AGRONEGÓCIO
Mapa prorroga estado de emergência zoossanitária por mais 180 dias
AGRONEGÓCIO
O ministério da Agricultura (Mapa) estendeu a vigência do estado de emergência zoossanitária em todo o país por um período de 180 dias, em resposta à detecção da infecção pelo vírus da influenza aviária H5N1 de alta patogenicidade (IAAP) em aves silvestres no Brasil.
Essa decisão foi formalizada por meio de uma portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta terça-feira (07.11). O estado de emergência zoossanitária para lidar com os casos de gripe aviária foi originalmente declarado em maio deste ano.
O Ministério da Agricultura afirmou que esse status permitiria a alocação de recursos do governo federal e a coordenação com outros órgãos governamentais e ministérios nas ações de combate à doença.
Conforme o Ministério da Agricultura, a mais recente atualização revela que o Brasil registra, até o momento, 139 casos de gripe aviária, dos quais 136 foram identificados em aves silvestres e outros três em aves de subsistência.
Importante notar que, até o presente momento, não foram identificados surtos de gripe aviária em criações comerciais, o que mantém o Brasil com o status de país livre dessa enfermidade de acordo com a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Governo bloqueia R$ 518 milhões do Seguro Rural antes do novo Plano Safra
O governo federal retirou R$ 56,3 milhões adicionais do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Com o bloqueio de R$ 461,7 milhões efetuado em 9 de junho, o total retido pelo Executivo alcança R$ 518 milhões — mais da metade do orçamento previsto para 2026. A medida tensiona as negociações a sete dias do lançamento do Plano Safra 2026/27, marcado para 1º de julho.
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) contestou os cortes. O presidente da bancada, deputado Pedro Lupion, afirmou que a retenção reduz a proteção financeira do produtor e desconsidera o aumento da frequência de eventos climáticos extremos. Segundo a entidade, os sucessivos bloqueios evidenciam a falta de prioridade do governo para a resiliência do campo e o descumprimento de expectativas de aporte para o seguro.
O seguro rural atua como o principal mecanismo de transferência de risco para o agricultor. Com a redução da subvenção, o mercado projeta encarecimento das apólices e restrição na oferta de cobertura. Pequenos e médios produtores, dependentes do subsídio estatal para obter financiamento bancário, devem ser os mais afetados pela medida.
O Ministério da Agricultura (Mapa) justificou o contingenciamento como exigência das metas fiscais definidas pela Junta de Execução Orçamentária (JEO), admitindo que a disponibilidade de recursos reduz o alcance do programa para o novo ciclo agrícola.
A oposição ao bloqueio se concentra na tentativa de blindar o orçamento do setor. A FPA pressiona pela votação do projeto de lei da senadora Tereza Cristina (PP-MS), que proíbe o contingenciamento do PSR. O tema será o principal ponto de embate durante o anúncio do Plano Safra na próxima semana, quando o setor cobrará medidas de recomposição para garantir a viabilidade dos investimentos para a safra 2026/27.
Fonte: Pensar Agro
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