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MATO GROSSO

Certificação nacional habilita 18 cães para operações de busca e resgate dos Corpos de Bombeiros

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MATO GROSSO

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realizou, nesta sexta-feira (19.6), a solenidade de encerramento da Certificação Nacional de Cães de Busca, Resgate e Salvamento – Etapa Centro-Oeste. Ao todo, 18 cães foram aprovados no processo de avaliação técnico-operacional e receberam certificação para atuar em missões de busca, resgate e salvamento nos Corpos de Bombeiros Militares de todo o país.

A certificação reuniu 20 equipes de binômios, formadas por bombeiro militar e cão, de sete estados brasileiros: Acre, Bahia, Ceará, Rondônia, Roraima, Tocantins e Mato Grosso. O evento foi coordenado pela Liga Nacional dos Corpos de Bombeiros Militares (Ligabom), por meio do Comitê Nacional de Busca, Resgate e Salvamento com Cães (Conabresc).

Durante cinco dias, os participantes foram submetidos a provas práticas que simularam cenários reais de atuação, permitindo avaliar o preparo técnico das equipes em diferentes modalidades: busca urbana, busca urbana por remanescentes mortais, varredura de área rural, busca rural por restos mortais e busca por odor específico.

De acordo com o diretor operacional do CBMMT, coronel BM Rafael Ribeiro Marcondes, a certificação fortalece a atividade de busca e resgate com cães no Brasil ao estabelecer padrões técnicos e operacionais para as equipes, sendo uma etapa indispensável para o emprego operacional dos cães de busca. Ainda segundo o coronel, a aprovação dos binômios evidencia não apenas a capacidade técnica alcançada durante o processo de avaliação, mas também o comprometimento permanente dos condutores e a dedicação necessária para manter os cães preparados para atuar em ocorrências reais.

“Existem milhões de cães em todo o mundo, e os senhores fizeram dos que estão ao seu lado cães especiais. Fizeram deles cães de resgate. E isso não é para qualquer um. Os bombeiros treinam com equipamentos sofisticados e tecnologia. Ao final de cada missão, guardam esses materiais em uma prateleira para que, quando necessário, possam utilizá-los novamente. Já os senhores levam esse trabalho para casa, dedicam-se e treinam constantemente para que ele gere resultados concretos: salvar vidas e localizar vítimas que precisam de ajuda”, afirmou.

O diretor-adjunto da Diretoria de Ensino, Instrução e Pesquisa do CBMMT, tenente-coronel BM Denys Douglas Dias de Sousa, ressaltou a relevância dos binômios para as operações de salvamento, mesmo diante dos avanços tecnológicos. “Temos acompanhado o desenvolvimento de novas tecnologias para apoiar as atividades operacionais, mas nada substitui a capacidade de atuação dos binômios. A certificação demonstra o alto nível de preparo dessas equipes e sua importância para as corporações e para a sociedade”, destacou.

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O responsável pelo Núcleo de Operações de Busca, Resgate e Salvamento com Cães (Nobresc), vinculado ao 2º Batalhão de Bombeiros Militar (2º BBM), major BM Anderson Rodrigo da Silva, enfatizou que a certificação não possui caráter competitivo. O principal objetivo do processo é assegurar que cães e condutores estejam efetivamente preparados para atuar em situações críticas.

“Não existem vencedores ou vencidos. Existem profissionais comprometidos com a evolução contínua e com a excelência operacional. Na prática, a certificação existe para garantir que os cães e seus condutores estejam verdadeiramente preparados para atuar quando a sociedade mais precisar: quando uma criança desaparece, quando uma pessoa se perde em uma área de mata, quando uma família aguarda por respostas ou quando um desastre mobiliza equipes de busca e salvamento. Não há espaço para improvisação”, explicou.

