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Grêmio vence o Cuiabá com gol de Franco Cristaldo e conquista segunda vitória seguida no Brasileirão
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O Grêmio venceu a segunda partida consecutiva no Campeonato Brasileiro! Neste sábado, contra o Cuiabá, em jogo válido pela 3ª rodada do campeonato nacional, o Tricolor chegou aos seis pontos em nove disputados. Dentro de campo, mais uma partida onde o meia Franco Cristaldo foi o nome do gol que deu a vitória ao Tricolor!
Com jogo decisivo na próxima terça-feira pela CONMEBOL Libertadores da América contra o Estudiantes de La Plata, o técnico Renato Portaluppi optou por uma equipe mista, com cinco alterações em relação ao time que venceu o Athletico Paranaense no início da semana.
Confira como foi o jogo:
Primeiro tempo
A primeira finalização da partida foi do time visitante na Arena. Após receber às costas da zaga gremista, o atacante Isidro Pitta deu o passe rasteiro para trás, onde estava posicionado o meia Rikelme, que chegou chutando. Contudo, a bola respingou na zaga gremista e sobrou para o lateral Matheus Alexandre, que cortou a marcação e finalizou de canhota contra a meta do goleiro Marchesin, que se atirou mas não chegou a tocar na bola antes de sair pela linha de fundo.
Aos 8’, o Grêmio teve sua primeira chegada através do atacante Soteldo, que driblou o marcador e finalizou de longa distância, mas a bola foi no centro do gol, o que facilitou a vida do goleiro Walter, do Cuiabá. Três minutos depois, o venezuelano deu um susto na torcida Tricolor. Ao dominar uma bola, Soteldo ergueu o braço reclamando de dores no tornozelo em virtude de uma chegada mais forte que havia sofrido minutos antes. Pra alívio da torcida na Arena, tudo ok com o pequeno gigante.
Com o jogo truncado, as faltas começaram a aparecer com muita frequência. Após Denilson levar cartão amarelo, foi a vez do volante Fernando Sobral receber a advertência do juiz por falta dura cometida sobre o paraguaio Villasanti.
Aos 17’, em disputa aérea no ataque gremista, o zagueiro Gustavo Martins e o lateral Allan Empereur se chocaram de cabeça e receberam atendimento médico. No lance, o atleta do Cuiabá levou a pior e precisou ser substituído. De acordo com as novas regras da CBF para os campeonatos nacionais, se algum atleta precisar deixar o campo após um choque de cabeça, a substituição pode ser efetuada sem que conte entre as cinco previstas para cada equipe. Com isso, ambos times podem fazer uso de uma sexta troca na partida.
No minuto seguinte, quase que o Cuiabá abre o placar. Em falha defensiva, a bola sobrou para Isidro Pitta, que chutou cruzado para dentro da pequena área, onde estava posicionado Jhonatan Cafú que, de primeira, finalizou contra a meta gremista. O goleiro Marchesin estava muito bem posicionado e fez uma grande defesa pra salvar o Tricolor!
Aos 22’, o Grêmio teve chance de abrir o placar na Arena. Após cruzamento fatiado de Soteldo, o centroavante João Pedro Galvão subiu para cabecear entre os zagueiros do Dourado, mas apenas raspou na bola, o que foi suficiente para tirar o goleiro Walter da jogada. Caprichosamente, a bola passou rente à trave esquerda do Cuiabá. Quase o primeiro do Grêmio!
Aos 40’, quase que o Grêmio marca um golaço na Arena. Após excelente passe aéreo de Villasanti, João Pedro Galvão dominou no peito e, de costas para o gol, arriscou uma bicicleta por cobertura do goleiro Walter, que conseguiu salvar o Cuiabá. Quase um golaço na Arena!
O Grêmio foi pra cima e, três minutos depois, chegou ao primeiro gol da partida. Ao dominar a bola na intermediária ofensiva, o meia Franco Cristaldo viu o centroavante João Pedro Galvão se intrometer entre os zagueiros do Cuiabá e arriscou um lançamento calibrado com GPS para o centroavante. Porém, a rota foi levemente desviada: a bola que deveria ir para a cabeça do centroavante acabou indo direto para o fundo das redes do adversário! É isso que conta! Bola na rede, três pontos na conta, Cristaldo cada vez mais artilheiro na temporada 2024! Um a zero Grêmio na Arena!
Aos 48 minutos, o árbitro da partida encerrou o papo no primeiro.
Segundo tempo
Sem substituições, as equipes retornaram para a segunda etapa.
Logo na primeira chegada do Grêmio, o lateral José Guilherme disputou espaço em velocidade com o zagueiro Marllon, que tentou cabecear a bola para a linha lateral, mas os dois atletas acabaram se chocando de cabeça, o que gerou preocupação para ambos departamentos médicos. O lateral gremista levou a pior e acabou levando um corte na cabeça no lance. Que susto!
Aos seis minutos, boa jogada do Grêmio pela direita. Após investir em velocidade pelo lado esquerdo, Gustavo Nunes fez um cruzamento na medida para Soteldo, que finalizou de primeira, mas a bola passou por cima do gol defendido por Walter.
