VÁRZEA GRANDE
Prefeita e governador vistoriam obras do Parque Tecnológico, IFMT e ponte do Rodoanel
VÁRZEA GRANDE
Obras estruturantes que estão sendo realizadas em parceria e que vão transformar a mobilidade, a empregabilidade e a educação de Várzea Grande
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), junto ao governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (UB), vistoriaram diversas obras estruturantes dentro do município. A comitiva visitou as obras do Parque Tecnológico, do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) e da ponte do Rodoanel.
Conforme a prefeita, a parceria entre o governo de Mato Grosso e a Prefeitura tem rendido muitos benefícios à Várzea Grande. “Temos diversas obras em andamento que beneficiarão nossos munícipes, além destas visitadas, como por exemplo, a ponte Sarita Baracat, que liga o Parque do Lago ao Parque Atalaia. Vamos ainda ter muitas outras obras, que já estou solicitando junto ao governador, que podem ser atendidas”, relata Moretti.
Com um prédio de 3.900 metros quadrados (m²), o Parque Tecnológico de Várzea Grande promete trazer desenvolvimento tecnológico e econômico ao município. O local, deve receber o curso de Inteligência Artificial do IFMT, além de já haver empresas russas e israelenses de tecnologias que querem estar instaladas no município.
“Aqui, será um novo marco para Várzea Grande e para Mato Grosso. Fico feliz de ver essa obra se tornando realidade. Nós teremos um auditório, um centro de eventos para 400 pessoas, um espaço de descompressão muito interessante, algo como se você estivesse nos grandes parques tecnológicos do mundo. A ideia é que você entre lá e a cabeça já fique disruptiva. O Parque Tecnológico vai ser uma virada de chave Várzea Grande e para Mato Grosso”, afirma o governador Mauro Mendes.
Na ponte do Rodoanel, mais uma ponte sobre o rio Cuiabá, localizada próximo ao encontro do Rodoanel com a Avenida Antártica, em Cuiabá. Essa obra foi iniciada em 2006, mas ficou paralisada por muitos anos. “Essa obra é fundamental, pois ligará Cuiabá e Várzea Grande para desafogar o trânsito de veículos pesados de dentro das duas cidades. Teremos mais desenvolvimento, mais economia, além de uma melhor mobilidade urbana no nosso município”, relata a prefeita Flávia Moretti.
Também participaram da vistoria, o vice-prefeito de Várzea Grande, Tião da Zaeli (PL), o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi (PSB), os deputados estaduais, Fábio Tardin (PSB), Júlio Campos (UB) e Chico Guarnieri (PRD).
VÁRZEA GRANDE
Afroteca inspira expansão do acervo negro nas bibliotecas de Várzea Grande
O sucesso da Afroteca, inaugurada recentemente na Biblioteca Pública Municipal Professora Laurinda Coelho Pereira, em Várzea Grande, já inspira uma nova etapa do projeto: a ampliação do acervo para outros equipamentos públicos de leitura do município.
Criada por meio de uma parceria entre a Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), e o Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (CMPIR/VG), a Afroteca foi inaugurada no dia 10 de setembro e reúne um acervo dedicado à história, à cultura, à memória e à produção intelectual negra.
A proposta agora é descentralizar esse conhecimento e ampliar o acesso de crianças, adolescentes e moradores a obras que apresentam diferentes perspectivas sobre a população negra, suas trajetórias, conquistas, personagens e contribuições para a sociedade.
Segundo a superintendente de Cultura, Lu Arruda, a ampliação será realizada de acordo com o perfil de cada equipamento. Na Biblioteca Inhazinha, por exemplo, o foco será o público infantojuvenil, que possui grande circulação no espaço.
“Como temos um público infantojuvenil muito grande e uma rotatividade bastante significativa de crianças e adolescentes, vamos levar para lá acervos voltados especificamente para esse público. A linguagem precisa conversar com essas idades e despertar o interesse pela leitura”, explicou Lu Arruda.
O projeto também deverá chegar ao Centro Cultural, que receberá um ponto de leitura com obras diversificadas. A intenção é que a Afroteca esteja presente ainda no futuro Céu da Cultura, previsto para a região do Chapéu do Sol, que contará com uma nova biblioteca, além de espaços para teatro, audiovisual e outras atividades culturais.
“A Afroteca também estará presente no Céu da Cultura. Será uma biblioteca muito ampla, com acervo atualizado e diversos espaços para atender a população”, destacou a superintendente.
A expansão não ficará restrita ao acervo sobre cultura negra. A proposta da Superintendência de Cultura é aproveitar os equipamentos de leitura para valorizar também a história e a identidade dos diferentes bairros e regiões de Várzea Grande.
A iniciativa pretende aproximar o leitor da própria realidade. Ao encontrar na biblioteca histórias sobre seu bairro, sua comunidade, sua cultura e pessoas que fazem parte daquela trajetória, o morador passa a reconhecer o espaço público de leitura também como um lugar de pertencimento.
Para a secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, ampliar o acesso aos livros e incentivar a leitura desde os primeiros anos é uma responsabilidade que precisa ser assumida pelo poder público.
“Valorizar a leitura desde a infância é investir na formação de cidadãos mais conscientes, curiosos e preparados para compreender o mundo ao seu redor. E essa formação também passa pela possibilidade de nossas crianças e adolescentes encontrarem nos livros diferentes histórias, culturas e personagens nos quais possam se reconhecer. É uma obrigação do poder público estar atento a essa questão e criar cada vez mais oportunidades de acesso à leitura e ao conhecimento”, destacou Maria Fernanda.
A secretária ressalta ainda que a política de leitura precisa estar presente não apenas nas escolas, mas também nos espaços culturais e bibliotecas, ampliando as possibilidades de acesso aos livros para toda a comunidade.
Afroteca ganha novos caminhos após reconhecimento do público
A decisão de ampliar o projeto surgiu após a receptividade positiva durante a inauguração da Afroteca na Biblioteca Laurinda Coelho Pereira. Para Lu Arruda, o resultado mostrou que havia uma demanda por representatividade dentro dos equipamentos públicos.
“Foi um sucesso. As pessoas se sentiram representadas dentro da biblioteca. Esse é o diferencial: quando conseguem se conectar com um equipamento público, percebem que aquele espaço também pertence a elas”, afirmou.
Com a ampliação, a Prefeitura pretende transformar a Afroteca em uma rede de acesso à história, à cultura e à literatura negra, conectando diferentes regiões de Várzea Grande e fortalecendo as bibliotecas e os pontos de leitura como espaços de conhecimento, identidade e pertencimento.
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