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Sistema Campo Limpo é modelo de sustentabilidade e inovação

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A sustentabilidade está na essência do Sistema Campo Limpo e permeia a atuação do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV) desde o início de suas operações em 2002. O Instituto não apenas garante a efetividade do processo de recebimento e destinação das embalagens de defensivos agrícolas, minimizando os impactos ambientais, como também trabalha para gerar valor à sociedade por meio da educação ambiental e para manter uma operação cada vez mais ecoeficiente.

Reforçando seu compromisso com a sustentabilidade, o inpEV se tornou signatário do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2019, comprometendo-se a cumprir e disseminar os dez princípios do pacto ligados aos direitos humanos e trabalhistas, à proteção do meio ambiente e ao combate à corrupção, além dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030.

“Em paralelo, continuamos apostando em nossa vocação inovadora para desenhar e testar novos processos capazes de aumentar o percentual de materiais destinados pelo Sistema que são reciclados e têm seu ciclo de vida estendido, potencializando a renda dos recicladores e os impactos positivos ao meio ambiente”, explica Marcelo Okamura, presidente do inpEV.

Sistema Campo Limpo

Destinar adequadamente as embalagens vazias de defensivos agrícolas é fundamental para garantir a conservação do meio ambiente e para a saúde humana. Nesse sentido, o Sistema Campo Limpo – programa brasileiro de logística reversa desses materiais e das sobras pós-consumo – promove a destinação ambientalmente correta de 100% das embalagens recebidas, sendo 97% recicladas e 3% incineradas.

Gerido pelo inpEV, o programa é um case de sucesso mundial em economia circular. Por meio de 10 recicladoras parceiras, o Sistema viabiliza a produção de 38 artefatos homologados que atendem diferentes setores. São geradas as novas embalagens de defensivos Ecoplástica, o sistema de vedação Ecocap, além de produtos para a construção civil (dutos corrugados e tubos para esgoto), transportes (caixa para bateria, dormentes ferroviários e postes de sinalização), setor energético (cruzetas para postes) e indústria moveleira (moldes em papelão para proteção industrial e de móveis).

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“Uma das principais conquistas do Sistema Campo Limpo é o seu impressionante índice de reciclagem, que alcança quase 100% das embalagens vazias recebidas. Isso é resultado do engajamento dos elos da cadeia produtiva (agricultores, indústrias fabricantes e registrantes, canais de distribuição e poder público), de sua capilaridade, eficiência e inovação nos processos. Ao longo de mais de 20 anos, foram investidos R$ 2 bilhões nesse programa que é uma referência mundial”, destaca Okamura.

Resultados e Expansão

Desde o início de sua operação, em 2002, o Sistema Campo Limpo já destinou, adequadamente, mais de 750 mil toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas. Só em 2023, foram 53,2 mil toneladas. O programa tem como base o princípio das responsabilidades compartilhadas entre todos os elos da cadeia produtiva, com apoio e fiscalização do poder público. Reúne mais de 256 associações de revendas e cooperativas e atende cerca de 2 milhões de propriedades rurais em todo o País, de acordo com o censo agrícola de 2017.

O Sistema está presente em todo o Brasil e conta com 416 unidades de recebimento, onde os agricultores podem devolver as embalagens vazias. Há ainda a possibilidade dessa entrega ser feita nos Recebimentos Itinerantes, que ocorrem em regiões distantes das unidades de recebimento e visam atingir os pequenos produtores.

“Seguimos acompanhando a expansão do agro, concluindo as obras de quatro novas centrais de recebimento nos estados de Mato Grosso do Sul, Tocantins e Rio Grande do Sul, que entraram em operação em janeiro e fevereiro de 2024, além de inaugurarmos quatro postos em Minas Gerais e no Pará”, reforça Okamura.

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Educação e Conscientização

Desde 2009, o inpEV leva conteúdos curriculares relacionados ao meio ambiente a alunos dos 4º e 5º anos do ensino fundamental e a seus professores, por meio do Programa de Educação Ambiental (PEA) Campo Limpo. A iniciativa já impactou mais de 2,5 milhões de estudantes em todo o Brasil. Só em 2023, o PEA alcançou mais de 261 mil alunos de 358 municípios.

A conscientização ambiental também é parte da programação do Dia Nacional do Campo Limpo (DNCL), celebrado em 18 de agosto. Nesta data, todos os elos da cadeia se reúnem para reforçar a integração, o engajamento e comemorar os resultados do Sistema Campo Limpo. Na edição de 2023, mais de 60 mil pessoas participaram das ações em 114 cidades, de 19 estados.

