MATO GROSSO
Expedição Piquiri percorre mil quilômetros para atender comunidades do Pantanal
MATO GROSSO
Terminou neste domingo (06.4) a 2ª edição da Expedição “Agência Escola Flutuante Piquiri”, realizada pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), em parceria com a Marinha do Brasil. Por meio dos programas SER Família Solidário e SER Família Aconchego, idealizados pela primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, a ação levou mais de 500 cestas de alimentos, kits de higiene e limpeza, 100 filtros de água e 180 cobertores às comunidades ribeirinhas localizadas em Poconé, Barão de Melgaço, Estirão Cumprido, Porto Jofre e ICMBio – Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense
Além da distribuição dos itens essenciais, a expedição que teve início em Cáceres, no dia 24 de março, com o carregamento dos produtos, ofereceu atendimentos de cidadania e assistência social, como orientações sobre o Cadastro Único (CadÚnico) e programas sociais. A iniciativa tem impacto direto na vida das populações atendidas, especialmente por levar os serviços até as comunidades, muitas delas de difícil acesso, evitando o deslocamento até os centros urbanos.
“A cada ação nos aproximamos ainda mais das comunidades. Essa mobilização contou com esforços da Setasc e o apoio da Marinha, o que demonstra o quanto é importante estar próximo das famílias que vivem em regiões mais distantes. Com as missões conseguimos identificar diferentes situações, e que posteriormente, poderemos auxiliar ainda mais”, afirmou a primeira-dama Virginia Mendes.
Ao todo, foram atendidas as comunidades Indígenas Aterradinho e São Domingos, da etnia Guató; além das comunidades Perigara, Laranjal, Moquem, Porto da Manga, Piraim, Cuiabá Velho, Cuiabá Mirim e Estirão Comprido.
Com essa ação, a Setasc e a Marinha do Brasil reforçam seu compromisso com a cidadania e a melhoria da qualidade de vida das populações mais isoladas do Estado.
Foto: Layse Ávila | Setasc-MT
Nilma Maria Martins, de 70 anos, moradora da comunidade Perigara, no Pantanal mato-grossense, expressou sua gratidão pela ação realizada pelo Programa SER Família Solidário, que levou cestas básicas e kits de higiene até a região.
“Eu nasci aqui e amo esse Pantanal. Essa ajuda para nós aqui é uma bênção. Pensa numa coisa boa que vocês estão fazendo, trazendo esse apoio para a gente. O acesso até aqui é muito difícil, e agora nem barco está passando para a gente conseguir buscar alguma coisa. Então, é muito bom, é muito gratificante. Só Deus para abençoar”, afirmou emocionada.
Ela também aproveitou para deixar uma mensagem especial ao governador Mauro Mendes e à primeira-dama, Virginia Mendes.
“Governador Mauro e dona Virginia, eu adoro vocês. Sou muito fã da senhora. Que Deus abençoe muito vocês por tudo isso que estão fazendo pela gente”, completou dona Nilma.
Foto: Layse Ávila | Setasc-MT
Para o cacique da Aldeia Aterradinho, da etnia Guató, Carlos Henrique Alves de Arruda, a ação realizada pelo Governo do Estado em parceria com a Marinha do Brasil representa um importante apoio para a comunidade.
“É muito importante essa ajuda, e a gente recebe de braços abertos. Para nós aqui é muito difícil, o acesso à cidade é muito longe, então essa ajuda comunitária veio em boa hora. Como sempre digo nas minhas reuniões, o governo tem sido um parceiro da gente”, afirmou o cacique.
Ele também destacou a importância da presença da Marinha nas ações voltadas às comunidades indígenas.
“Espero que essa campanha se prolongue por muitas décadas, muitos anos junto com o governo do Estado. E a Marinha do Brasil, mais uma vez, está cumprindo um papel muito importante com a gente. Só tenho a agradecer ao Estado e à Marinha do Brasil, que estão sempre com a gente. É muito importante para nós, a comunidade Guató. Só temos a agradecer”, completou Carlos Henrique.
A secretária de Assistência Social e Cidadania de Mato Grosso, Cel. Grasi Paes, destacou que a Expedição Piquiri tem como objetivo principal promover dignidade às populações mais isoladas do Estado, por meio da entrega de insumos essenciais e da oferta de serviços de assistência social.
“Pensamos essa expedição em conjunto com a Marinha do Brasil como uma forma de chegar até comunidades de difícil acesso, levando segurança alimentar com a entrega de cestas de alimentos e kits de higiene e limpeza, além dos cobertores e filtros. Além disso, tivemos a oportunidade de conhecer de perto a realidade das famílias, ouvir suas demandas e garantir direitos básicos a essas populações. Agradeço o apoio de todos os parceiros que tornaram essa ação possível”, ressaltou a secretária.
Foto: Layse Ávila | Setasc-MT
Na Comunidade Laranjal, no município de Poconé, Luzia Catarina de Sousa vive há quase seis anos na região e foi uma das beneficiadas com a entrega de cestas básicas promovida pelo Governo do Estado. Para ela, a ação chegou como uma verdadeira bênção. De acordo com ela, os alimentos irão ajudar não só a ela, mas também aos familiares que vive na mesma residência.