Resultados

Dos 18 binômios certificados, 10 alcançaram certificação em mais de uma área de atuação, evidenciando elevada capacidade de adaptação e versatilidade operacional nas diferentes modalidades de busca, em contextos urbanos, rurais e especializados. A 2º Sargento do CBMMT Daiane da Rocha Ribeiro, condutora da cadela Maya, figura entre as militares com maior número de certificações operacionais, com atuação reconhecida em diferentes frentes de busca.

Para a militar, o resultado representa a consolidação de um trabalho contínuo e de longo prazo, construído desde os primeiros meses de vida da cadela por meio de treinamento sistemático e progressivo. “Esse é o resultado de anos de dedicação de todo o binômio. A gente começa com o cão ainda filhote e constrói todo esse trabalho ao longo do tempo até chegar a este momento. É a concretização de um objetivo, com a certeza de que o cão está preparado e à disposição da sociedade para atuar nas ocorrências”, afirmou.

A sargento destacou ainda a trajetória da cadela Maya, que participa de certificações desde jovem e vem evoluindo continuamente ao longo das avaliações. Com a nova certificação, a cadela conclui o ciclo das principais modalidades operacionais de busca, consolidando sua capacidade de atuação em ocorrências do CBMMT.

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“A Maya tem seis anos e participa de provas desde filhote. Desde então, vem sendo certificada e aprimorando seu desempenho ao longo do tempo. Hoje ela fecha todas as modalidades possíveis para um cão de busca. É um cão completo, pronto para atuar em diferentes tipos de ocorrência”, concluiu.

Busca Urbana
• 1º Tenente Eduardo Santos Silva e cão Hunter
• 2º Sargento Daiane da Rocha Ribeiro e cão Maya
• Capitão Eliomar Cordeiro Alves e cão Aisha
• Cabo Ademar Alves Vilarindo Filho e cão Sarah
• Cabo Raphael Barbosa da Silva e cão Nalah
• Cabo Dhíuli Facundo Sanchez e cão Delta
• Cabo Rafael Botelho Feijó dos Santos e cão Stella
• Cabo Thiago Silva Carvalho e cão Sky
• Soldado Eder Silva de Jesus e cão Rambo
• Soldado Francisco Jorge Santos do Nascimento e cão Bella

Busca Urbana – Restos Mortais
• 1º Tenente Eduardo Santos Silva e cão Porã
• 2º Sargento Daiane da Rocha Ribeiro e cão Maya
• 3º Sargento Leonilton Ferreira da Silva e cão Elffo
• Soldado Francisco Jorge Santos do Nascimento e cão Bella

Busca Rural – Varredura de Área
• 1º Tenente Eduardo Santos Silva e cão Porã
• Cabo Thiago Silva Carvalho e cão Sky
• Capitão Eliomar Cordeiro Alves e cão Nala
• Cabo Ademar Alves Vilarindo Filho e cão Sarah
• Cabo Dhíuli Facundo Sanchez e cão Delta
• Cabo Rafael Botelho Feijó dos Santos e cão Stella
• Cabo Ricardo Carvalho da Silva e cão Aslan
• Soldado Eder Silva de Jesus e cão Rambo

Busca Rural – Restos Mortais
• Cabo Ademar Alves Vilarindo Filho e cão Sarah
• Cabo Rafael Botelho Feijó dos Santos e cão Stella
• Cabo Ricardo Carvalho da Silva e cão Aslan
• Soldado André Moreira de Araújo e cão Athos
• 2º Sargento Daiane da Rocha Ribeiro e cão Maya
• CB Raphael Barbosa da Silva e cão Nalah

Busca – Odor Específico
• 2º Sargento Adriano Campos da Silva e cão Bravo
• 1º Tenente Eduardo Santos Silva e cão Hunter
• Cabo Jetro Rodrigues de Oliveira e cão Mari
• Cabo Marcos Rogério Gomes dos Santos e cão Scott

Fonte: Governo MT – MT

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TJ MT

Pai Presente: privados de liberdade reconhecem paternidade durante audiência online em Cáceres

