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Sala de acolhimento do Hospital Regional de Sinop atendeu 38 mulheres vítimas de violência

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O Hospital Regional de Sinop, administrado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), realizou, de agosto de 2023 a novembro de 2024, cerca de 38 atendimentos às mulheres vítimas de violência. Os atendimentos ocorreram por meio da Sala Lilás, um espaço com profissionais capacitados para realizar o acolhimento das vítimas.

A Sala Lilás da unidade foi inaugurada em agosto de 2023 e conta com médicos, enfermeiros, assistentes sociais e psicólogos, que realizam o atendimento multiprofissional e simultâneo à paciente. Desta forma, ela não precisa reviver o caso de violência ao passar por cada profissional.

O espaço é apoiado pela Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher de Sinop. O objetivo é que o espaço seja um ambiente tranquilo, para que a paciente se sinta confortável ao relatar a violência, tendo a sua identidade preservada.

O diretor do Hospital Regional de Sinop, Jean Alencar, comenta sobre os atendimentos prestados na Sala Lilás.

“A Sala Lilás é um ambiente seguro para todas as mulheres vítimas de violência sexual, onde elas podem receber atendimento reservado, tendo a sua identidade protegida. Todos os profissionais da sala estão capacitados para prestar os atendimentos necessários. Elas também podem ser encaminhadas ao hospital pelo Corpo de Bombeiros, Polícia Civil ou Militar”, ressaltou Jean.

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Ainda de acordo com Jean, as mulheres são encaminhadas direto para a sala, sem necessidade de citar o acontecido. Em casos mais graves, o hospital também está capacitado para prestar todos os demais atendimentos necessários.

O Hospital Regional de Sinop é referência no atendimento de mulheres vítimas de violência, mas o acolhimento de mulheres vítimas de violência sexual pode ser feito em qualquer Unidade Básica de Saúde, sem agendamento prévio.

Fonte: Governo MT – MT

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Polícia Civil cumpre 21 mandados contra grupo suspeito de golpes e lavagem de dinheiro

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6.5), a Operação Janus, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso estruturado para a prática de crimes de estelionato, integração a organização criminosa e lavagem de capitais.

Na operação, são cumpridos 21 mandados de busca e apreensão e o bloqueio de contas bancárias de 21 suspeitos, além de ter sido decretada a indisponibilidade de valores até o limite de R$ 160 mil, com o fim de assegurar a recuperação dos ativos ilícitos e o ressarcimento dos prejuízos causados às vítimas.

As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias de Cuiabá, com base em investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, que evidenciou a atuação coordenada e reiterada do grupo criminoso.

Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio do Leverger, além de cidades dos Estados de Minas Gerais e do Acre.

Modo de atuação

De acordo com as investigações, no mês de janeiro de 2024, duas vítimas foram alvos do denominado “golpe do terceiro intermediário”, modalidade de fraude caracterizada pela intermediação enganosa entre comprador e vendedor de veículo. Os golpistas simulam negociações legítimas para induzir as partes ao erro e obter vantagem ilícita.

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No curso das diligências, foi possível identificar o principal articulador do esquema criminoso, responsável pela criação de perfis falsos em redes sociais e pela coordenação das transações fraudulentas.

Os demais investigados atuavam como titulares de contas bancárias utilizadas para o recebimento dos valores ilícitos, ou como operadores na cadeia de lavagem de capitais. Ao todo, apurou-se a movimentação de aproximadamente R$ 160 mil, quantia subtraída das vítimas.

Lavagem de dinheiro

As investigações também revelaram que o grupo operava uma estrutura sofisticada de lavagem de dinheiro, utilizando múltiplas contas bancárias distribuídas em diversos estados do país, incluindo Mato Grosso, Minas Gerais, Acre, Rondônia e Rio de Janeiro.

Os valores eram submetidos a um processo de triangulação financeira, por meio de transferências sequenciais e fracionadas, com o objetivo de dificultar o rastreamento e a identificação da origem ilícita dos recursos.

O delegado Bruno Palmiro, responsável pelas investigações, destaca que a Operação Janus representa mais uma ação estratégica no enfrentamento qualificado aos crimes patrimoniais e financeiros.

“Especialmente aqueles praticados por meio de fraudes eletrônicas e estruturas organizadas, reafirmando o compromisso da Polícia Civil com a repressão à criminalidade complexa e a proteção do patrimônio da sociedade”, disse o delegado.

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Operação Janus

O nome da operação, “Janus”, faz referência a Jano, tradicionalmente representado com duas faces, e remete ao modus operandi do golpe do terceiro intermediário, no qual o fraudador se apresenta de forma distinta para cada uma das vítimas, conseguindo enganar tanto o vendedor quanto o comprador do veículo, manipulando informações e conduzindo a negociação de maneira fraudulenta.

Fonte: Governo MT – MT

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