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MPMT identifica problemas estruturais em 68% das UBSs vistoriadas 

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MATO GROSSO

Das 234 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) vistoriadas pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso na capital e interior do Estado nos últimos quatro meses, 161 apresentaram problemas estruturais, 87 registraram falta de equipamentos e insumos em geral, 68 não tinham cronograma/planejamento de atividades, e 76 apresentaram número de profissionais insuficiente. Os dados foram compilados pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico com base nos relatórios elaborados pelas Promotorias de Justiça.

Nesta sexta-feira (18), em reunião de trabalho realizada via plataforma Microsoft Teams, os membros do MPMT debateram a situação das UBSs, promovendo a troca de experiências e estratégias de atuação. O procurador de Justiça titular da Especializada, José Antônio Borges Pereira, explicou que a reunião deu sequência ao trabalho iniciado em abril, de alinhamento de ações para cumprimento das metas estabelecidas no atual ciclo do Planejamento Estratégico Institucional (PEI), e adiantou que o novo ciclo também estabelece como uma das prioridades de atuação do Ministério Público de Mato Grosso a rede de atenção básica em saúde. Além disso, destacou a importância da atuação preventiva na área da saúde.

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O procurador de Justiça informou que a Secretaria de Estado de Saúde possui 16 Escritórios Regionais de Saúde (ERSs), que promovem a regionalização do Sistema Único de Saúde (SUS) e fomentam as políticas de saúde junto aos 141 municípios, e sugeriu que os promotores de Justiça façam contato com essas unidades e aproveitem a estrutura e o trabalho desenvolvido para auxiliar no cumprimento do PEI. 

A Procuradoria Especializada também orientou sobre a utilização do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, capaz de fornecer relatórios que podem contribuir e auxiliar o trabalho do MPMT. 

Compartilhamento de experiências – Após a apresentação da Procuradoria, foi aberta a palavra aos participantes para relatarem as experiências nas comarcas. O coordenador adjunto do Centro de Apoio Operacional (CAO) de Defesa da Saúde, Thiago Scarpellini Vieira, explicou a metodologia empregada em Tangará da Serra (a 239km de Cuiabá). 

Segundo o promotor de Justiça, ele estabeleceu como rotina visitar uma UBS por semana e vistoriar a unidade utilizando a proposta de instrumento de inspeção desenvolvida pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Até o momento, 15 unidades foram visitadas na zona urbana e a principal deficiência verificada foi de falta de agentes comunitários de saúde. 

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A promotora de Justiça Joana Maria Bortoni Ninis, de Rondonópolis (a 212km da Capital), contou que definiu uma amostragem de 14 UBSs para fiscalização, que esteve em uma delas e a mais notável desconformidade foi relativa à falta de equipamentos. Disse também que, a partir de agora, irá adotar o modelo de inspeções semanais. 

Foto: Gustavo Duarte | Secom-PMC
 

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Corpo de Bombeiros reforça orientações para uso seguro de fogos de artifício durante período de festividades

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Com a intensificação das festas juninas e celebrações esportivas, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) reforça à população a importância da adoção de medidas de segurança no uso de fogos de artifício. Embora sejam tradicionais em momentos festivos, esses artefatos exigem atenção para evitar acidentes que podem causar queimaduras, incêndios e danos ao patrimônio.

De acordo com o capitão BM Wolf Tarik Souza Gomes, os períodos da Copa do Mundo e das festas juninas são momentos tradicionalmente marcados por celebrações, confraternizações e demonstrações de alegria. E que muitas vezes, a população utiliza fogos de artifício para expressar essa alegria. No entanto, é fundamental que sua utilização ocorra com cautela.

“Antes de qualquer acionamento, orientamos que sejam lidas atentamente todas as recomendações e instruções fornecidas pelo fabricante. Uma das principais orientações é nunca segurar o artefato com as próprias mãos no momento da ignição. Em caso de falha ou funcionamento irregular, o equipamento pode explodir de forma inesperada, provocando queimaduras graves, amputações e outros ferimentos de grande gravidade”, destacou.

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Outro ponto que merece atenção é o risco de incêndios florestais. Em Mato Grosso, os meses de julho a setembro historicamente apresentam os menores índices de umidade relativa do ar, criando condições extremamente favoráveis para a propagação do fogo. Uma simples fagulha pode ser suficiente para iniciar um incêndio de grandes proporções. Em 2026, esse cenário é agravado pelos efeitos do fenômeno El Niño, que contribui para temperaturas mais elevadas e condições climáticas ainda mais severas.

Por esse motivo, é recomendado que os fogos de artifício não sejam utilizados próximos à vegetação, áreas de preservação ou locais com material combustível. Sempre que possível, dê preferência aos fogos de baixo ruído ou sem estampido, pois o barulho excessivo pode causar impactos significativos à saúde e ao bem-estar de pessoas com transtorno do espectro autista, crianças, idosos, enfermos e animais.

“O objetivo é que momentos de festa sejam lembrados pela felicidade e pela união, e não por acidentes ou tragédias que poderiam ser evitados”, finalizou o capitão.

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O Corpo de Bombeiros reforça que com medidas simples de prevenção, é possível aproveitar as festividades de forma segura e evitar ocorrências que coloquem vidas e patrimônios em risco. Em situações de emergência, a população deve acionar imediatamente a corporação pelo telefone 193.

*Sob supervisão de Hannah Marques.

Fonte: Governo MT – MT

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