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Dois pais privados de liberdade deram um passo decisivo, nesta terça-feira (4), para fazer parte da vida de suas filhas. Durante audiências de reconhecimento espontâneo de paternidade realizadas pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Cáceres (218km de Cuiabá), ambos garantiram às crianças o direito de terem o nome do pai e dos avós paternos na certidão de nascimento.
As audiências integram a programação do Mutirão Pai Presente, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com os tribunais de Justiça de todo o país, entre os dias 3 e 7 de julho. As audiências foram realizadas por videoconferência com os pais, que estão custodiados na Cadeia Pública de Cáceres. A sessão foi conduzida pela mediadora Débora Ferreira da Silva Lizieri, com a participação do defensor público Antônio Góes de Araújo.
Embora compartilhem a mesma condição de privação de liberdade e de terem conhecido as filhas por meio de uma tela de computador, suas histórias têm caminhos diferentes.
Na primeira audiência, um pai já maduro, que vive em união estável com a mãe da criança desde junho de 2025, mas foi preso cerca de dois meses antes do nascimento da menina, ocorrido em 10 de julho deste ano. Não acompanhou a reta final da gestação, o parto e nem pôde segurá-la nos braços.
Logo após a assinatura do termo de reconhecimento, fez uma pergunta emocionada: “Posso ver minha filha?” Sua mulher então mostrou a bebê para ele, que chorou e fez uma oração, pedindo a Deus que cuidasse da menina e que ela nunca se esquecesse dele.
Além do reconhecimento da paternidade, o casal solicitou a formalização da união estável, existente desde junho de 2025. A medida permitirá que a mãe seja orientada pela Defensoria Pública para requerer autorização judicial para visitar o pai na unidade prisional com a criança, possibilitando o primeiro encontro presencial entre os dois.
Na segunda audiência, um jovem pai também viu pela primeira vez a filha, nascida em 10 de junho de 2026. Diferentemente do primeiro caso, os jovens pais não mantêm um relacionamento. Após o reconhecimento voluntário, a mãe foi orientada a procurar a Defensoria Pública para receber assistência jurídica quanto ao pedido de pensão alimentícia, garantindo à criança todos os direitos decorrentes da filiação.
Em ambos os casos, o reconhecimento foi consensual, dispensando a necessidade de uma ação judicial.
Com a homologação dos acordos, o Poder Judiciário de Mato Grosso encaminhará os termos aos cartórios para inclusão do nome dos pais e dos avós paternos nos registros civis das crianças.
Como os casos chegaram ao Cejusc
As duas situações tiveram origem nos próprios cartórios de registro civil. Durante o atendimento, as mães informaram o nome completo e o endereço dos supostos pais. O cartório enviou os dados para o Poder Judiciário, que viabilizou o reconhecimento da paternidade por meio do Mutirão Pai Presente.
A conciliadora Débora Ferreira da Silva Lizieri explica que esse procedimento é comum. “De 100% dos casos de investigação de paternidade, cerca de 30% terminam em reconhecimento espontâneo. Esses dois exemplos ocorreram porque os pais estavam privados de liberdade e não puderam estar presentes no momento do registro da criança no cartório.”
Tecnologia que garante direitos
O defensor público Antônio Góes de Araújo destacou que a realização das audiências por videoconferência permitiu assegurar um direito fundamental às crianças. “Graças à tecnologia conseguimos realizar as audiências de forma remota. O nome do pai no registro de nascimento é importante para as crianças, para o reconhecimento da sua origem e, em última análise, é uma situação que promove unidade familiar.”
Direito à identidade
O Mutirão Pai Presente busca ampliar o acesso ao reconhecimento voluntário de paternidade em todo o Brasil, garantindo às crianças e aos adolescentes o direito à identidade, à convivência familiar e aos direitos decorrentes da filiação, como alimentos, herança e benefícios previdenciários.
Em Mato Grosso, todas as comarcas participam da mobilização ao longo desta semana, oferecendo atendimento para reconhecimento espontâneo de paternidade, mediação e orientação às famílias.

Autor: Marcia Marafon

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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