF e seguir as orientações para criar a conta.
Após logar, na primeira página do MEC Livros, já aparece uma lista de livros disponíveis, organizados por categorias como “Em Alta”, “Best-Sellers”, “Autores Clássicos Brasileiros”, entre outras. Ao clicar na capa da obra que deseja pegar emprestado, há a opção “Mais informações” que possibilita a leitura do resumo sobre a obra. Após isso, abrirá uma nova página que contém o botão “Emprestar e Ler”, basta selecioná-lo e o livro estará à disposição para leitura.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação
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