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Paulistão terá abertura especial neste sábado e novo horário nobre aos domingos
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Por Cleiton Túlio | Agência Esporte
O clima de festa toma conta do estado de São Paulo neste fim de semana com o início do Paulistão, o campeonato estadual mais tradicional do Brasil. A edição de 2023 promete trazer toda a emoção e rivalidade característica do torneio, começando neste sábado (20), com um total de quatro partidas sendo transmitidas ao vivo e um evento de abertura que promete ser memorável na cidade de Ribeirão Preto.
A Arena Nicnet, palco do estádio Santa Cruz, será o cenário do confronto inaugural entre Botafogo e Santos, marcado para as 18h. A partida, além de simbolizar o início da competição, será transmitida ao vivo pela CazéTV no YouTube e no serviço de streaming Paulistão Play, permitindo que aficionados por futebol de todo o país acompanhem o desenrolar deste embate.
Antecedendo este grande jogo, às 17h15, o Red Bull Bragantino recebe o Água Santa em Bragança Paulista, em uma partida que será transmitida pela TNT, HBO Max e também pelo Paulistão Play. Esta partida é uma oportunidade para os times mostrarem suas primeiras cartadas no campeonato.
Já às 20h, o São Paulo faz sua estreia no palco do MorumBIS, enfrentando o Santo André em um jogo que também será disponibilizado ao vivo pela TNT e HBO Max, destacando-se como um dos principais eventos da primeira rodada.
Para encerrar o dia com chave de ouro, a Ponte Preta confrontará o Mirassol em Campinas, com transmissão ao vivo pela CazéTV e no Paulistão Play, garantindo que o primeiro dia do Paulistão Sicredi seja repleto de futebol de qualidade.
Domingo de Futebol em Horário Nobre
A Record TV, buscando inovar na programação esportiva, estreia o novo horário nobre do futebol aos domingos, proporcionando aos telespectadores a chance de terminar o fim de semana com grandes jogos. Às 18h, Corinthians e Guarani trazem a tradição do futebol paulista para a NeoQuímica Arena, com transmissão ao vivo tanto pela emissora quanto pelo Paulistão Play.
O horário das 16h será marcado pela estreia do atual bicampeão paulista, Palmeiras, que joga contra o Novorizontino fora de casa. A partida será transmitida pela CazéTV e pelo Paulistão Play, prometendo ser um dos grandes destaques do domingo.
Simultaneamente, às 16h, o São Bernardo enfrentará o Ituano em São Bernardo do Campo, uma partida que os torcedores poderão acompanhar ao vivo pelo Paulistão Play.
E para finalizar a primeira rodada, Inter de Limeira e Portuguesa se enfrentam em Limeira, às 18h, também com transmissão ao vivo pela CazéTV e no Paulistão Play.
O Paulistão Sicredi deste ano traz a promessa de jogos intensos e disputas acirradas, alimentando as paixões dos torcedores e mantendo viva a tradição do futebol estadual. Com cobertura ampla e acessível, os fãs do esporte terão todos os motivos para não perder nenhum lance. Fique ligado e vivencie cada momento deste campeonato que é pura paixão nacional!
Fonte: Esportes
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Botafogo SAF pede Recuperação Judicial: o que isso significa e quais podem ser os impactos no Fair Play Financeiro da CBF
A notícia de que o Botafogo SAF protocolou um pedido de recuperação judicial pegou muita gente de surpresa — especialmente pelo contraste com o momento esportivo recente do clube. Mas, longe de ser um “fim da linha”, o movimento revela algo mais comum no mundo empresarial do que no futebol: a necessidade de reorganizar a casa antes que a situação saia do controle.
Na prática, a recuperação judicial funciona como uma espécie de “respiro”. Ela permite que a empresa — neste caso, a SAF — renegocie suas dívidas, reorganize pagamentos e ajuste seu fluxo de caixa sem interromper suas atividades. Traduzindo: o Botafogo continua jogando normalmente, pagando salários e disputando campeonatos, enquanto tenta colocar as contas em ordem nos bastidores.
O próprio clube deixa claro que a prioridade é manter tudo funcionando. E isso é importante destacar: não há, neste momento, qualquer impacto direto no desempenho esportivo ou no calendário. O torcedor não deve esperar punições imediatas ou algo que tire o time de competições.
Mas a pergunta inevitável é: como um clube que conquistou títulos importantes recentemente chega a esse ponto?
A resposta passa menos pelo campo e mais pela estrutura financeira. A SAF foi montada com uma expectativa de investimentos e aportes que, segundo a nota, não se concretizaram como esperado. Soma-se a isso um problema delicado de governança: o acionista majoritário, de acordo com o clube, estaria dificultando a entrada de novos recursos. Esse tipo de impasse interno costuma ser silencioso, mas tem impacto direto — e pesado — nas finanças.
É aí que a recuperação judicial entra como uma tentativa de reorganizar tudo ao mesmo tempo: dívidas, fluxo de caixa e até a própria estrutura de poder dentro da SAF.
Agora, olhando um pouco além do Botafogo, esse caso acende um alerta importante no futebol brasileiro, especialmente em relação ao Fair Play Financeiro que vem sendo discutido pela Confederação Brasileira de Futebol.
A ideia do Fair Play é simples no papel: clubes precisam gastar dentro daquilo que arrecadam e manter suas obrigações em dia. O problema é como aplicar isso em situações como essa.
Por um lado, a recuperação judicial é um mecanismo legal, previsto inclusive na Lei das SAFs. Ou seja, não é uma irregularidade — é uma ferramenta de ajuste. Por outro, ela escancara um desequilíbrio financeiro, justamente o tipo de situação que o Fair Play tenta evitar.
Na prática, o que deve acontecer é um meio-termo. O Botafogo dificilmente sofrerá punições imediatas por entrar em recuperação judicial. Mas o caso passa a colocá-lo sob um nível maior de atenção. Dependendo de como a CBF evoluir suas regras, clubes nessa condição podem enfrentar restrições no futuro, como limites de gastos ou maior controle sobre contratações.
Mais do que isso, o episódio pode virar um marco. O futebol brasileiro ainda está aprendendo a lidar com o modelo de SAF, e situações como essa ajudam a definir quais serão as “regras do jogo” daqui para frente.
Internamente, porém, talvez o maior desafio do Botafogo nem seja financeiro — seja político. O pedido para suspender o direito de voto do acionista majoritário indica um conflito sério dentro da estrutura da SAF. E, quando há disputa de poder, investidores tendem a recuar, decisões travam e a recuperação fica mais difícil.
O futuro do clube agora passa por algumas etapas bem claras: a aceitação do pedido pela Justiça, a apresentação de um plano de recuperação e a negociação com credores. Se tudo correr bem, o Botafogo pode sair desse processo mais organizado e sustentável. Caso contrário, o cenário se complica — e aí, sim, os reflexos podem chegar ao futebol.
No fim das contas, o torcedor pode respirar um pouco mais tranquilo no presente. O time segue em campo, competitivo, e sem mudanças bruscas à vista. Mas, fora das quatro linhas, o Botafogo entra em uma fase decisiva — talvez uma das mais importantes desde a criação da SAF.
Porque agora não se trata apenas de ganhar jogos. Trata-se de garantir que o clube tenha condições de continuar jogando no mais alto nível nos próximos anos.
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