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Mercado do boi gordo tem tendência de alta na próxima semana

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Os preços no mercado físico do boi gordo mostraram um retorno acima da média nesta sexta-feira (17.11), sugerindo uma tendência de alta nas cotações a curto prazo.

Com escalas de abate reduzidas e uma demanda robusta tanto no mercado interno, em meio ao pico do consumo, quanto nas exportações, com um volume significativo de envio de carne bovina para o exterior, espera-se uma valorização nos preços a curto prazo.

O dia registrou um volume considerável de negociações, muitas das quais foram fechadas acima da média de referência. Confira os preços da arroba do boi gordo em diferentes regiões do Brasil:

  • São Paulo (SP): R$ 240
  • Goiânia (GO): R$ 237
  • Uberaba (MG): R$ 235
  • Dourados (MS): R$ 231
  • Cuiabá (MT): R$ 206

No mercado atacadista, os preços da carne bovina se mantiveram firmes ao longo da semana, e a perspectiva é de aumento nas cotações na próxima semana.

Com a continuidade do auge do consumo no mercado interno, influenciado pelo recebimento do 13º salário, bônus adicionais, a criação de empregos temporários e festividades, a demanda se mantém alta, especialmente para cortes de maior valor agregado, como os cortes do quarto traseiro, que permanecem cotados em R$ 19,10 por quilo. Enquanto isso, o quarto dianteiro se mantém estável em R$ 12,90 por quilo e a ponta de agulha continua precificada a R$ 13 por quilo.

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Fonte: Pensar Agro

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Produto amplia peso na economia com biodiesel e avanço da agroindústria

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Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), aponta que o Produto Interno Bruto (PIB) da cadeia da soja cresceu 11,72% em 2025.

Com isso, o setor passou a responder por 21,6% de todo o PIB do agronegócio brasileiro e por 5,4% da economia nacional.

O principal motor desse avanço foi a safra recorde de 171,5 milhões de toneladas colhidas no ciclo 2024/25. A grande oferta aumentou o esmagamento do grão nas indústrias e elevou a produção de derivados, principalmente farelo e óleo.

Na prática, isso significa mais atividade fora da porteira. O crescimento da soja passou a movimentar com mais força fábricas de ração, usinas de biodiesel, transportadoras, armazéns e indústrias ligadas à proteína animal.

O farelo de soja foi um dos principais destaques do ano. A demanda interna bateu recorde, impulsionada pelo crescimento da avicultura, da suinocultura e do confinamento bovino. Para o produtor pecuário, isso representa maior oferta de matéria-prima para alimentação animal e maior integração entre lavoura e pecuária.

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O biodiesel também ganhou peso dentro da cadeia. A elevação da mistura obrigatória para 15% aumentou o consumo de óleo de soja e estimulou a produção do biocombustível ao longo do ano.

O reflexo apareceu diretamente na economia. O segmento de agrosserviços, ligado a logística, transporte, armazenagem e comercialização, registrou uma das maiores altas do levantamento, com crescimento de 9,4%.

O mercado de trabalho acompanhou esse movimento. A cadeia da soja e do biodiesel encerrou 2025 com 2,39 milhões de trabalhadores ocupados, avanço de 5,52% em relação ao ano anterior. O aumento das vagas ocorreu principalmente nos setores ligados à indústria e aos serviços de apoio.

Apesar do avanço da atividade econômica, os preços internacionais mais baixos limitaram parte da rentabilidade do setor. A ampla oferta global pressionou as cotações da soja e dos derivados ao longo do ano.

Mesmo assim, as exportações da cadeia cresceram em volume e chegaram a 133,72 milhões de toneladas em 2025. A receita cambial somou US$ 53,46 bilhões, equivalente a cerca de R$ 283 bilhões.

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O levantamento mostra ainda uma mudança importante no perfil do agro brasileiro: processar soja dentro do país passou a gerar impacto econômico muito maior do que exportar apenas o grão bruto. Segundo os pesquisadores, cada tonelada industrializada gerou mais de quatro vezes mais PIB do que a soja embarcada sem processamento

Fonte: Pensar Agro

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