MATO GROSSO
Polícia Civil localiza comércio ilegal e apreende 99 galões de agrotóxicos em Matupá
MATO GROSSO
¿A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Matupá (a 695 km de Cuiabá), localizou, na manhã desta terça-feira (11.3), um comércio irregular de agrotóxicos e apreendeu 99 galões, que totalizam 1.980 litros de fertilizantes irregulares.
As investigações começaram após a Polícia Civil receber denúncias de que uma mercearia de Matupá estaria armazenando e comercializando agrotóxicos irregularmente. A equipe da Delegacia de Matupá acionou o apoio de fiscais do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT) e foi até o local averiguar a procedência da denúncia.
No comércio, os policiais e os fiscais do Indea encontraram o proprietário, que informou que havia 99 galões, cada um com capacidade para 20 litros do produto, que haviam sido enviados por um conhecido dele do Mato Grosso do Sul.
Ele disse também que tinha intenção de abrir um comércio de fertilizantes em Matupá e que estava somente armazenando os agrotóxicos na mercearia para, posteriormente, abrir esse estabelecimento irregular.
O fiscal do Indea orientou que os agrotóxicos não podiam ser armazenados no local, tanto por não ter autorização do órgão competente, quanto por não ter rótulos nos galões.
Diante do flagrante, o proprietário do estabelecimento foi detido e encaminhado para a delegacia pela prática do crime de armazenar ou comercializar agrotóxicos não registrados ou não autorizados, nos termos do artigo 56, da Lei 14.785/2023.
Ao todo, foram apreendidos cerca de 1.980 litros de agrotóxicos e aplicada multa administrativa pela fiscalização do Indea no valor de R$ 250 mil.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Polícia Civil cumpre 21 mandados contra grupo suspeito de golpes e lavagem de dinheiro
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6.5), a Operação Janus, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso estruturado para a prática de crimes de estelionato, integração a organização criminosa e lavagem de capitais.
Na operação, são cumpridos 21 mandados de busca e apreensão e o bloqueio de contas bancárias de 21 suspeitos, além de ter sido decretada a indisponibilidade de valores até o limite de R$ 160 mil, com o fim de assegurar a recuperação dos ativos ilícitos e o ressarcimento dos prejuízos causados às vítimas.
As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias de Cuiabá, com base em investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, que evidenciou a atuação coordenada e reiterada do grupo criminoso.
Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio do Leverger, além de cidades dos Estados de Minas Gerais e do Acre.
Modo de atuação
De acordo com as investigações, no mês de janeiro de 2024, duas vítimas foram alvos do denominado “golpe do terceiro intermediário”, modalidade de fraude caracterizada pela intermediação enganosa entre comprador e vendedor de veículo. Os golpistas simulam negociações legítimas para induzir as partes ao erro e obter vantagem ilícita.
No curso das diligências, foi possível identificar o principal articulador do esquema criminoso, responsável pela criação de perfis falsos em redes sociais e pela coordenação das transações fraudulentas.
Os demais investigados atuavam como titulares de contas bancárias utilizadas para o recebimento dos valores ilícitos, ou como operadores na cadeia de lavagem de capitais. Ao todo, apurou-se a movimentação de aproximadamente R$ 160 mil, quantia subtraída das vítimas.
Lavagem de dinheiro
As investigações também revelaram que o grupo operava uma estrutura sofisticada de lavagem de dinheiro, utilizando múltiplas contas bancárias distribuídas em diversos estados do país, incluindo Mato Grosso, Minas Gerais, Acre, Rondônia e Rio de Janeiro.
Os valores eram submetidos a um processo de triangulação financeira, por meio de transferências sequenciais e fracionadas, com o objetivo de dificultar o rastreamento e a identificação da origem ilícita dos recursos.
O delegado Bruno Palmiro, responsável pelas investigações, destaca que a Operação Janus representa mais uma ação estratégica no enfrentamento qualificado aos crimes patrimoniais e financeiros.
“Especialmente aqueles praticados por meio de fraudes eletrônicas e estruturas organizadas, reafirmando o compromisso da Polícia Civil com a repressão à criminalidade complexa e a proteção do patrimônio da sociedade”, disse o delegado.
Operação Janus
O nome da operação, “Janus”, faz referência a Jano, tradicionalmente representado com duas faces, e remete ao modus operandi do golpe do terceiro intermediário, no qual o fraudador se apresenta de forma distinta para cada uma das vítimas, conseguindo enganar tanto o vendedor quanto o comprador do veículo, manipulando informações e conduzindo a negociação de maneira fraudulenta.
Fonte: Governo MT – MT
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