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Workshop irá apresentar estratégias e desafios para reflorestar Mato Grosso

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MATO GROSSO

Um espaço para a troca de experiências sobre a recomposição da vegetação nativa em Mato Grosso será aberto pelo “Workshop Reflorar”, que será realizado entre os dias 24 a 26 de outubro. O objetivo é criar uma rede de colaboração entre organizações para alavancar os esforços de restauração no Estado.

O evento é uma parceria entre o Instituto Centro de Vida (ICV) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), com apoio do World Resources Institute (WRI), o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).

De acordo com o superintendente de Regulação e Monitoramento Ambiental da Sema-MT, Felipe Klein, tanto o Cadastro Ambiental Rural (CAR) como o Programa de Regularização Ambiental (PRA) têm como objetivo a regularização das áreas de preservação permanente e reserva legal. “Apoiar discussões técnicas e iniciativas inovadoras para restauração e monitoramento destas áreas são fundamentais para a proteção da flora, fauna e dos recursos hídricos”, salientou.

A programação do workshop abordará diferentes eixos do processo de recomposição da vegetação nativa, desde o mapeamento das áreas degradadas até o monitoramento da restauração por meio de ferramentas de inteligência territorial. Entre os estudos que serão apresentados, está uma nota técnica sobre a metodologia de uso do sensoriamento remoto para monitorar as áreas de recomposição, elaborada pelo ICV em parceria com a Sema-MT.

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“Mato Grosso é um estado complexo, o único com os biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, e que têm formas de ocupação e uso de solo bastante distintas. O objetivo é também definir uma política pública que possa garantir a escala e o avanço da recomposição da vegetação nativa no Estado, considerando as particularidades de suas várias regiões”, afirma o coordenador do Núcleo de Inteligência Territorial do ICV, Vinícius Silgueiro.

O evento vai contar com representantes das esferas de governo que se relacionam com o tema de restauração, formuladores de políticas públicas, empresas, organizações da sociedade civil, comunidades, movimentos sociais e público acadêmico.

Workshop Reflorar
Data: de 25 a 27 de outubro, das 8h às 18h
Local: Auditório da Procuradoria-Geral de Justiça do Estado de Mato Grosso
Mais informações (65) 3621-3148

Com informações da Assessoria de Comunicação do ICV.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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