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Internacional vence clássico contra o Grêmio por 1 a 0 e sobe na tabela do Brasileirão

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Em uma tarde de clássico emocionante, o Internacional saiu vitorioso contra o Grêmio por 1 a 0, no Estádio Couto Pereira, em partida válida pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Gre-Nal foi marcado pela intensidade e disputa acirrada, mas o Colorado se destacou pela eficiência, contando com a colaboração do zagueiro gremista Gustavo Martins, que marcou um gol contra.

Com essa importante vitória, a equipe comandada por Eduardo Coudet subiu para a 6ª posição na tabela do Brasileirão, somando 17 pontos. Por outro lado, o Tricolor Gaúcho permanece na 19ª colocação, com apenas seis pontos conquistados. Ambos os times têm dois jogos a menos devido aos adiamentos causados pela forte chuva que atingiu o Rio Grande do Sul em maio.

O próximo desafio do Internacional será contra o Atlético-MG, atuando em casa, na próxima quarta-feira. Enquanto isso, o Grêmio enfrentará o Atlético-GO, também na quarta-feira, fora de casa.

No decorrer da partida, o primeiro tempo foi marcado pela disputa acirrada e poucas chances claras de gol para ambos os lados. Já na segunda etapa, o Grêmio assustou com uma finalização de João Pedro, mas foi o Internacional quem abriu o placar aos 19 minutos, com um gol contra de Gustavo Martins após uma jogada de Alan Patrick.

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Apesar das tentativas de reação do Grêmio nos minutos finais, o Internacional se manteve firme na defesa e garantiu a vitória. Uma partida emocionante e cheia de rivalidade que ficará marcada na memória dos torcedores.

FICHA TÉCNICA

GRÊMIO 0 X 1 INTERNACIONAL

Local: estádio Couto Pereira, em Curitiba (PR)
Data: 22/06/2024
Hora: 17h30 (de Brasília)
Árbitro: Ramon Abatti Abel (SC)
Assistentes: Guilherme Dias Camilo (MG) e Alex dos Santos (SC)
VAR: Igor Junio Benevenuto de Oliveira (MG)
Cartões amarelos: Pedro Geromel, Gustavo Nunes e Dodi (Grêmio); Fernando e Bustos (Internacional)

Gols: Gustavo Martins (contra), aos 19 do 2ºT (Internacional)

GRÊMIO: Marchesín, João Pedro (Fábio), Pedro Geromel, Gustavo Martins e Reinaldo; Dodi (Rodrigo Ely), Carballo (Edenilson) e Cristaldo; Pavón (Nathan Fernandes), Gustavo Nunes e Galdino (JP Galvão). Técnico: Renato Gaúcho

INTERNACIONAL: Fabrício, Bustos, Vitão, Fernando e Renê; Thiago Maia, Bruno Henrique (Aránguiz), Wanderson (Igor Gomes) e Wesley; Alan Patrick (Gabriel Mercado) e Alario (Lucca/Gustavo Prado). Técnico: Eduardo Coudet

Fonte: Esportes

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Botafogo SAF pede Recuperação Judicial: o que isso significa e quais podem ser os impactos no Fair Play Financeiro da CBF

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A notícia de que o Botafogo SAF protocolou um pedido de recuperação judicial pegou muita gente de surpresa — especialmente pelo contraste com o momento esportivo recente do clube. Mas, longe de ser um “fim da linha”, o movimento revela algo mais comum no mundo empresarial do que no futebol: a necessidade de reorganizar a casa antes que a situação saia do controle.

Na prática, a recuperação judicial funciona como uma espécie de “respiro”. Ela permite que a empresa — neste caso, a SAF — renegocie suas dívidas, reorganize pagamentos e ajuste seu fluxo de caixa sem interromper suas atividades. Traduzindo: o Botafogo continua jogando normalmente, pagando salários e disputando campeonatos, enquanto tenta colocar as contas em ordem nos bastidores.

O próprio clube deixa claro que a prioridade é manter tudo funcionando. E isso é importante destacar: não há, neste momento, qualquer impacto direto no desempenho esportivo ou no calendário. O torcedor não deve esperar punições imediatas ou algo que tire o time de competições.

Mas a pergunta inevitável é: como um clube que conquistou títulos importantes recentemente chega a esse ponto?

A resposta passa menos pelo campo e mais pela estrutura financeira. A SAF foi montada com uma expectativa de investimentos e aportes que, segundo a nota, não se concretizaram como esperado. Soma-se a isso um problema delicado de governança: o acionista majoritário, de acordo com o clube, estaria dificultando a entrada de novos recursos. Esse tipo de impasse interno costuma ser silencioso, mas tem impacto direto — e pesado — nas finanças.

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É aí que a recuperação judicial entra como uma tentativa de reorganizar tudo ao mesmo tempo: dívidas, fluxo de caixa e até a própria estrutura de poder dentro da SAF.

Agora, olhando um pouco além do Botafogo, esse caso acende um alerta importante no futebol brasileiro, especialmente em relação ao Fair Play Financeiro que vem sendo discutido pela Confederação Brasileira de Futebol.

A ideia do Fair Play é simples no papel: clubes precisam gastar dentro daquilo que arrecadam e manter suas obrigações em dia. O problema é como aplicar isso em situações como essa.

Por um lado, a recuperação judicial é um mecanismo legal, previsto inclusive na Lei das SAFs. Ou seja, não é uma irregularidade — é uma ferramenta de ajuste. Por outro, ela escancara um desequilíbrio financeiro, justamente o tipo de situação que o Fair Play tenta evitar.

Na prática, o que deve acontecer é um meio-termo. O Botafogo dificilmente sofrerá punições imediatas por entrar em recuperação judicial. Mas o caso passa a colocá-lo sob um nível maior de atenção. Dependendo de como a CBF evoluir suas regras, clubes nessa condição podem enfrentar restrições no futuro, como limites de gastos ou maior controle sobre contratações.

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Mais do que isso, o episódio pode virar um marco. O futebol brasileiro ainda está aprendendo a lidar com o modelo de SAF, e situações como essa ajudam a definir quais serão as “regras do jogo” daqui para frente.

Internamente, porém, talvez o maior desafio do Botafogo nem seja financeiro — seja político. O pedido para suspender o direito de voto do acionista majoritário indica um conflito sério dentro da estrutura da SAF. E, quando há disputa de poder, investidores tendem a recuar, decisões travam e a recuperação fica mais difícil.

O futuro do clube agora passa por algumas etapas bem claras: a aceitação do pedido pela Justiça, a apresentação de um plano de recuperação e a negociação com credores. Se tudo correr bem, o Botafogo pode sair desse processo mais organizado e sustentável. Caso contrário, o cenário se complica — e aí, sim, os reflexos podem chegar ao futebol.

No fim das contas, o torcedor pode respirar um pouco mais tranquilo no presente. O time segue em campo, competitivo, e sem mudanças bruscas à vista. Mas, fora das quatro linhas, o Botafogo entra em uma fase decisiva — talvez uma das mais importantes desde a criação da SAF.

Porque agora não se trata apenas de ganhar jogos. Trata-se de garantir que o clube tenha condições de continuar jogando no mais alto nível nos próximos anos.

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