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Viagem de fim de ano: pesquisa sugere datas com passagens menos caras

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Viagem de fim de ano: pesquisa sugere datas com passagens menos caras
DA REDAÇÃO

Viagem de fim de ano: pesquisa sugere datas com passagens menos caras

Não é nenhuma novidade: os preços das passagens aéreas decolam (com o perdão do trocadilho) no final do ano. Pensando nisso, o buscador de voos Kayak fez um levantamento das variações de preço no período entre entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025. Veja, a seguir, algumas conclusões da pesquisa que podem ajudar a gastar um pouco menos nas férias de verão:

1. Viaje na primeira semana de dezembro ou na última de janeiro

Para evitar a alta dos preços, a dica número um é viajar na primeira semana de dezembro ou nas duas últimas semanas de janeiro. As passagens nesses períodos estão, em média, um terço mais baratas do que nas semanas de pico, próximas ao Natal e Ano Novo.

Por exemplo, na última semana de janeiro, que geralmente tem os preços mais baixos, a passagem doméstica de ida e volta em classe econômica custa em média R$ 1.161, enquanto na semana antes do Natal, o valor chega a R$ 1.781, o mais alto registrado no Kayak.

Já nas rotas internacionais, o preço médio para voos na semana de 20 de janeiro é R$ 4.468 e por volta de 16 de dezembro, sobe para R$ 5.581.

2. Prefira passar o Natal no exterior e o Ano Novo no Brasil

As viagens de avião dentro do Brasil saem mais caras perto do Natal do que perto do Ano Novo.

A lógica é contrária quando o assunto são passagens aéreas para o exterior: nesse caso, sai mais mais caro viajar perto do Ano Novo e mais barato no Natal.

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Faz sentido, já que muita gente prefere passar o Natal em família, que geralmente está no Brasil.

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3. Viaje nas vésperas

Para conseguir as melhores tarifas para viajar dentro do Brasil perto do Natal, é preciso esperar até a véspera. O preço médio, de R$ 1.606, representa uma queda de 8% em relação aos dias anteriores.

Se tiver que escolher entre viajar no Natal ou no Ano Novo, opte pelo Ano Novo e embarque na noite da virada. Esse é o momento em que com a passagem fica mais barata: em média R$ 1.434, uma queda de 18%.

Mas claro que passar o último dia do ano no aeroporto não é o melhor dos cenários. A boa notícia é que mesmo voando nos dias 29 e 30 de dezembro é possível encontrar boas ofertas, com passagens de ida e volta em classe econômica a uma média de R$ 1.617 e R$ 1.589, respectivamente.

Nos voos internacionais, a dica de voar na véspera do Natal se repete. As passagens saem por uma média de R$ 5.345, comparada a R$ 5.771 três dias antes.

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Os preços caem ainda mais conforme se aproxima o Ano Novo, atingindo uma média de R$ 5.088 no dia 29 de dezembro. Nos dois dias seguintes, incluindo a noite de Ano Novo, os preços sobem um pouco, mas ainda permanecem mais baixos do que na véspera de Natal.

2023 x 2024

O Kayak também comparou os preços das passagens aéreas no fim de ano em relação ao ano passado e a conclusão foi que está tudo mais ou menos na mesma.

Os preços dos voos nacionais durante o período de Natal e Ano Novo apresentaram uma leve queda em comparação com 2023: o preço médio foi de R$ 1.805 em 2023 para R$ 1.799 em 2024, ou seja, uma redução pouco significativa.
Já o preço médio dos voos internacionais durante o fim de ano sofreu apenas uma pequena variação em relação a 2023 – desta vez, com um aumento médio de 8%. A média foi de R$ 4.540 em 2023 para R$ 4.907 em 2024.

Veja mais dicas em Manual do Viajante

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Fonte: Turismo

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Caminhos da Serra do Mar: conheça a trilha de longo curso desenhada à sombra do pico Dedo de Deus

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Quem decide se aventurar pelas montanhas da Região Serrana e da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, logo encontra a sinalização amarela, característica das trilhas de longo curso brasileiras. Em meio ao contorno da tradicional pegada de bota, um detalhe marcante simboliza a identidade do trajeto: os raios do sol se pondo suavemente atrás do pico Dedo de Deus. 

Essa marca guia os passos dos visitantes na rota Caminhos da Serra do Mar, modalidade exclusiva para caminhada, que abrange cerca de 300 km de extensão.