Dois minutos depois, o técnico Renato precisou fazer sua primeira alteração na partida. O lateral José Guilherme não conseguiu prosseguir no jogo em função do forte choque com o zagueiro do Cuiabá. Em seu lugar, Fabio ingressou no jogo.
Aos 12’, o Grêmio teve ótima chance de ampliar o placar, dessa vez, com Villasanti. Após bom drible dentro da área, o volante tentou o chute, a bola desviou e perdeu força antes do goleiro Walter fazer a defesa. Com o Cuiabá se abrindo pro jogo, o Grêmio ganhou mais campo para investir com perigo. Em jogada de JP’s, o atacante esticou o passe para o lateral, que limpou a marcação e finalizou cruzado. A bola acertou a rede pelo lado de fora.
Aos 17’, mais uma polêmica envolvendo a arbitragem no campeonato. Em cruzamento de Fabio pela direita, o zagueiro Marllon interceptou com o corpo, mas a bola acabou correndo pelo braço esquerdo do defensor do Cuiabá. Apesar da reclamação da torcida e jogadores, nada foi marcado.
O técnico Renato Portaluppi colocou no jogo os atacantes Everton Galdino e Nathan Fernandes nos lugares do autor do gol Franco Cristaldo e do atacante João Pedro Galvão. Aos 33’, o atacante Everton Galdino disputou a posse de bola com André Luis, que acabou caindo no gramado. Na sequência, Galdino foi afastar a bola do campo de defesa e chutou a bola no próprio atleta do Cuiabá, que estava caído. O juiz da partida deu cartão amarelo para Galdino.
O treinador gremista também colocou em campo os volantes Dodi e Ronald pra fechar a casinha nos minutos finais da partida. Aos 46’, o Cuiabá chegou com perigo através de uma cabeçada de Derik Lacerda, que passou à direita do gol defendido por Marchesin.
Aos 50’, após uma marcação equivocada da arbitragem, o zagueiro Kannemann, que estava no banco de reservas, acabou tomando cartão amarelo por reclamação, segundo o árbitro.
Clima tenso no fim do jogo, mas com vitória Tricolor! Aos 52’, o juiz encerrou a partida! Três pontos importantes para o Grêmio, que chegou à vice-liderança momentânea da competição.
Fonte: Esportes
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A Reforma Tributária Pode Destruir o Esporte Brasileiro Fora do Futebol Bilionário
O governo federal vende a reforma tributária como um marco de modernização econômica, simplificação fiscal e justiça tributária. No papel, o discurso parece sedutor. Na prática, porém, quando aplicada ao esporte brasileiro, a proposta revela um cenário alarmante: ela cria um sistema que privilegia o futebol-empresa e condena o esporte formador, olímpico e social à asfixia financeira.
A partir de 2027, o Brasil poderá assistir à institucionalização de um modelo perverso: clubes transformados em empresas pagarão menos impostos do que entidades que historicamente sustentaram atletas olímpicos, categorias de base e projetos sociais em todo o país.
E isso não é exagero retórico.
É matemática tributária.
O Debate Ganhou um Novo Símbolo: Leila Pereira
A discussão ganhou ainda mais força após a declaração da presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras, Leila Pereira, em defesa do modelo SAF e do aumento da tributação para clubes associativos.
Durante entrevista à Cazé TV, Leila afirmou:
“Tudo o que for para influenciar e fazer com que os clubes se transformem em empresas, eu estou de acordo. ‘Ah, mas as associações vão pagar mais.’ Que paguem mais. Não quer pagar mais? Transforme-se em SAF.”
A frase escancarou aquilo que muitos dirigentes de clubes formadores já enxergavam nos bastidores:
a reforma tributária está deixando de ser apenas uma mudança fiscal e passando a funcionar como mecanismo de pressão estrutural para empurrar o futebol brasileiro rumo à “empresarialização” completa.
A mensagem implícita é direta:
“O modelo associativo tornou-se um problema a ser eliminado.”
E isso representa uma ruptura histórica no esporte brasileiro.
O Estado Está Punindo Quem Forma Atletas
Hoje, os clubes associativos — como Clube de Regatas do Flamengo, Sport Club Corinthians Paulista, Minas Tênis Clube, Esporte Clube Pinheiros e tantos outros — operam em um modelo híbrido.
O futebol profissional financia modalidades deficitárias, mas essenciais para o esporte nacional:
natação, ginástica, judô, vôlei, atletismo e esportes paralímpicos.
É o chamado subsídio cruzado.
Foi esse modelo que ajudou o Brasil a produzir medalhistas olímpicos, atletas pan-americanos e milhares de jovens que encontraram no esporte uma alternativa à criminalidade e à exclusão social.
A reforma tributária ignora completamente essa realidade.
Ao elevar a carga dos clubes associativos de cerca de 5% para algo próximo de 16%, o governo retira diretamente recursos que hoje mantêm centros de treinamento, bolsas esportivas, salários de técnicos, viagens e infraestrutura esportiva.
