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Polícias Civil e Militar prendem integrante de facção criminosa em Itaúba

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MATO GROSSO

Um traficante foi preso nesta quinta-feira (24.10), no município de Itaúba (a 600 km de Cuiabá), durante ação integrada da Polícia Civil e Polícia Militar.

O suspeito, de 34 anos, foi autuado em flagrante por tráfico de drogas e ameaça no âmbito da violência doméstica e familiar. Com ele, foram apreendidas várias porções de pasta base de cocaína e dinheiro.

Conforme a Delegacia de Itaúba, um homem foi preso em flagrante por furtar fios elétricos (cobre) de uma escola estadual e contou que praticou o furto a mando do traficante integrante de facção criminosa, durante interrogatório.

Com base nas informações, os policiais civis e militares foram até o endereço do suposto traficante. Eles foram recebidos pelo morador e sua companheira. Na casa, foram encontrados envelopes e pedaços de sacolas plásticas com o entorpecente, além de uma mochila com mais droga.

Na ocasião, a mulher disse que seu companheiro comercializa as substâncias ilícitas escondido dela, bem como ela estava pedindo para ir embora da casa há mais de duas semanas.

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Diante dos fatos, o suspeito foi levado para Delegacia de Itaúba, com todo material apreendido, interrogado e preso por tráfico de drogas e responderá por ameaça conforme Lei Maria da Penha.

Fonte: Governo MT – MT

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MP MT

Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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