A trilha tem início no distrito de Suruí, no município de Magé, e segue até Nova Friburgo. Ao longo do percurso, o caminhante atravessa diversos ecossistemas da Mata Atlântica, como matas de encosta, campos de altitude, paredões rochosos, picos, poços e cachoeiras, chegando à majestosa Pedra do Sino, com 2.275 metros de altitude.

A rota atravessa diversos municípios fluminenses, incluindo Magé, Petrópolis, Teresópolis, Guapimirim e Nova Friburgo e passa pelas Unidades de Conservação do Mosaico da Mata Atlântica Central Fluminense, integrando áreas como o Parque Nacional da Serra dos Órgãos (PARNASO), o Parque Estadual dos Três Picos,  as áreas de proteção ambiental de Petrópolis e Macaé de Cima, Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), vilarejos e propriedades privadas.

A versatilidade é um dos pontos fortes dos Caminhos da Serra do Mar. A rota pode ser percorrida de forma contínua ou dividida em seções independentes. O primeiro núcleo da trilha reúne itinerários como o Caminho do Ouro, a Travessia Cobiçado–Ventania, a trilha uricanal, o Morro do Açu, a Travessia Petrópolis–Teresópolis e a Pedra do Sino.

Caminho do Ouro (Atalho do Proença)

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Com cerca de 6 km de extensão, liga a Vila Inhomirim, em Magé, ao Alto da Serra, em Petrópolis. Aberto em 1723 para transportar o ouro de Minas Gerais até o Rio de Janeiro, o trecho é um mergulho na história colonial do país. Nele, o caminhante observa o calçamento da antiga estrada carroçável da Serra da Estrela e os vestígios da primeira ferrovia do país, que ligava o Porto de Mauá à Vila Inhomirim.

Travessia Cobiçado–Ventania

Com aproximadamente 12 km de extensão, em grande parte percorridos sobre cristas de montanhas, o percurso passa por cumes conhecidos, como o Pico do Cobiçado, o Morro dos Vândalos, a Pedra do Diabo, o Tridente e o Alto do Ventania (atingindo cerca de 1.740 metros de altitude), oferecendo paisagens panorâmicas das cidades do Rio de Janeiro e Petrópolis.

Trilha Uricanal

Ao longo de 6 km, faz a ligação estratégica entre os bairros do Caxambu e do Bonfim. Tem como marca registrada o acompanhamento do leito do rio, com poços e pequenas cachoeiras adequados para banho e descanso, além da opção de visita a um bosque de pinheiros centenários.

Morro do Açu

Com 2.216 metros de altitude, é acessado pela sede do PARNASO, no Vale do Bonfim, passa pela Cachoeira Véu de Noiva (30 metros de queda, ideal para a prática de rapel e cachoeirismo) e leva a formações rochosas dos Castelos do Açu. É muito procurada para pernoite e contemplação do nascer do sol.

Travessia Petrópolis–Teresópolis e a Pedra do Sino

Conecta o Morro do Açu à Pedra do Sino em um trajeto de 9 km pela parte alta da Serra dos Órgãos. O visitante percorre seis vales e campos de altitude repletos de plantas endêmicas, com vistas para até sete municípios fluminenses.

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O ponto alto do circuito é a Pedra do Sino, a 2.275 metros de altitude, marco do montanhismo nacional. A descida até a sede do PARNASO, em Teresópolis, se dá por 11,5 km de trilha, passando pela Cachoeira do Papel e se conectando ao trecho inicial da rota.

Como chegar e o que fazer

A rota pode ser acessada por diferentes municípios, como Magé, Petrópolis, Teresópolis, Guapimirim e Nova Friburgo. O viajante tem a liberdade de planejar desde passeios curtos de um dia até expedições de vários dias.

Entre as principais atividades disponíveis ao longo do trajeto estão:

  • Observação de fauna e flora

  • Observação de aves (birdwatching)

  • Mirantes e contemplação nos picos

  • Banhos de cachoeira e poços naturais

  • Visitas a grutas e museus históricos

Trilhas de longo curso

Atualmente, o Brasil conta com 246 trilhas, que passam por 327 unidades de conservação (UC). Juntas, as trilhas possuem mais de 25.000 km planejados. Cada rota é identificada por uma logomarca em formato de pegada, nas cores preta e amarela, que podem ser personalizadas inserindo, dentro do formato de pegada, um desenho próprio que a represente.

As atividades mais praticadas em uma trilha de longo curso são as caminhadas, não se resumindo a essa prática. O visitante pode encontrar diversas outras atividades, como cicloturismo, canoagem, montanhismo, observação de aves, corridas, campismo, observação de fauna, flora ou formações geológicas, dentre outros atrativos.

Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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