Na prática, Brasília está tributando o futuro olímpico do país.
A SAF Vira o Modelo “Premiado” Pelo Sistema
Enquanto os clubes associativos sofrerão uma avalanche tributária, as SAFs continuarão protegidas por um modelo significativamente mais vantajoso.
O Regime de Tributação Específica do Futebol (TEF) mantém alíquota reduzida para estruturas empresariais do futebol profissional.
O resultado cria uma distorção evidente:
- o clube que mantém esportes olímpicos, projetos sociais e categorias de base poderá pagar quase três vezes mais;
- já estruturas voltadas prioritariamente ao futebol-negócio continuarão inseridas em um ambiente tributário favorecido.
A fala de Leila Pereira praticamente legitima essa lógica ao defender explicitamente que o aumento de impostos seja usado como ferramenta de transformação forçada dos clubes.
O problema é que essa lógica ignora uma pergunta central:
quem sustentará o esporte olímpico brasileiro quando os clubes associativos perderem capacidade financeira?
Porque a SAF não nasce para manter modalidades deficitárias.
Ela nasce para gerar eficiência econômica no futebol.
E são coisas completamente diferentes.
O Discurso da “Compensação por Créditos” Não Se Sustenta
O argumento técnico utilizado para defender a reforma é que os clubes poderão recuperar parte da tributação através dos créditos do IBS e da CBS.
Na teoria, parece razoável.
Na prática esportiva, é quase uma ficção contábil.
Clubes associativos arrecadam grande parte de suas receitas através de:
- bilheteria;
- mensalidade de sócios;
- programas de associados;
- escolinhas;
- atividades esportivas.
Essas receitas geram baixa recuperação de créditos.
Quem possui maior capacidade de compensação tributária são estruturas empresariais com cadeias complexas de fornecimento, contratos corporativos robustos e operações comerciais amplas.
Ou seja:
o modelo SAF.
O sistema foi desenhado para favorecer estruturas empresariais.
Não entidades esportivas de função social.
O Governo Está Tratando Clubes Formadores Como Empresas Comuns
Existe uma diferença fundamental entre um clube esportivo associativo e uma empresa tradicional:
um deles possui função social.
Clubes formadores:
- desenvolvem atletas desde a infância;
- mantêm modalidades deficitárias;
- oferecem inclusão social;
- representam o Brasil internacionalmente;
- reduzem impactos sociais em comunidades vulneráveis.
Taxar essas entidades como agentes econômicos comuns é um erro estratégico de Estado.
Mais grave ainda: é uma demonstração clara de desconexão entre política fiscal e política esportiva. O Brasil não possui estrutura pública suficiente para substituir o papel exercido pelos clubes na formação esportiva. Se essas entidades perderem capacidade financeira, não haverá rede estatal pronta para absorver esse vazio.
O Impacto Pode Ser Irreversível
O risco mais grave da reforma não está no futebol profissional. Está no desaparecimento silencioso de modalidades olímpicas inteiras. Menos recursos significam:
- fechamento de departamentos esportivos;
- cortes em categorias de base;
- redução de bolsas;
- fuga de talentos;
- abandono de projetos sociais;
- enfraquecimento dos clubes regionais e sociais do interior.
Os primeiros atingidos não serão os gigantes bilionários. Serão justamente os clubes médios e formadores que sustentam a base do esporte brasileiro longe dos holofotes. O país pode voltar décadas no desenvolvimento esportivo.
Uma Reforma Que Contradiz o Interesse Nacional
O mais contraditório é que o próprio Estado brasileiro utiliza constantemente o esporte como ferramenta institucional:
- campanhas sociais;
- programas educacionais;
- diplomacia esportiva;
- inclusão juvenil;
- projeção internacional.
Mas, simultaneamente, cria um sistema tributário que enfraquece quem sustenta essa estrutura na prática. A reforma tributária, da maneira como foi construída para o setor esportivo, não promove justiça. Promove concentração.
- Concentra recursos no futebol empresarial.
- Enfraquece o esporte social.
- Penaliza clubes formadores.
- E ameaça diretamente o futuro olímpico brasileiro.
O Congresso Ainda Pode Evitar Esse Erro Histórico
A mobilização de dirigentes, atletas olímpicos e entidades como o Comitê Brasileiro de Clubes não é corporativismo.
É sobrevivência institucional.
Quando medalhistas olímpicos alertam para os riscos da reforma, não estão defendendo privilégios.
Estão alertando para a destruição gradual da principal base esportiva do país.
O Congresso Nacional ainda possui tempo para corrigir essa distorção através de:
- imunidade tributária específica para clubes formadores;
- tratamento diferenciado ao esporte olímpico;
- preservação fiscal das entidades esportivas sem fins lucrativos;
- mecanismos de proteção às categorias de base;
- reconhecimento formal da função social dos clubes associativos.
Sem isso, o Brasil caminhará para um modelo onde apenas o futebol bilionário sobreviverá.
E o custo dessa escolha será pago não pelos dirigentes — mas por gerações inteiras de atletas que talvez nunca tenham a oportunidade de existir.
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