“Primeiramente a gente agradece a Deus e pelas pessoas que estão ajudando a comunidade. Eu tenho meus netos que moram comigo. São três netos lá em casa, além de mim e do meu esposo. Não somos aposentados e essa ajuda da primeira-dama foi uma bênção. Que Deus a abençoe grandemente porque essa foi uma ajuda imensa. A equipe foi maravilhosa. Todo mundo foi bem atendido, com respeito e o principal, ninguém ficou sem o seu alimento. Saímos daqui felizes”, contou emocionada.
Segundo o Suboficial-Mor Clodoaldo Aciole, a embarcação Piquiri, utilizada durante a Expedição Perigara, é uma agência escola flutuante da Marinha do Brasil com papel fundamental na promoção da inclusão e capacitação das comunidades ribeirinhas.
“A embarcação Piquiri tem como missão principal levar cursos de ensino profissional marítimo às comunidades ribeirinhas, formando e capacitando novos aquaviários. Com o apoio da Setasc, definimos que a Agência Escola Flutuante também prestaria apoio logístico à expedição. Percorremos mais de mil quilômetros, atendendo diversas comunidades ao longo da baixada cuiabana, na calha do rio Cuiabá. É uma ação que reforça o compromisso da Marinha com o bem-estar das populações que vivem em regiões de difícil acesso”, completou.
Foto: Layse Ávila | Setasc-MT
Participaram da expedição também as assistentes sociais da Setasc, Vânea Conceição e Graciele Meira; além da tripulação da Agência Escola Flutuante “Piquiri”, SO-MO Clodoaldo Aciole da Silva; SO-CO Everaldo Climaco Nascimento; 1º Sargento-EL Anderson Alencar Batista; 3º Sargento-MR Júlio César Gomes do Nascimento; 3º Sargento-MO Marcos Vinícius Pereira Gregório; Cabo-CN Thaynan dos Santos Vicente; Cabo-MO Jonathan da Silva Fidelis; Marinheiro-RC Arthur do Amaral Moro Benevides; de representantes da Capitania Fluvial do Mato Grosso – CFMT: SO-MR Luciano Lima de Farias e 3º Sargento-MO Luã Marley Caldas Freitas.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Polícia Civil cumpre 21 mandados contra grupo suspeito de golpes e lavagem de dinheiro
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6.5), a Operação Janus, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso estruturado para a prática de crimes de estelionato, integração a organização criminosa e lavagem de capitais.
Na operação, são cumpridos 21 mandados de busca e apreensão e o bloqueio de contas bancárias de 21 suspeitos, além de ter sido decretada a indisponibilidade de valores até o limite de R$ 160 mil, com o fim de assegurar a recuperação dos ativos ilícitos e o ressarcimento dos prejuízos causados às vítimas.
As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias de Cuiabá, com base em investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, que evidenciou a atuação coordenada e reiterada do grupo criminoso.
Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio do Leverger, além de cidades dos Estados de Minas Gerais e do Acre.
Modo de atuação
De acordo com as investigações, no mês de janeiro de 2024, duas vítimas foram alvos do denominado “golpe do terceiro intermediário”, modalidade de fraude caracterizada pela intermediação enganosa entre comprador e vendedor de veículo. Os golpistas simulam negociações legítimas para induzir as partes ao erro e obter vantagem ilícita.
No curso das diligências, foi possível identificar o principal articulador do esquema criminoso, responsável pela criação de perfis falsos em redes sociais e pela coordenação das transações fraudulentas.
Os demais investigados atuavam como titulares de contas bancárias utilizadas para o recebimento dos valores ilícitos, ou como operadores na cadeia de lavagem de capitais. Ao todo, apurou-se a movimentação de aproximadamente R$ 160 mil, quantia subtraída das vítimas.
Lavagem de dinheiro
As investigações também revelaram que o grupo operava uma estrutura sofisticada de lavagem de dinheiro, utilizando múltiplas contas bancárias distribuídas em diversos estados do país, incluindo Mato Grosso, Minas Gerais, Acre, Rondônia e Rio de Janeiro.
Os valores eram submetidos a um processo de triangulação financeira, por meio de transferências sequenciais e fracionadas, com o objetivo de dificultar o rastreamento e a identificação da origem ilícita dos recursos.
O delegado Bruno Palmiro, responsável pelas investigações, destaca que a Operação Janus representa mais uma ação estratégica no enfrentamento qualificado aos crimes patrimoniais e financeiros.
“Especialmente aqueles praticados por meio de fraudes eletrônicas e estruturas organizadas, reafirmando o compromisso da Polícia Civil com a repressão à criminalidade complexa e a proteção do patrimônio da sociedade”, disse o delegado.
Operação Janus
O nome da operação, “Janus”, faz referência a Jano, tradicionalmente representado com duas faces, e remete ao modus operandi do golpe do terceiro intermediário, no qual o fraudador se apresenta de forma distinta para cada uma das vítimas, conseguindo enganar tanto o vendedor quanto o comprador do veículo, manipulando informações e conduzindo a negociação de maneira fraudulenta.
Fonte: Governo MT – MT
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