Legislação e Responsabilidade

Com mais de 20 anos de atuação, o inpEV – representante da indústria fabricante de defensivos no Sistema – é o responsável pela destinação ambientalmente correta das embalagens vazias e sobras pós-consumo no Brasil, processo estabelecido pela Lei Federal nº 14.785/23 e o Decreto Federal 4.074/02. É uma instituição sem fins lucrativos, formada por mais de 195 fabricantes e entidades representativas da indústria, canais de distribuição e agricultores.

Com uma trajetória marcada por inovação, eficiência e compromisso ambiental, o inpEV e o Sistema Campo Limpo continuam a consolidar seu papel como referências globais em sustentabilidade e economia circular, contribuindo significativamente para um futuro mais verde e consciente.

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Produtos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês

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Estabelecimentos brasileiros registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) que produzem produtos bovinos processados têm até as 18h desta segunda-feira (31.08) para manifestar interesse em participar da auditoria sanitária que o Japão realizará no Brasil e que poderá ampliar o acesso de produtos bovinos processados ao mercado japonês. A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro para aumentar a presença da pecuária nacional em um dos mercados de carne mais exigentes e valorizados do mundo.

A chamada foi aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para identificar estabelecimentos interessados e preparados para receber a missão japonesa. O trabalho será conduzido pelas autoridades sanitárias do Japão e deverá avaliar as condições brasileiras de produção e processamento.

A lista inclui produtos como carne bovina desidratada, conhecida internacionalmente como beef jerky, envoltórios bovinos submetidos a tratamento térmico e o chamado Prime Beef, produto elaborado a partir de colágeno bovino e extrato de carne.

O objetivo da auditoria é revisar o Programa de Verificação de Exportação (EVP, na sigla em inglês), conjunto de procedimentos que estabelece as condições que os estabelecimentos brasileiros precisam cumprir para vender determinados produtos ao Japão.

Na prática, uma avaliação favorável poderá permitir a inclusão de novos produtos e estabelecimentos brasileiros no comércio com o país asiático.

O prazo desta segunda-feira não significa, portanto, abertura automática do mercado. Ele representa uma etapa preparatória para a auditoria e para a negociação sanitária necessária antes da autorização das exportações.

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A movimentação ganha importância porque o Japão é fortemente dependente da importação de alimentos. Cerca de 60% das calorias consumidas pela população japonesa têm origem externa, ao mesmo tempo em que o país mantém padrões sanitários rigorosos para entrada de produtos agropecuários.

Na carne bovina, aproximadamente 70% do consumo japonês é abastecido por importações. Austrália e Estados Unidos estão entre os principais fornecedores, enquanto o Brasil ainda busca ampliar sua participação nesse mercado.

A abertura para a carne bovina brasileira in natura é uma negociação separada e muito mais ampla, que se arrasta há mais de duas décadas. Brasil e Japão decidiram acelerar as discussões e estabeleceram a realização de inspeções técnicas como uma das etapas necessárias para avançar na avaliação de risco.

Por isso, embora a auditoria relacionada ao prazo de segunda-feira seja destinada a produtos processados, o movimento ocorre dentro de uma aproximação sanitária e comercial mais abrangente entre os dois países.

Para a pecuária brasileira, conquistar espaço no Japão teria importância que vai além do volume vendido. O país asiático é considerado um mercado de elevado valor agregado e possui exigências sanitárias capazes de funcionar como referência para outros compradores.

A diversificação também ganhou importância neste segundo semestre. As exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 1,97 milhão de toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o setor enfrenta mudanças nas condições de acesso a alguns de seus principais destinos.

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Nesse cenário, ampliar o número de compradores reduz a dependência de poucos mercados e aumenta as alternativas comerciais dos frigoríficos. O efeito pode chegar ao pecuarista por meio de maior disputa pela matéria-prima e da valorização de animais que atendam às exigências dos destinos mais remuneradores.

A abertura de um mercado, entretanto, não termina com a autorização sanitária. Frigoríficos precisam cumprir requisitos específicos de produção, processamento, rastreabilidade e certificação para serem habilitados a exportar.

É justamente esse processo que começa agora para os produtos incluídos na chamada. Os estabelecimentos interessados devem encaminhar a documentação por meio do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do respectivo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), para que a manifestação chegue ao Mapa dentro do prazo.

Manifestações apresentadas depois das 18h desta segunda-feira não serão consideradas.

A auditoria japonesa será o passo seguinte. Se o resultado permitir a revisão das regras atuais, o Brasil poderá acrescentar novos produtos bovinos à pauta de exportações para o Japão enquanto continua negociando o objetivo de maior peso econômico para a pecuária nacional: a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira in natura.

Fonte: Pensar Agro

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