MATO GROSSO
MT é o Estado em que menos cresceu a arrecadação no país
MATO GROSSO
O Estado de Mato Grosso foi o que teve o menor crescimento percentual de arrecadação no país, entre agosto de 2023 a agosto de 2024. Os dados são do Tesouro Nacional, e apontam variação de 0,72% no período.
Apesar do crescimento modesto da Receita Corrente Líquida (RCL), Mato Grosso segue controlando suas finanças de forma responsável.
Segundo o governador Mauro Mendes, ter a menor variação real de RCL entre os estados brasileiros reforça a necessidade de uma projeção conservadora para o orçamento de 2025.
“Nosso governo sempre trabalhou de forma séria com as contas, aplicando corretamente os recursos e, por isso, temos receita e despesa equilibradas, mesmo com a arrecadação mais baixa. E esse cuidado será mantido no orçamento, que é tudo aquilo que arrecadamos e gastamos, para o próximo ano”, afirmou o governador.
Conforme o Tesouro Nacional, apesar da arrecadação ter sido a menor, Mato Grosso apresenta o melhor índice entre os estados na relação Dívida Consolidada/RCL, o que significa que a dívida está controlada e proporcional à capacidade de arrecadação do Estado.
Para 2025, o Governo prevê mais de R$ 37 bilhões referentes às receitas e despesas do Estado, dos quais R$ 4,5 bilhões serão destinados a investimentos, mantendo a meta de aplicar pelo menos 15% da receita líquida do Estado em melhorias para a população.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
“Essa oficina é mais que capacitação, é mudança real na vida dessas mulheres”, diz diretora de penitenciária feminina
Projeto da Secretaria de Estado de Justiça de Mato Grosso (Sejus-MT) em parceria com a Fundação Nova Chance, a fábrica e oficina-escola de costura da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá recebeu R$ 6,8 milhões de investimentos em obras físicas. Com 91 máquinas de costura, além de estrutura completa para produção, a proposta prevê a oferta de 120 vagas de trabalho remunerado para reeducandas, com jornada diária de oito horas.
A inauguração da fábrica e oficina-escola de costura aconteceu na quinta-feira (23.4). A diretora da unidade, Keily Marques destacou o objetivo do projeto, que envolve políticas públicas e transformação social. Para ela, o investimento vai muito além da atividade em si.
“Esse investimento não aconteceu porque costura é uma coisa de mulheres, ele aconteceu porque todo investimento que é feito em mulheres é investimento que dá resultado, que impacta a sociedade”, afirmou.
Mais do que capacitação técnica, a iniciativa busca promover autonomia e reconstrução de trajetórias.
“A ressocialização se constrói com oportunidades reais, oportunidades verdadeiras e políticas públicas eficientes. Eu parabenizo especialmente essas mulheres que hoje são as primeiras a conquistarem a certificação. Que elas aproveitem a oportunidade porque cada aprendizado adquirido aqui pode representar um longo caminho e o passado não define o futuro de ninguém”, destacou Keily.
A diretora também ressaltou o esforço coletivo para tirar o projeto do papel.
“Para tudo isso se tornar realidade foi preciso muito esforço e empenho. Cerca de 90% do nosso quadro funcional é composto por mulheres, fortes, guerreiras, que junto com os homens valorosos formam um time de excelência”, disse, ao reconhecer o trabalho da equipe da unidade, formada majoritariamente por mulheres.
A qualificação inicial foi realizada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, com 20 internas já capacitadas para atuar como multiplicadoras dentro da penitenciária. A produção será destinada à confecção de uniformes escolares para a rede estadual, integrando políticas públicas e gerando economia.
Para Keily, o projeto também ressignifica o papel do sistema prisional.
“Essa unidade, além de acolher mulheres em cumprimento de pena, também acolhe histórias e possibilidades de recomeços. Hoje celebramos esperança, oportunidade e transformação. Trata-se de transformação humana e isso só é possível por meio de trabalho e estudo”, afirmou.
Com a expectativa de atender inicialmente mais de 50% da população carcerária da unidade, a iniciativa reforça a ideia de que investir em mulheres, especialmente em contextos de vulnerabilidade, é uma estratégia com efeitos que ultrapassam os muros do sistema prisional e alcançam toda a sociedade.
Fonte: Governo MT – MT
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